terça-feira, 25 de abril de 2017

Bolívia quer usar logística de Rondônia para ampliar importações e exportações para o mundo

17/04/2017 - Ariquemes Online

Em que pese não ser uma visita oficial, portanto, sem uma pauta definida, o vice-governador de Rondônia, Daniel Pereira, recebeu, em seu gabinete no Palácio Rio Madeira, o ministro da Defesa da República da Bolívia, Reymi Ferreira Justiniano, com quem tratou de assuntos econômicos variados, em especial sobre a abertura de um corredor de exportações capaz de integrar o País vizinho ao mercado mundial. 

Em quase duas horas de uma amistosa conversa, eles trataram da possibilidade do incremento e melhoria das relações comerciais entre a Bolívia e Rondônia, destacando as necessidades de cada um e o compromisso de ampliar essas relações. Três temas básicos nortearam o diálogo entre as autoridades: O transporte de madeira e castanha da Bolívia até o porto de Porto Velho, a importação de combustível venezuelano para a Bolívia utilizando a estrutura de logística de Rondônia e a importação de sal da Bolívia. 

A impressão que ficou foi a melhor, como bem disse o ministro boliviano. Se confirmada a utilização da rota rondoniense para o transporte de combustível da Venezuela, os custos e o tempo serão reduzidos consideravelmente, tendo em vista que atualmente para chegar à Bolívia o combustível venezuelano enfrenta todo o percurso da costa do Oceano Atlântico, passando pela Argentina até seu destino no País vizinho, revelando num desperdício enorme de tempo e dinheiro. 

O ministro que visitou também o porto organizado de Porto Velho (Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia – Soph) – e pôde acompanhar por vídeo o embarque, desembarque e a exportação de uma carga de madeira boliviana, mostrou-se satisfeito com toda a estrutura e com os níveis de segurança das cargas, levando-o a reconhecer a oportunidade e a possibilidade concreta de escoar pelo Brasil (Rondônia) seus produtos exportáveis. 

Pelo lado rondoniense, o vice-governador Daniel Pereira vislumbrou a possibilidade da importação de sal do País vizinho, destacando o nível de consumo rondoniense para complementar a alimentação bovina de mais de 14 milhões de cabeças – sal e nutrientes minerais. Falou também da perspectiva de mercado que se abre na Bolívia, que pode importar de Rondônia uma série de bens e serviços, a começar pelo calcário, fertilizantes, máquinas e implementos agrícolas, entre outros, consolidando e ampliando assim as relações comerciais entre ambos. 

Disse também que a ampliação dessas relações, entre tantos benefícios, propicia ainda uma espécie de intercâmbio de conhecimento, que pode levar e trazer estudantes e especialistas de ambos os lados para realização de estudos e estágios nas mais diversas áreas de conhecimento, de modo que seja importante e proveitoso econômico e culturalmente para Rondônia e a Bolívia. 

RONDÔNIA RURAL SHOW 

Depois de ver um vídeo sobre recursos e potencialidades de Rondônia, o ministro Reymi Ferreira Justiniano foi convidado por Daniel Pereira a participar da 6ª Rondônia Rural Show, que será realizada de 24 a 27 de maio, em Ji-Paraná. O vice-governador pediu ao ministro que levasse também o convite ao presidente Evo Morales. 

Daniel Pereira disse que irá a Brasília para formalizar o convite ao embaixador boliviano do Brasil, José Kin, de modo que tanto o presidente Evo Morales, como seus ministros da Agricultura e Comércio Exterior possam conhecer a Rondônia Rural Show, e assim melhorar e ampliar as relações comerciais entre Brasil e Bolívia via Rondônia.

http://www.abifer.org.br/Noticia_Detalhe.aspx?codi=21958&tp=1

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Licitação para requalificar e duplicar BR-104 será realizada em março

04/02/2017 - G1 PE

Adiamento do processo ocorreu devido a um pedido do Tribunal de Contas.

Obra vai beneficiar cidades de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe.

Do G1 Caruaru

Falta de iluminação não é resolvida em trecho urbano da BR-104 em Caruaru (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)
Falta de iluminação não é resolvida em trecho urbano da BR-104 em Caruaru (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)

A licitação da revitalização e complemento da duplicação na BR 104, no Agreste de Pernambuco, foi adiada para o dia 2 de março. De acordo com informações repassadas pela secretaria de transportes de Pernambuco, o procedimento que iria ocorrer no dia 26 de janeiro foi adiado por quetões burocráticas, a pedido do Tribunal de Contas.

Em Caruaru, que já tem a rodovia duplicada no perímetro urbano, o principal problema é a iluminação. A obra contempla a requalificação de 13 quilômetros e duplicação da rodovia no trecho que vai de Torirama ao Distrito de Pão de Açúcar, em Taquaritinga do Norte, também, no Agreste.
A ação corta as três cidades que fazem parte do Polo de Confecções do Agreste - Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe.O valor da obra é de R$ 90,5 milhões.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Governo de MT lança duplicação da Estrada da Guia

31/01/2017 - Portal Amazônia, com informações do Governo de MT

A Estrada da Guia será duplicada entre o entroncamento com a Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251)
jornalismo@portalamazonia.com

O Governo do Estado lança nesta quarta-feira (1º), a duplicação do perímetro urbano da Rodovia Arquiteto Helder Cândia (MT-010), na saída de Cuiabá para a região Norte. O ato também marca o início da construção de uma trincheira de 365 metros, localizada no entroncamento entre a 'Estrada da Guia' e a 'Estrada da Chapada'. 

Com o início desta obra, pela primeira vez na história a Baixada Cuiabana terá três duplicações sendo executadas simultaneamente. Isso porque, além da obra na MT-010, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) já tem trabalhado nas duplicações das rodovias Emanuel Pinheiro (MT-251) e Palmiro Paes de Barros (MT-040), que conectam a Capital aos municípios de Chapada dos Guimarães e Santo Antônio de Leverger, respectivamente.

Estrada será duplicada em Cuiabá. Foto:Divulgação/Sinfra-MT 

Estrada da Guia

O governador Pedro Taques autorizou Sinfra a executar, por meio do programa Pró-Estradas, a duplicação de 4,9 km do perímetro urbano da Rodovia Arquiteto Helder Cândia (MT-010), a popular Estrada da Guia. A região é uma das que mais crescem em Cuiabá.

Serão investidos mais de R$ 30 milhões em recursos do Pró-Turismo, programa gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A rodovia vai ter uma concepção moderna de engenharia, com previsão de construção de rotatórias e uma ciclovia no canteiro central. A obra deve ser finalizada em 2018.

A Estrada da Guia será duplicada entre o entroncamento com a Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251) e o trevo de acesso ao Rodoanel, que também terá a obra licitada em 2017.

A primeira fase de obras consiste em executar a recuperação funcional do atual pavimento da rodovia, que há muitos anos não recebia a manutenção devida. Em paralelo, será executada a duplicação no sentido Rodoanel-Cuiabá.

Nesta gestão, a Sinfra também executou a revitalização de outros 90 km da rodovia Helder Cândia, até a cidade de Rosário Oeste.

Trincheira Moderna

Será iniciada também a construção de uma trincheira de 365 metros de comprimento com 7.311 m². Ela será construída no entroncamento da 'Estrada da Guia' com a 'Estrada da Chapada'.


Obras serão feitas nas estradas do Estado. Foto: Reprodução/Governo-MT


A trincheira vai desafogar o trânsito no local, que é uma das principais saídas da Capital para a região norte do estado. Serão investidos mais de R$ 25 milhões na obra, com previsão de entrega também para o final de 2018.

Uma das principais rotas turísticas do Estado, a rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), a popular Estrada de Chapada, está com as obras em ritmo acelerado.

Com a previsão de ser concluída no final de 2017, a duplicação vai contemplar 3,6 quilômetros da pista, do entroncamento da MT-010 (Atacadão) até o trevo de acesso ao bairro Jardim Vitória (Fundação Bradesco).

Ao longo da duplicação das pistas, serão construídas uma ciclovia no canteiro central e quatro rotatórias. Serão investidos mais de R$ 23 milhões.

Na Estrada da Chapada, a Sinfra também já reconstruiu 10 km de asfalto, entre o trevo que dá acesso ao Lago do Manso e o Balneário Mutuca, que era considerado o pior trecho da via. Agora, o asfalto é de sete centímetros e com qualidade.  

Estrada para Leverger

Ainda dentro do pacote de obras do Pró-Estradas, está a duplicação da rodovia Palmiro Paes de Barros (MT-040), que já tem fomentado o fluxo turístico da região, e é uma porta de entrada para o Pantanal mato-grossense.

A obra corresponde a 23,16 quilômetros de duplicação, que vai do Cemitério Parque Bom Jesus até a entrada do município.

Além disso, está sendo recuperada a pista antiga, que se encontrava totalmente esburacada devido à má conservação de gestões anteriores. A expectativa é que a obra, de R$ 21 milhões, seja finalizada em dezembro de 2017.

Pró-Estradas Vale do Rio Cuiabá

Estas obras fazem parte do programa Pró-Estradas/Vale do Rio Cuiabá, um pacote de 66 intervenções em rodovias estaduais, com previsão para quatro anos, de investimento superior a R$ 1 bilhão oriundos de diversas fontes de recursos. As ações vão impactar diretamente a vida de 900 mil habitantes de 13 municípios.

O lançamento das obras marca os 70 anos da Sinfra-MT, que foi fundada em 30 de novembro de 1946 como Comissão de Estradas de Rodagem (CER-MT), conforme Decreto Lei 799/1946, na gestão do então governador José Marcelo Moreira.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Começa escavação do túnel mais longo da Tamoios


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Foto: A2img / Eduardo Saraiva


29/04/2016 - Via Trólebus

Caio Lobo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, esteve nesta quinta, 28, no canteiro de obras da duplicação da Rodovia dos Tamoios para dar início ao primeiro dos cinco túneis previstos na obra. Este, em questão, será o túnel mais longo do estado, com 3.675 metros, superando o túnel de 3.146 metros da Rodovia dos Imigrantes.

“Uma autoestrada com tecnologia de ponta, grandes cuidados ambientais e que começa agora, já aqui com a explosão do chamado túnel 5. As obras começam de Caragua para São José, para Paraibuna, e daqui a alguns meses começa de lá para cá, vão se encontrar as duas frentes de trabalho. É uma rodovia com segurança, conforto, qualidade, sem grandes impactos ambientais e promovendo o desenvolvimento do litoral e do Vale do Paraíba. Uma ligação histórica em uma das regiões mais industrializadas do mundo”, disse Alckmin.

A obra começou em dezembro e deve ser entregue em 2020. A responsável pela obra é a concessionária Tamoios com gerenciamento e fiscalização da Artesp.


Foto: A2img / Eduardo Saraiva
Foto: A2img / Eduardo Saraiva
“A concessionária está recuperando o trecho antigo, o pavimento, fazendo a iluminação da Serra. Acho que mais 30 dias toda a Serra estará iluminada, recuperando sinalização, obras de arte, e a operação da rodovia com um conceito de rodovia viva, com ambulância, carro guincho, telefonia, câmeras de vídeo”, complementou o governador.

Oito meses depois de iniciada a frente de trabalho terá início a escavação em São José dos Campos, que será realizada sentido Caraguatatuba. A entrada do túnel se interligará com o Contorno de Caraguatatuba através de um viaduto de quase um quilômetro de extensão, cujos pilares terão cerca de 40 metros de altura.

Dos 21,6 quilômetros de novas pistas – entre o km 60,4 e o km 82 -, 12,6 quilômetros são referentes aos cinco túneis da obra, e haverá ainda nove viadutos, uma ponte e um pontilhão.

domingo, 10 de abril de 2016

Com 6 mil km, conexão Rio-Lima testa resistência de passageiros


A linha vai do Atlântico ao Pacífico; trajeto passa por mais de 120 cidades, corta sete estados brasileiros e seis departamentos peruanos
   
POR RAFAEL GALDO 

10/04/2016 - O Globo

Ônibus da empresa peruana Omeño que faz a linha Rio-Lima cruza o Rio Madeira numa balsa: ponte ainda não ficou pronta - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Na bagagem, um viajante costuma carregar mais do que objetos. E o que os passageiros da linha de ônibus mais extensa do mundo levam entre o Rio e Lima, capital do Peru, inclui sonhos, saudades, desejos de aventura e algumas frustrações. São 6.035 quilômetros da costa do Oceano Atlântico à do Pacífico, atravessando o cerrado, a Amazônia e a Cordilheira dos Andes. Um percurso operado desde janeiro pela empresa peruana Ormeño, que dura, no mínimo, cinco dias, partindo da Rodoviária Novo Rio ou de Lima, duas vezes por semana, com paradas de não mais de duas horas e passagem a R$ 820. Uma equipe do GLOBO embarcou nessa aventura com outros 46 passageiros. E, depois de 116 horas cruzando 120 municípios em setes estados brasileiros e seis departamentos peruanos, constatou que esse é um desafio encarado, quase sempre, por quem tem grandes motivações no fim da jornada, como será relatado em reportagens hoje e amanhã.

Primeiro dia - Quarta-feira

Às 9h15m de uma quarta-feira de março, quando o motorista deu a partida no ônibus, no Rio, ainda eram poucos os passageiros: seis, junto com três motoristas que se revezariam ao volante. Mas o silêncio dos instantes iniciais já evidenciava as expectativas que pairavam no ar, em histórias como a do espanhol Luis Morán, que dava a volta ao planeta numa pesquisa sobre políticas de gênero. Da janela, o dia cinzento na Via Dutra levava ao primeiro destino: o Terminal Tietê, em São Paulo, onde mais 35 viajantes subiriam. Aventureiros como a havaiana Angelika James, rumo a Machu Picchu. Mas também pessoas como Hilario Huamaní, peruano para quem o trabalho em São Paulo deixou de compensar devido à crise econômica no Brasil.

Viagem retomada, à noite, a parada para o jantar no Oeste paulista começaria a misturar os passageiros, entre eles e também com quem topavam no caminho. E, de repente, o ucraniano Eugenio Serguei, falando pouco português, já batia bola com o filho de um caminhoneiro.

— Saímos, um amigo e eu, de uma região perto da fronteira com a Rússia para ficar um tempo longe da guerra entre a Rússia e a Ucrânia — contava Eugenio.

Segundo dia - Quinta-feira

Plantação de soja em Mato Grosso do Sul - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Para todos os lados, uma imensidão quase plana, do amanhecer, em Mato Grosso do Sul, ao anoitecer, em Mato Grosso. O segundo dia de viagem começou e terminou em estradas cercadas por fragmentos do cerrado, plantações de soja e fazendas de gado do Centro-Oeste. E, de manhã, os passageiros já sentiam as durezas do percurso. Enquanto as horas passavam, percebiam que não haveria parada para o café da manhã. No lavatório do único banheiro do ônibus, não havia água. E os mais atentos viram que estavam acompanhados de outras passageiras: baratas.

Com fome, os viajantes só saíram do Ormeño no começo da tarde. Uma parada com restaurante e banheiros, com ducha a R$ 3. Refresco que só se repetiria à noite.

Terceiro dia - sexta-feira

Quando a sexta-feira despertou, em Rondônia, a viagem alcançava a Região Norte do país e, de volta à BR-364, a pista irregular e os buracos agora eram companheiros do cansaço. A parada para atenuar a exaustão trazia uma boa notícia diante do calor da Amazônia: havia duchas para tomar banho. Do lado de fora, chamava a atenção o sobe e desce de prostitutas em caminhões na beira da estrada.

O dia seguiria até o jantar em Porto Velho, que terminaria de forma inusitada. A americana Angelika foi a última a voltar para o ônibus. Chegou munida de desinfetante para tentar afastar as baratas que a assustavam e limpar o banheiro do ônibus — o mesmo veículo para toda a viagem —, que já estava pela hora da morte.


Quarto dia - sábado

Sul-africanos chegam à Lima - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Era começo de madrugada quando as luzes se acenderam, no primeiro ato de um sábado de incoerências. Começou com todos os passageiros tendo que descer do ônibus para atravessar, de balsa, o Rio Madeira, perto da divisa com o Acre. Uma ponte sobre o rio, na BR-364, está prevista desde 2010. O projeto foi licitado, e o início das fundações até ocorreu, em 2014. Mas a ponte ainda não ficou pronta.

É a obra que falta no caminho da Interoceânica, concluída nos anos 2000, mas que hoje tem trechos no Acre que mais lembram a pista de um rali. Condições que atrasaram a viagem, que só chegou à última cidade brasileira, Assis Brasil, às 10h15m. Na alfândega, sem revista das malas, nem o passageiro que levava 20 celulares comprados em São Paulo teve problemas. Mas uma suspeita levantada pela Polícia Federal trouxe tensão.

Sem que quase ninguém percebesse, de madrugada, em Rio Branco, cinco sul-africanos tinham embarcado no ônibus. Os policiais desconfiaram que as fotos nos passaportes não eram deles, que tinham traços sul-asiáticos. Além disso, os cinco vestiam camisas polo do mesmo modelo e, embora tenham alegado que viajavam a turismo, carregavam poucas malas. A polícia, então, resolveu examinar a bagagem do grupo. Um dos homens chegou a se esconder da inspeção. E, mesmo sendo alertada, a PF liberou os cinco para cruzar para Iñapari, no lado peruano.

Vencida essa etapa, alguns acompanhavam uma revista superficial das malas, outros trocavam reais por soles, a moeda peruana, no câmbio ilegal oferecido na rua, quando veio dos céus a recepção do Peru: um temporal amazônico. Ainda bem que, dali em diante, em direção a Puerto Maldonado e, à noite, ao começo da subida dos Andes, a estrada já não era o campo minado do lado brasileiro.

Quinto dia - domingo

Precipícios, picos e vales. A travessia dos Andes durou quase um dia, chegando a altitudes de 4.700 metros. Um cenário deslumbrante, mas que logo trouxe para alguns o soroche, o mal-estar gerado pelas alturas. Para tentar se sentir melhor, recorria-se a tudo: chupar pastilhas ou cheirar folhas de cebolinha. Mas o desconforto só se amenizou mesmo em terreno mais plano, à noite, depois de passar por cidades como Cusco e Abancay. Era o sinal de que Lima estava perto. Hora também de trocar contatos nas redes sociais. Afinal, o grupo viveu junto perigos e perrengues de lugares, às vezes, ermos. Mas, no confinamento do ônibus, também surgiram laços de amizade que suavizaram a distância.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/com-6-mil-km-conexao-rio-lima-testa-resistencia-de-passageiros-1-19054227#ixzz45QlbHZrE 
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quarta-feira, 9 de março de 2016

Itapemirim pede recuperação judicial


08/03/2016 07:40 - Valor Econômico

João José Oliveira / São Paulo

A empresa de transporte rodoviário Itapemirim, fundada em 1953, protocolou ontem pedido de recuperação judicial, na 13ª Vara Cível Especializada Empresarial de Vitória (ES). A dívida é de R$ 336,5 milhões.

O pedido envolve as empresas Viação Itapemirim; Transportadora Itapemirim; ITA, Imobiliária Bianca; Cola Comercial e Distribuidora; e a Flecha Turismo Comércio e Indústria. "É uma empresa com 60 anos de história que está sofrendo com a crise, e que quer resolver a situação e continuar servindo o país", disse ao Valor o advogado Gilberto Giansante, sócio da Giansante Advogados Associados, contratada para o processo de recuperação judicial da Itapemirim.

A companhia tem, a partir da decisão de juiz que avaliará se aceita ou não o pedido de recuperação judicial, 60 dias para apresentar o plano de recuperação aos credores - que deve ser votado em assembleia em seis meses. O processo é comandado pelo presidente da Itapemirim, Camilo Cola Filho.

Da dívida de R$ 336,5 milhões, uma fatia de R$ 42,7 milhões são dívidas trabalhistas, R$ 124 milhões são compromissos com garantia real (como imóveis, por exemplo), outros R$ 166 milhões de credores comuns (sem garantia) e ainda R$ 3,5 milhões devidos a micro e pequenas empresas.

Em nota, a Itapemirim afirmou que "a medida foi tomada principalmente pelo agravamento da conjuntura financeira e econômica pela qual passa o país e considerada a melhor decisão em razão do quadro atual".

A Itapemirim e as empresas da família Cola empregam 1,6 mil pessoas. Em 2014, a empresa transportou 3,2 milhões de passageiros, atendendo dois mil municípios em 22 Estados. Desde meados daquele ano, a companhia enfrenta a retração nos negócios. Em junho de 2015, a empresa vendeu 40% da frota e transferiu mais da metade das linhas em operação para a Viação Kaissara, também do Espírito Santo, ficando com as 68 linhas atuais.

Segundo a Associação Brasileira de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), a demanda pelo transporte interestadual de passageiros encolheu 7,8% em 2015 em relação a 2014.

O número de recuperações judiciais requeridas no primeiro bimestre de 2016 foi 116,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo a Serasa Experian. Foram 251 ocorrências - o maior para o acumulado do primeiro bimestre desde 2006.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Ministra apresenta o plano de infraestrutura para região amazônica

25/02/2016 - Mapa

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) apresentou hoje o Programa de Investimento em Logística (PIL) em rodovias, portos e ferrovias e investimentos em hidrologia para a Amazônia. O plano foi apresentado na V Reunião Ampliada do colegiado de deputados do Parlamento Amazônico, em Palmas (TO). A ministra citou o projeto de derrocamento do Pedral do Lourenço, que garantirá a navegabilidade, durante todo o ano, do rio Tocantins. 

"Essas obras de infraestrutura irão possibilitar uma redução os custos de exportação das empresas em até 37%, a partir dos portos do norte do país", destacou a ministra. Atualmente, é necessário escoar a produção pelos portos de Paranaguá e Santos. 

Kátia Abreu comentou que, em março, seis novos terminais portuários no Pará serão leiloados. Esses terminais vão ampliar a capacidade de operação em 22 milhões de toneladas, com investimento total estimado em R$ 1,8 bilhão. 

O programa de logística para a região também facilitará as exportações para os principais portos europeus, como o de Roterdã, na Holanda. 
A ministra citou como exemplo que para escoar a produção de Sorriso (MT) pelo porto de Paranaguá, no Paraná, são percorridos 2,1 mil quilômetros. O trajeto por Santarém é de 1,1 mil quilômetros.