segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Nova Rio-Petrópolis pode reduzir tempo de viagem em 20 minutos

18/12/2011 - O Globo

Começa em janeiro construção de túnel que será parte do projeto

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO - As obras para a construção do novo túnel da BR-040 (Rio-Juiz de Fora), que deverá reduzir em cerca de 15 minutos o tempo de viagem entre a capital fluminense e a Cidade Imperial, começam em janeiro. A previsão foi dada pela empresa Concer, que administra a via. Na última terça-feira, a concessionária obteve do Ibama a licença que faltava para iniciar uma série de intervenções na rodovia.

Além do túnel, cujo custo é estimado em R$ 280 milhões, estão previstas outras melhorias ainda sem prazo para começar. Ela fazem parte de um projeto maior da concessionária para reorganizar o tráfego na BR-040. A ANTT estuda a proposta da Concer de ampliar o prazo de concessão em troca dessas obras.

- Vamos começar os trabalhos assim que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nos autorizar. Nós esperamos que essa liberação seja dada nas próximas semanas - disse o presidente da Concer, Pedro Jonsson.
Empresa quer ampliar concessão

A Concer administra a BR-040 desde 1996 e tem contrato com a União até 2021. A concessionária quer prorrogar o contrato por mais 20 anos (até 2041) em troca dos investimentos avaliados em R$ 540 milhões. Cerca de 80% do montante viriam de um empréstimo negociado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já vai liberar recursos para o túnel. A Concer descarta a hipótese de propor um aumento do pedágio para executar as obras.
- Na realidade, quando a rodovia foi oferecida em concessão à iniciativa privada, esses investimentos já eram previstos como uma atribuição da concessionária. Mas os custos, estimados sem projeto, estavam bem abaixo do volume de investimentos necessários. Pelos cálculos que fizemos, correspondem somente à construção do túnel. O resto da obra dependerá da ampliação do prazo de concessão — explicou o presidente da Concer.

O pacote, que também já foi licenciado pelo Ibama, inclui a duplicação das pistas de descida da Rio-Petrópolis e a criação de novo acesso da BR-040, ligando o Bingen ao Quitandinha, para reduzir o tráfego no centro de Petrópolis. Isso permitiria que a atual pista de subida da Rio-Petrópolis, projetada há quase cem anos, fosse transformada numa estrada-parque. O trecho seria mantido pela concessionária, inclusive as áreas de preservação ambiental. Se todo o pacote sair do papel, a estimativa é que a redução do tempo de viagem do Rio a Petrópolis chegue a 20 minutos.

Leia a íntegra desta matéria na edição impressa desta segunda-feira de O Globo.

Viagem entre Rio e Petrópolis terá duração menor

19/12/2011 - Panrotas

O tempo de viagem ente a capital fluminense e Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, poderá ser reduzido em 15 minutos com a construção do novo túnel da BR-040 (Rio-Juiz de Fora) pela empresa Concer, administradora da via. As obras deverão ter início em janeiro. Além do túnel, que receberá investimento de R$ 280 milhões, estão previstas outras melhorias, ainda sem prazo para começar. Um aporte de mais de R$ 800 milhões faz parte do projeto da Concer, que só será realizado integralmente se a Agência Nacional de Transportes Terrestres autorizar a prorrogação da concessão da via por mais 20 anos.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Museu Rodoviário está em condições precárias

03/12/2011 - O Globo

Acervo histórico sofre abandono em Levy Gasparian e tem destino incerto

PAULO ROBERTO ARAÚJO


03.08.2004 Dois antigos ônibus do extinto DNER fazem parte do Museu Rodoviário, inaugurado em 1972 - JASON VOGEL / O GLOBO

RIO - Guardião de um rico acervo que percorre histórias das estradas brasileiras, o Museu Rodoviário no distrito de Mont’Serrat, município de Levy Gasparian, na região Centro-Sul do estado, pede socorro para que suas memórias não fiquem pelo caminho. Apesar de tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o museu está em condições precárias e tem destino incerto. Desde sua inauguração em 1972 até o fim dos anos 90, ele foi administrado pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER). Com o fim do DNER em 2001, o museu passou a ser gerido pela prefeitura de Levy Gasparian, que tenta devolvê-lo ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), alegando falta de recursos.

O município tem tentado parceria com a iniciativa privada. O projeto já existe e uma das possibilidades para concretizá-lo seria a colaboração da Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora-Rio (Concer), que administra o trecho de 180 quilômetros da rodovia BR-040 (Rio-Brasília), que vai do Rio a Juiz de Fora.

— Estamos empenhados na recuperação do museu — diz o prefeito de Levy Gasparian, Cláudio Mannarino (PMDB). — Mas o custo da obra é muito alto. Além disso o prédio não nos pertence e, como é tombado pelo Iphan, depende de uma série de autorizações para que seja reformado.

O Dnit, por meio de sua assessoria de imprensa, se limitou a informar que o caso é de responsabilidade da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério do Planejamento, sob cuja custódia estão os bens do antigo DNER. Já a assessoria do ministério informou que o processo está em análise.

Paulo Roberto dos Santos, presidente do Conselho de Turismo do Ciclo do Café no Vale do Café (Conciclo) e vice-presidente do Instituto Preservale, diz que a situação do museu piorou nos últimos cinco anos. Ele reconhece que a prefeitura tem interesse em preservá-lo, mas faltam recursos.

— Esse patrimônio é único no país. O museu preserva a memória da primeira rodovia construída para a passagem de carruagens entre a cidade imperial de Petrópolis e Juiz de Fora, a União e Indústria. Além disso, ele fica dentro da única estação de muda que restou. Os animais não suportavam as longas distâncias das viagens de carruagem e era preciso trocá-los no caminho, usando essas estações — relata Santos.

O Museu Rodoviário fica na Praça João Werneck, s/n e abre de quarta-feira a domingo, das 10h às 16h. A entrada é franca.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/museu-rodoviario-esta-em-condicoes-precarias-3378427#ixzz1fYDN2KGl
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

Rodovias duplicadas pelo PAC são as melhores do Nordeste

25/09/2011 - DNIT

Análise do “Guia 4 Rodas” classificou a BR-101 e a BR-230 como as melhores e mais seguras para se trafegar na região

A edição 2012 do “Guia 4 Rodas”, publicação da Editora Abril voltada para o público que viaja pelo Brasil a lazer ou a trabalho, classificou o trecho duplicado da BR-101 no estado da Paraíba como a melhor rodovia do Nordeste.

Considerando principalmente a qualidade do pavimento, a sinalização e serviços oferecidos ao longo das estradas, o Guia considerou ainda a BR-230 como a terceira melhor.

O trecho escolhido como a melhor rodovia da região tem início na entrada do município de Lucena/PB e se estende até a divisa com o Rio Grande do Norte, totalizando 74 quilômetros.

Faz parte do programa de adequação da capacidade de tráfego e duplicação da BR-101 – Corredor Nordeste. A duplicação se inicia em Natal/RN e atravessa os estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, até o município de Estância.

A rodovia BR-230, também conhecida como “Rodovia Transamazônica”, tem seu início na cidade portuária de Cabedelo/PB e percorre o Estado por 571 quilômetros.

O trecho entre João Pessoa e Campina Grande, eleito como a terceira melhor rodovia do Nordeste, possui 129 quilômetros e teve sua duplicação concluída em 2009.

As obras nas duas rodovias foram realizadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC

O trabalho de avaliação do Guia 4 Rodas contou com uma equipe de 16 repórteres e editores que percorreram milhares de quilômetros nas principais rodovias da malha federal do País, detectando as condições das estradas e colhendo dados que são atualizados anualmente.

Fonte: DNIT, Por Evandro Alvarenga

Posted by RedacaoT1 on 25 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

ESSE É UM E-MAIL AUTOMÁTICO. NÃO RESPONDA. 

 

Boletim de Notícas do Ministério dos Transportes referente aos dias 21 e 22 de Setembro de 2011.

 

Transporte Terrestre  |  21/09/2011

Ministro anuncia leilão do trecho capixaba da BR-101

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, anunciou, nesta quarta-feira (21/09), em Brasília, a data do leilão para concessão de todo o trecho capixaba da BR-101. A licitação está programada para o dia 17 de novembro, na BM&F Bovespa (SP), com a previsão de investimento da ordem de R$ 3,8 bilhões, nos 25 anos de vigência do contrato.

O ministro dos Transportes, acompanhado do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, da bancada capixaba e do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, Bernardo Figueiredo, apresentou todas as exigências contratuais que projetam, dentre outros benefícios, a duplicação de todo o trecho concedido, até o 10º ano de contratação da concessionária vencedora. O trecho a ser concedido está situado entre o acesso ao município de Mucuri (BA) e a divisa dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, num total de 475,9 km, sendo 458,4 km no trecho capixaba. A rodovia é o principal eixo de integração Norte-Sul no estado do Espírito Santo.

Na solenidade de assinatura do aviso de edital, o ministro dos Transportes parabenizou o Espírito Santo pelo “espírito de coesão”, onde, segundo ele, “toda comunidade política, liderada pelo governador Casagrande, se une em torno dos mesmos objetivos”. “Esperamos que a vencedora da licitação se instale o mais rápido possível e tudo o que é expectativa do povo capixaba se transforme em realidade”, completou.

O governador Renato Casagrande entende que “a situação na BR-101 exigia uma ação mais rápida e que essa ação é mesmo a de concessão da rodovia”. O projeto de concessão faz parte da 3ª Etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais e consiste na recuperação, conservação, manutenção, operação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade da rodovia, com duplicação de todo o trecho concedido. A rodovia contará com sistema de monitoramento da via e canais de atendimento ao usuário, além de sistema operacional, com socorro mecânico e médico.

Pensando, ainda, na redução de acidentes, foi realizado um estudo dos pontos críticos, no qual foi previsto que até o final do 5º ano da concessão deverão ser implantados 21,6 quilômetros de vias laterais à rodovia, além, da adequação e construção de 82 interseções e acessos, instalação de 16 passarelas de pedestres e de 30 equipamentos de controle de velocidade. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres,  tais medidas reduzem muito o risco de acidentes, pois uma vez que os tráfegos urbanos e rodoviários são segregados, consequentemente minimiza-se o tráfego de pedestres na rodovia, os cruzamentos de veículos passam a ser feitos em desnível e as velocidades são reduzidas.

O diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, disse que para a Agência, este exemplo de concessão é um modelo a ser seguido. “Nesta concessão, vamos ter 50% da rodovia duplicada até o sexto ano, e totalmente duplicada até o décimo ano.” E concluiu, ainda, que se o volume de tráfego justificar, cronograma pode ser alterado. O primeiro trecho a ser duplicado será de Mimoso do Sul até João Neiva, entre o primeiro e o sexto ano de contrato.

Ao longo dos 25 anos de concessão, serão realizados investimentos da ordem de R$ 2.146 milhões, sendo, aproximadamente, R$ 1.341 milhões em ampliações da rodovia e R$ 796 milhões em manutenção, melhorias, etc (preços de janeiro de 2009). Os custos de operação (sistema de atendimento ao usuário, sistema de pedagiamento, centros de controle de operação, instalação de câmeras, radares, entre outros)  serão de aproximadamente R$ 1.659 milhões no mesmo período.

De acordo com o Edital, a rodovia terá sete praças de pedágio, localizadas nos municípios de Pedro Canário, São Mateus/Jaguaré, Linhares/Aracruz, Serra, Vila Velha/Guarapari, Rio Novo do Sul/Cachoeiro de Itapemirim e Mimoso do Sul. Pelo documento, a tarifa-teto será de R$ 0,06237 por km, com valores, nas praças de pedágio, entre R$ 2,22 e R$ 5,18 (preços de janeiro de 2009).

O Edital e seus anexos estarão disponíveis a partir do dia 22 de setembro de 2011 até o dia 21 de outubro de 2011, na página da ANTT na Internet, www.antt.gov.br, ou na Ouvidoria da Agência. Vencerá a concorrência o consórcio ou empresa que oferecer o menor valor de tarifa.

 

Histórico do Programa de Concessões de Rodovias Federais

O Programa de Concessões de Rodovias Federais começou a ser implantado com a licitação de 858,6 km de rodovias que haviam sido pedagiadas diretamente pelo Ministério dos Transportes. A partir daí, outros segmentos, considerados técnica e economicamente viáveis, foram sendo estudados para inclusão no Programa. Hoje, ele abrange 11.191,1 km de rodovias, desdobrado em concessões promovidas pelo Ministério dos Transportes, pelos governos estaduais mediante delegações e pela ANTT.

As concessões administradas diretamente pela Agência somam 4763,8 km, formados por quatorze concessões. Destas, três estão localizadas em trechos da BR-101 (dois trechos no Rio de Janeiro e um em Santa Catarina), uma das principais e mais movimentadas rodovias do país, que atravessa todo o Brasil, de Norte a Sul pelo litoral, cruzando 12 estradas, com início em Touros, no Rio Grande do Norte, chegando a São José do Norte, no Rio Grande do Sul.

As concessões de rodovias com pagamento de pedágio garantem o investimento e a manutenção constante em trechos rodoviários com fluxo intenso de veículos e, consequentemente, com desgaste rápido do pavimento, que nem sempre conseguem ser recuperado com recursos públicos.  Além disso, as concessionárias prestam serviços de atendimento aos usuários, atendimento médico de emergência em acidentes e serviço de guincho para veículos avariados na rodovia.

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Política de Transporte  |  22/09/2011

Presidenta destaca em rádio investimento de R$ 3 bi para SP

A presidenta Dilma Rousseff confirmou, na edição Especial para São Paulo do Programa de rádio “Café com a Presidenta” desta semana – com divulgação em 19/09, que o governo federal irá investir mais de R$ 3 bilhões em obras de infraestrutura de transportes, somente neste Estado, até 2014.

A presidenta faz referência às obras do trecho Norte do Rodoanel, dos melhoramentos na Hidrovia Paraná-Tietê e nos investimentos em novo estaleiro que será instalado em Araçatuba, parte da política de fomento a construção de embarcações, também focada no transporte em hidrovias.

Confira, abaixo, as declarações da presidenta:

Luciano Seixas: Olá, amigos, eu sou o Luciano Seixas trazendo para você, de São Paulo, uma edição especial do “Café com a Presidenta”, o nosso encontro semanal com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, Presidenta.

Presidenta: Bom dia, Luciano. Bom dia aos comunicadores de rádio e aos ouvintes de São Paulo. É uma grande satisfação estar aqui hoje com vocês.

Luciano Seixas: Presidenta, semana passada a senhora anunciou uma série de obras importantes para São Paulo: uma hidrovia, a construção de um estaleiro e ainda a expansão do Rodoanel, não é isso?

Presidenta: É isso mesmo, Luciano. O governo federal vai investir mais de R$ 3 bilhões em obras no estado de São Paulo. Será construído um estaleiro em Araçatuba, ampliaremos a capacidade de transporte da Hidrovia Paraná-Tietê, e apoiaremos a construção do trecho norte do Rodoanel de São Paulo. Tudo isso, Luciano, em parceria com o governo do estado. São obras que vão fazer uma tremenda diferença na vida das pessoas e das empresas de São Paulo.

Luciano Seixas: Então, vamos começar pela Hidrovia Tietê-Paraná, Presidenta. O que está sendo feito lá?

Presidenta: É uma grande obra, Luciano. Nós vamos melhorar a navegação em 800 dos 2.400km da Hidrovia Tietê-Paraná. Vamos aprofundar o leito do rio em diversos trechos para garantir uma navegação contínua em todos os locais onde hoje o rio é mais raso. Também serão construídas barragens com eclusas. Uma eclusa é uma espécie de elevador, que permite que uma embarcação suba e desça o rio em locais onde há desníveis. Com isso, Luciano, nós estamos aumentando a extensão navegável do rio.

Luciano Seixas: Então, todas essas obras vão facilitar o transporte de cargas pelo rio.

Presidenta: Sem a menor dúvida, Luciano. Com esses grandes investimentos nós vamos dar um salto para utilizar todo o potencial do Tietê-Paraná. Para você ter uma ideia do impacto desses investimentos, Luciano, o Tietê, no ano passado, transportou 5 milhões de toneladas de carga. Com o final das obras, até 2014, nós poderemos transportar, sabe quanto, Luciano? Dezessete milhões de toneladas de etanol, soja, milho, trigo, além de outros produtos. Com isso, vamos reduzir o número de caminhões que hoje trafegam nas nossas estradas.

Luciano Seixas: Por isso é tão importante investir no transporte hidroviário, não é, Presidenta?

Presidenta: É isso aí, Luciano. Este é um investimento que dá muito retorno para a sociedade e para a economia. O transporte por hidrovias é mais eficiente, muito mais barato, mais seguro e muito menos poluente.

Luciano Seixas: Ah, mas se vamos usar mais o Rio Tietê, vamos precisar de mais embarcações, não é, Presidenta?

Presidenta: É claro, Luciano. É por isso que também está sendo construído, em Araçatuba, um estaleiro que já recebeu a encomenda de cem embarcações, que vão começar a ser entregues a partir do ano que vem. Quando as embarcações estiverem em plena atividade, vão substituir 80 mil viagens de caminhões por ano. E tem outra coisa muito importante: a construção do estaleiro vai gerar 2.500 empregos diretos e indiretos. Isto vai movimentar a economia, gerando renda e mais oportunidades para os paulistas.

Luciano Seixas: Agora vamos falar do trânsito na capital. Ficou mesmo acertada a construção do trecho norte do Rodoanel?

Presidenta: Ah ficou, sim, Luciano. Essa obra, muito esperada pela população de São Paulo, agora vai sair do papel. Vamos fazer o trecho norte para interligar as rodovias P

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

29/07/2011 | INFRAESTRUTURA
Obras de rodovias e ferrovias só serão licitadas com projeto executivo
A exigência é do governo para os trabalhos do PAC 2, cujo orçamento total é de R$ 955 bilhões.

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Foto: Elza Fiúza/ABr
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, apresentou nesta sexta-feira (29) o primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Dilma Rousseff. Diante da falta de projetos executivos de engenharia para as obras de rodovias e ferrovias, ela alertou que uma das exigências do PAC 2 será a licitação das novas obras apenas com a existência dessas propostas.

Segundo a ministra, a ausência desses projetos mais detalhados resultou na contratação de obras baseadas em propostas insuficientes. Como consequência, frisou, houve aumento de prazos e valores para a finalização das obras. “Também vamos fazer a revisão dos projetos das obras em andamento ou em licitação”, alertou.

Ela destacou ainda que a intenção do governo é aumentar a parceria com estados e municípios porque “é preciso enfrentar os principais problemas de urbanização do Brasil”. Videoconferências e reuniões presenciais, com os responsáveis pelos projetos com problemas, poderão ser agendadas para acompanhar os trabalhos e evitar novos imprevistos.

O levantamento mostra que 431 quilômetros de obras em rodovias foram iniciados, em 2011, nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraná e Tocantins. Outros seis mil quilômetros estão em andamento para serviços de duplicação, adequação, construção e pavimentação de estradas. No caso das ferrovias, quase 3,5 mil quilômetros de obras em execução.

Duas obras foram iniciadas nos aeroportos de Brasília (DF) e Guarulhos (SP): a reforma de um terminal de passageiros e a construção de um terminal remoto, respectivamente. Outras 17 obras estão em andamento, por exemplo, em 11 aeroportos do país: São Gonçalo do Amarante (RN), Galeão (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Paranaíba (PI).

Sobre os portos, há 15 obras em andamento – dragagens, recuperação de berços, ampliação e adequação de um terminal salineiro, por exemplo. Em relação às obras de dragagem, a ministra garantiu: "todas devem ser finalizadas no segundo semestre".

Investimentos
Miriam Belchior informou que o orçamento total do PAC 2 é de R$ 955 bilhões, sendo 74% do valor para obras concluídas até 2014. No primeiro semestre, já foram investidos R$ 86,4 bilhões. Para obras de mobilidade urbana, R$ 18 bilhões serão destinados a cidades com mais de 700 mil habitantes, cujos nomes ainda estão em processo de seleção.

 
Rosalvo Júnior
Redação CNT

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Governo amplia obras na Tamoios
QUA, 27 DE JULHO DE 2011 11:07 ESCRITO POR REDAÇÃO WEBTRANSPO - FOTO: DIVULGAÇÃO 0 COMENTÁRIOS

Obra vai cobrir todo trecho de planalto da via

Via liga o Vale do Paraíba ao litoral norte do Estado

O Governo de São Paulo decidiu prolongar a duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-099). A obra envolverá 53 quilômetros, do 11,5 ao 64,4, envolvendo a extensão de todo o trecho de planalto. Os trabalhos terão início em 2012 e custarão R$ 780 milhões.

"Nós resolvemos ampliar a obra que iria até Paraibuna. São mais 31 quilômetros nesta primeira fase de duplicação", ressaltou o governador Geraldo Alckmin, ao frisar que a rodovia é estruturante porque liga o Vale do Paraíba ao Litoral.

Segundo ele, a ampliação do Porto de São Sebastião, a duplicação da Tamoios e os contornos caminham juntos. “Como nós teremos de fazer o Eia/Rima (estudo de impacto ambiental) para o trecho do planalto, nós resolvemos não parar em Paraibuna, mas duplicá-la até o alto da serra", explicou.

Uma licitação será aberta para esse trecho, com a construção sendo realizada em dois lotes. De acordo com o governo paulista, a conclusão deverá ocorrer em 20 meses, ou seja, novembro de 2013. Os serviços estarão sob a responsabilidade da DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) e o DER (Departamento de Estradas de Rodagem).

quarta-feira, 6 de julho de 2011

SP: Raposo Tavares será duplicada

06 07 2011 - Webtranspo

Investimentos ficam na casa dos R$ 195 mi

Serão duplicados 42,9 quilômetros da estrada.

O trecho da Rodovia Raposo Tavares(SP-270), entre as cidades de Araçoiaba da Serra e Itapetininga, no interior paulista, recebeu nesta terça-feira, 5, o início das obras de duplicação. As melhorias estão sendo efetuados no intervalo do quilômetro 115,5 ao 158,4. Os serviços estão sendo realizados pela CCR SPVias, administradora da estrada, e o governo estadual.

O empreendimento é a maior obra rodoviária realizada em São Paulo e estava acordado no contrato do lote 20 do Programa de Concessão Rodoviária do Estado. A ampliação de 42,9 quilômetros da rodovia terá um aporte financeiro de aproximadamente R$ 195 milhões da concessionária. A obra é dividida em dois lotes, o primeiro, do quilômetro 115,5 ao 132,62, já o segundo vai do quilômetro 132,6 ao 158,4.

A iniciativa visa melhorar os acessos aos Estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, os quais a rodovia liga. Além disso, os serviços beneficiarão diretamente as cidades de Araçoiaba da Serra, Alambari, Sarapuí, Capela do Alto e Itapetininga.

O acordo ainda prevê que a pavimentação seja restaurada nos trechos duplicados, a implantação de dispositivos de acesso e retorno nas cidades já mencionadas, a construção de 18 viadutos e pontes, adequação das passarelas já existentes e remodelagem das paradas de ônibus ao longo da estrada.

Para Paulo Rangel, presidente da concessionária, a duplicação é de grande importância para o Estado. “O começo desta obra representa uma vitória para a concessionária e para a região do oeste paulista, que será beneficiada em muitos aspectos com a duplicação da Raposo Tavares”, comentou.

domingo, 3 de julho de 2011

SP-310, a rodovia ''mais cara'' do Estado
Embora governo diga que preço do pedágio na Washington Luís é proporcional ao de outras estradas, usuários reclamam de excesso
03 de julho de 2011 | 0h 00
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Chico Siqueira - O Estado de S.Paulo
Não é por acaso que usuários da Washington Luís (SP-310) a tratem como a rodovia mais cara do Estado de São Paulo. Ela tem o preço médio de pedágio mais alto do Estado - de R$ 8,62 por praça - e possui em Araraquara a terceira praça mais cara - R$ 12,40. Os valores são cobrados por passagem de veículo de passeio ou eixo de caminhão ou ônibus.


Marcio Fernandes/AE
Custo. R$ 43,10 por 300 km
Nos seus 300 quilômetros de extensão, a SP-310 tem cinco pedágios - três da concessionária Triângulo do Sol e duas da Centrovias - cujas tarifas, somadas, custam R$ 43,10 para o motorista. No ano passado, a Triângulo faturou R$ 291,3 milhões com a passagem de 49.406 veículos em média por dia em seu trecho de concessão, que é de 226 quilômetros entre Mirassol e Araraquara. A Centrovias não informou seu faturamento.

Na média, a Washington Luís só perderia para a Anchieta, que possui uma única praça de pedágio, de R$ 20,10, o mais caro do Estado, com preço idêntico à praça na Imigrantes. Nem mesmo a Imigrantes, com quatro pedágios, tem média (R$ 7,27) superior à da SP-310. Na Anhanguera, rodovia apontada como a que causou mais mortes no Estado no ano passado, com 11 pedágios e 442 quilômetros de extensão, a média é de R$ 6,65. Na Bandeirantes, com cinco pedágios, a média é de R$ 6,36; na Castelo Branco, de R$ 6,91 para nove pedágios; na Raposo Tavares, com 11 pedágios, média de R$ 5,40 e na Rodovia Marechal Rondon, com 13 pedágios, a média é de R$ 4,36 - a menor entre as principais rodovias estaduais de São Paulo.

"Trata-se, sem dúvida, da rodovia mais cara do Estado. Basta ver que o custo do pedágio é mais alto que o de combustível", diz o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas da Região de São José do Rio Preto, Kagio Miúra.

De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), isso não é verdade, porque o valor da tarifa da rodovia, estabelecido por quilômetro, é de R$ 0,14 - todas do mesmo porte têm o mesmo valor. Mas, para Miúra, o que encarece a rodovia é o fato de ter preços diferentes nos seus cinco pedágios. "Se é o mesmo valor, por que os preços são diferentes?", questiona, lembrando que na praça de Araraquara o valor é de R$ 12,70, enquanto na de Santa Adélia é de R$ 8,50. "A pessoa mais atenta vai perceber que as praças em locais de maior movimento têm tarifas mais altas, enquanto outras, em pontos de menor movimento, têm tarifas mais baixas, o que aumenta o faturamento de determinadas concessionárias e pune usuários."

Para Miúra, isso explica porque a Washington Luís é considerada por transportadores a mais cara do Estado. "Essas rodovias antigas têm todos os serviços e obras previstos. Seus custos são basicamente de manutenção. Isso basta para que concessões sejam revistas, pois é absurdo custo de pedágio ser mais alto que de combustível."

As duas concessionárias responderam, por suas assessorias, que a localização das praças e o valor das tarifas são de responsabilidade do governo do Estado.

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O estado Sp 03/07/2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mato Grosso do Sul e São Paulo ganharão outra ligação rodoviária

13/06/2011 - DNIT, Evandro Alvarenga


O DNIT começa no próximo dia 15 em Três Lagoas/MS as obras da quinta ponte ligando os dois estados.

Separados pelo rio Paraná, os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo têm hoje quatro pontes, sendo uma rodoferroviária e outra exclusivamente ferroviária. Até abril de 2014 contarão com mais uma travessia rodoviária. A nova ligação será iniciada no próximo dia 15 em Três Lagoas/MS.

Trata-se de uma OAE - Obra de Arte Especial, com 1.344 metros de extensão e 6.648 metros de acessos. Em Três Lagoas/MS o trecho de acesso completará o traçado definitivo da BR-262, alterando o caminho que leva à barragem da Usina Hidrelétrica Engenheiro Souza Dias (Jupiá). Do outro lado do rio Paraná, no município de Castilho/SP, uma nova via de acesso será construída da ponte até rodovia estadual SP-300 (Marechal Rondon).

Antes da construção da usina, na década de 1960, a travessia de veículos, cargas e pessoas no local era feita por meio de balsa ou da ponte ferroviária Francisco de Sá, ao lado da estrutura que será construída. Com a usina, o tráfego passou a fluir pela própria barragem. Mas com a expansão da região, nos setores agrícola e industrial e o desenvolvimento urbano, o volume de tráfego no local aumentou consideravelmente.

A nova ponte vai absorver esse trânsito, com duas faixas de tráfego com 3,6m de largura cada uma, além de acostamentos de 2,5m de largura e passagem para pedestres. O Governo Federal vai investir R$ 113 milhões na obra, que tem prazo de três anos para ser concluída e deve gerar na sua fase inicial 180 empregos diretos.

Outras travessias - Ainda entre os municípios de Três Lagoas/MS e Castilho/SP existe outra ponte, que é exclusiva do transporte ferroviário.

Mais ao sul, a ponte rodoviária Maurício Joppert liga a BR-267 em Bataguassu/MS à SP-270 (Raposo Tavares) em Presidente Epitácio/SP. Na OAE de 2.550 metros o DNIT executa obras de restauração, com investimento de R$ 24 milhões até o próximo ano.

A segunda ligação fica entre os municípios de Brasilândia/MS e Paulicéia/SP. Com 1,705 metros de comprimento ela liga a BR-158 à SP-294.

A outra ligação entre os dois estados atende a dois modais de transporte. A ponte rodoferroviária fica entre os municípios de Aparecida do Taboado/MS e Santa Fé do Sul/SP. Com quatro quilômetros de extensão, ela faz o entroncamento da BR-436 com a SP-329 (Euclides da Cunha).

Para crescer, região Sul de SC espera a “nova” BR-101

13/06/2011 - Valor Econômico, Júlia Pitthan


Há dez anos, o Sul de Santa Catarina, região que reúne 42 municípios e cerca de 900 mil habitantes, aguarda pela duplicação da BR-101. A rodovia liga o Estado ao Rio Grande do Sul e aos países-membros Mercosul, e também ao Paraná e ao resto do Brasil pelo litoral.O trecho norte da estrada, que liga Florianópolis a Curitiba, ficou pronto no começo da década passada. As obras em solo gaúcho foram inauguradas no fim do governo Lula, em 2010.

Com cerca de R$ 1,4 bilhão já empregado - e uma estimativa de que o gasto da obra ultrapasse R$ 1,9 bilhão para concluir os 238,5 km de duplicação das pistas e obras de arte, como viadutos e túneis -, a expectativa é que as etapas mais problemáticas só fiquem prontas em 2015. Entre desvios e trechos de estrada transformados em canteiro de obras desde 2005, a economia da região se esforça para crescer.

Tradicional polo de produção de carvão mineral - cerca de 2,32 milhões de toneladas que respondem por 50% de extração da matéria-prima no país - e do setor de cerâmica, com 11 empresas e 5,6 mil empregados, que trabalham diretamente nas maiores empresas nacionais do segmento, o Sul catarinense enfrenta a necessidade de diversificar a economia.

O setor metal-mecânico, por exemplo, se desenvolveu em paralelo aos demais ciclos econômicos e já emprega 10 mil pessoas em 1,5 mil empresas espalhadas por toda região. O setor do vestuário cresce de 10% a 12% ao ano, e a estimativa é que existam cerca de 600 empresas no ramo da confecção na região, entre formais e informais.

Ao largo desses setores tradicionais, o empresário Jayme Antônio Zanatta, 76 anos, construiu um grupo de empresas que atua com autonomia na região. Começou com uma fábrica de embalagens, na década de 1970, em sociedade com o tio. Mais tarde, seguiu para os ramos de tubos e conexões de PVC e de tintas.

A Tubozan, de tubos e conexões, acaba de fechar uma associação com a Plásticos Vipal para a criação da BR Plásticos Participações. A joint venture, com 49% de capital da Tubozan e 51% da Vipal, será a terceira maior empresa transformadora do país na produção de componentes plásticos para a construção civil. A previsão é que, juntas, possam faturar R$ 250 milhões em 2011.

Há um projeto de investimento de R$ 20 milhões em modernização e expansão das unidades nos próximos dois anos - até o fim de 2012, a empresa terá oito unidades em operação. Em Santa Catarina, a empresa mantém a fábrica em Siderópolis, cidade próxima a Criciúma.

Com a Farben, a empresa de solventes e tintas técnicas voltada para a indústria de móveis, metal-mecânica e automotiva, Zanatta esperar crescer 14% este ano. Em 2010, o faturamento bruto da empresa foi de R$ 140 milhões. O plano de investimentos para os próximos cinco anos é de R$ 50 milhões na fábrica localizada em Içara, a 190 km de Florianópolis.

Em abril, a Farben firmou uma joint venture com a Imagraf Tintas Moveleiras, com sede em Arapongas, no Paraná. O objetivo é conquistar tecnologia das tintas e vernizes UV para o setor moveleiro, que secam rapidamente e conferem mais agilidade para o no processo industria. Com a união, a capacidade da Imagraf-Farben será de 2,5 milhões de litros por mês de tinta para o segmento moveleiro.

Zanatta sofre assédio de outros Estados para levar seus investimentos para fora de Santa Catarina. Rio de Janeiro e Espírito Santo já teriam feito propostas para o empresário, mas ele se mantém fiel ao objetivo de manter a sede das empresas no Estado, apesar dos planos de expansão.

Mesmo com a perspectiva de crescimento, a dificuldade de acesso à região prejudica os negócios da Farben. “Estamos investindo porque somos muito teimosos, porque não temos suporte de infraestrutura para crescer”, diz Edmilson Zanatta, gerente-administrativo da empresa e filho de Jayme.

De acordo com ele, é comum que no transporte rodoviário ocorram avarias nas cargas de tintas, o que gera custo na entrega. “Precisamos repensar a logística e concentrar um volume maior de estoque no centro de distribuição em São Paulo para poder atender no prazo os clientes”, conta Edmilson.

A dificuldade em trazer clientes para conhecer a sede das empresas na região também é um entrave para os negócios. Empresários de outras regiões temem a BR-101 Sul, conhecida pela violência e pelos constantes congestionamentos nos trechos em obras. A falta de uma escala de voos adequada no aeroporto de Criciúma - reivindicação dos empresários da região - também prejudica os negócios.

Para Ottmar Müller, presidente do Sindicato das Indústrias de Cerâmica da região (Sindiceram), a mobilidade das pessoas fica prejudicada com o atraso das obras na BR-101 Sul. “É difícil quantificar o impacto que esse atraso representa, mas sem dúvida gera um aumento nos custos de frete e nos custos fixos de manutenção de frota.” O empresário diz que a região perde poder de barganha nas negociações por ser difícil receber clientes para fazer lançamentos ou apresentar a produção no local.

Depois de passar por dificuldades em função da queda das exportações, o setor cerâmico projeta crescimento para os próximos anos. Em dez anos, a capacidade produtiva dos fabricantes de cerâmica para revestimentos na região cresceu 11%. Até 2012, deve passar ter novo aumento, entre 5% e 6%. As vendas para o mercado interno vêm sustentando esse crescimento, segundo Müller.

O Sul catarinense, forte produtor de carvão, pode receber ainda um investimento de R$ 1,6 bilhão em Treviso. O projeto da Usina Termelétrica Sul Catarinense (Usitesc) já existe há dez anos, mas entrou em nova fase com a chegada de novos investidores, em 2009. Agora, o empreendimento já tem as licenças ambientais necessárias e aguarda leilão de energia que viabilize o investimento.

Com capacidade para gerar 440 MW, o empreendimento está em fase de contratação da empresa responsável pela engenharia, compra de materiais e equipamentos e construção. Segundo o engenheiro José Cunha, da Usitesc, as jazidas da região têm capacidade para atender o projeto por mais 60 anos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Clésio Andrade defende criação de dois portos secos em Minas

04/06/2011 - Agência CNT

PODER LEGISLATIVO

Proposta faz parte do documento Fortalecimento de Minas no Cenário Nacional, organizado pelo senador.

O senador Clésio Andrade (PR-MG) trabalha, no Congresso Nacional, para viabilizar a criação de mais dois portos secos em Minas Gerais: um em Governador Valadares e outro em Montes Claros. O objetivo, com isso, é incentivar o desenvolvimento dessas regiões com a ampliação da oferta de empregos e diminuição dos custos de escoamento no estado.

Atualmente, Minas Gerais conta com cinco portos secos ou estações aduaneiras do interior (Eadis): em Juiz de Fora, Varginha, Uberaba, Uberlândia e Betim. Eles favorecem a integração com os portos marítimos do país e estão interligados ao sistema rodoviário, ferroviário e aeroviário. Além de seu papel na carga de transbordo, também pode incluir instalações para armazenamento e consolidação de mercadorias, manutenção de transportadores rodoviários ou ferroviários de carga e de serviços de desalfandegamento.

A criação de portos secos nas cidades de Governador Valadares e de Montes Claros faz parte do conjunto de ações sugeridas pelo documento Fortalecimento de Minas no Cenário Nacional, organizado pelo senador Clésio Andrade e pela base política de apoio do governo federal em Minas Gerais. O documento vem sendo discutido com as principais autoridades do governo desde abril.
Redação CNT

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ministro autoriza projeto para Trecho Sul da BR-101 na Bahia

26/05/2011 - Ministérios dos Transportes


O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, recebeu, dia 24, o governador da Bahia, Jaques Wagner, ocasião em que autorizou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a iniciar o processo de contratação dos projetos de duplicação do trecho da BR-101, entre a divisa do Espírito Santo e a cidade de Eunápolis.

O DNIT fará uma recuperação emergencial do trecho da BR-101, que liga Eunápolis à divisa com o Estado do Espírito Santo, com 209 quilômetros, serviço que antecederá às obras de duplicação.

Com a medida, o governo federal atende a reivindicação da população das cidades que margeiam a extremidade Sul dessa rodovia, com cerca de mil quilômetros de extensão, em território baiano. O Trecho Norte, entre Feira de Santana e a divisa com o Sergipe, está em fase de conclusão de processo licitatório. Somente nesses 165 quilômetros, o DNIT irá investir cerca de 700 milhões de reais.

Em outra decisão, o ministro dos Transportes atendeu reivindicação da região turística de Ilhéus, garantindo a adequação da BR-415, recentemente federalizada, e que terá pista dupla, em seus cerca de 40 quilômetros. Nascimento autorizou o uso do projeto elaborado pelo Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba) para que seja acelerado o processo de licitação da obra. Esse trecho tem cerca de 40 quilômetros de extensão, entre Ilhéus e Itabuna.

O ministro também anunciou, acompanhado do diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, a licitação para obras de recuperação de 1,2 mil quilômetros de estradas na Bahia, sob as regras do Programa Crema 2ª Etapa – garantindo recuperação asfáltica com melhorias, além de manutenção, garantida no mesmo contrato, por um período de cinco anos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

DER ASSINA PRIMEIRA DESAPROPRIAÇÃO PARA A DUPLICAÇÃO DA RODOVIA EUCLIDES DA CUNHA

25/05/2011 - Governo SP


Estão sendo investidos R$ 26,7 milhões na desapropriação de 551 propriedades da região que totalizam 3,32 milhões de m².

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) concluiu ontem (24) o primeiro processo de desapropriação de área para as obras de duplicação da Rodovia Euclides da Cunha (SP 320). O terreno localizado às margens da rodovia no Distrito de Roseira, próximo a Cosmorama, tem 5.700 m² e dará lugar a uma das rotatórias previstas no projeto.

O proprietário da área recebeu R$ 161,5 mil, que corresponde ao valor de mercado dos terrenos da região. De acordo com o procurador do DER, Adirson Siqueira Galves, todas as desapropriações para as obras na rodovia serão realizadas com base no preço de mercado. Estão sendo investidos R$ 26,7 milhões na desapropriação de 551 propriedades da região que totalizam 3,32 milhões de m². Todo o processo está sendo acompanhado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Em 11 de março de 2011 foi emitido Decreto de Utilidade Pública que torna todas as áreas necessárias para a duplicação passíveis de desapropriação. O DER está em contato com todos os proprietários e já possui 30 autorizações para uso dos terrenos. O departamento está dando prioridade aos locais com domicílios familiares.

Obras na Euclides da Cunha

As intervenções na SP 320 tiveram início no dia 26 de março e a conclusão da duplicação está prevista para novembro de 2012. A obra foi licitada em 11 de maio de 2010 e está dividida em oito lotes. As empreiteiras contratadas já iniciaram os trabalhos em trechos específicos da rodovia com conservação, pavimentação de acostamentos, instalação de canteiro de obras, terraplanagem e fundação para obras de arte.

O investimento na duplicação da SP 320 é de cerca de R$ 775 milhões. Serão duplicados 164,77 km dos 186 km de extensão da Rodovia Euclides da Cunha. Com isso, toda a rodovia terá pistas duplas, pois o serviço já foi realizado em 21,23 km que também passarão por obras de recuperação. Em complementação, também serão duplicados 3,6 km da Rodovia Pericles Bellini (SP 461) e 1,8 km da Perci Waldir Seneguimi (SP 543), que fazem entroncamento com a SP 320.

Assessoria de Imprensa
Secretaria Estadual de Logística e Transportes
(11) 3702-8111

segunda-feira, 23 de maio de 2011

GOVERNADOR ALCKMIN ANUNCIA INVESTIMENTOS NA SP-079

23/05/2011 - Governo do Estado de São Paulo

O governador Geraldo Alckmin e o superintendente do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Clodoaldo Pelissioni, se reuniram neste sábado, 21, em Sorocaba, para anunciar investimentos para obras de duplicação e recuperação na SP-079. 

O Governo do Estado de São Paulo, por meio do DER, órgão ligado à Secretaria Estadual de Logística e Transportes, investirá cerca de R$ 115 milhões na duplicação de 23,12 km e recuperação de 6,4 km da rodovia que liga Juquiá a Salto e passa pelo município de Sorocaba. 

A rodovia será duplicada no trecho que liga Itu à Sorocaba, entre o km 47,58 ao km 70,7. O projeto prevê também a recuperação do pavimento da pista existente e implantação de dispositivos de acesso. O investimento será de cerca de R$ 100 milhões.

Já a recuperação será realizada entre o km 70,7 ao km 77,1. Esse trecho já possui pista dupla e é conhecido como Avenida Independência e faz ligação da cidade de Sorocaba com o bairro do Éden. O investimento nessas obras será de aproximadamente R$ 15 milhões. 

As licitações da duplicação e da recuperação estão previstas para ocorrer até o final de junho. A contratação das empresas que executarão as melhorias deverá ocorrer em setembro e o início das obras no último trimestre de 2011.

Obras na SP-079

A SP-079 recebe melhorias desde novembro do ano passado. O trecho que liga Salto a Itu passa por diferentes intervenções. Entre o km 0 e km 3,45 e entre o km 38,2 e km 40 a pista está sendo duplicada e serão implantadas ciclovias nas faixas laterais. Além disso, a pista entre o km 40 e km 43,56 está sendo recapeada. O investimento nessas melhorias é de cerca de R$ 23,6 milhões. As obras estão previstas para serem concluídas em março de 2012.

Mais informações:
Assessoria de Imprensa 
Secretaria Estadual de Logística e Transportes 
(11) 3702-8111 

Projeto para duplicação da BR-469 será licitado pelo DNIT/PR

22/05/2011 - Assessoria de Imprensa/DNIT, Núcleo de Comunicação DNIT/PR


O trecho da rodovia dentro do Parque Nacional será restaurado a partir do próximo mês

A Superintendência Regional do DNIT no Paraná deverá publicar o edital para licitação do projeto de duplicação da BR-469 em Foz do Iguaçu, entre o trevo Carimã e a entrada do Parque Nacional. A informação é do Superintendente, José da Silva Tiago.

Ele recebeu Delegação de Competência da Diretoria Geral da Autarquia para licitar o projeto de duplicação da Rodovia das Cataratas, ainda este ano.

O objetivo é incluir a execução das obras no orçamento de 2012, com o objetivo de melhorar a infraestrutura da rodovia para a Copa do Mundo de 2014.

O trecho a ser duplicado na BR-469 passa por obras de restauração no momento. Ele interliga o aeroporto internacional, a cidade e o parque com as cataratas.


Já o trecho dentro do parque teve sua licitação finalizada e as obras devem começar no próximo mês.

Com extensão de 11 quilômetros, o segmento receberá obras de restauração com melhoramentos.

O investimento é de R$ 4,4 milhões e os serviços serão executados em 180 dias.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

DNIT reclama de exigências ambientais “absurdas” para restaurar estradas

17/05/2011 - Valor Econômico, André Borges


O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão do governo que tem a missão de cuidar das condições das estradas federais, vai construir uma igreja dentro de uma aldeia indígena na Amapá. Em Santa Catarina, o DNIT ficou encarregado de entregar 70 quilômetros de ciclovias. Outros 30 quilômetros de faixa para bicicletas foram encomendados no Ceará. Já em Rondônia, a autarquia foi acionada para erguer um galpão para estocagem de castanhas, além de construir uma casa de farinha - local de moagem da mandioca -, e tanques de piscicultura.

Essas obras tocadas pelo DNIT não fazem parte de um teste vocacional. Elas estão na lista de exigências sociais e ambientais que, segundo o próprio departamento vinculado ao Ministério dos Transportes, tem travado e inflacionado o preço das obras de restauração e pavimentação de estradas no país. “É um absurdo completo. Qualquer antropólogo ficaria revoltado em saber da construção de uma igreja em uma aldeia indígena, mas essa é a nossa realidade, cada vez mais cheia de solicitações sem o menor sentido”, diz, em tom de reclamação, o diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot.

O aumento no número de exigências apresentadas ao DNIT para a realização das obras, segundo Pagot, deve-se, em grande medida, à crescente atuação de organizações não governamentais. Antes de chegar ao Ibama, instituto que tem a função de fazer o licenciamento ambiental, a obra do DNIT tem de passar pelo crivo de quatro instituições: a Fundação Cultural Palmares, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

“O resultado disso é que, muitas vezes, uma obra demora até dois anos para chegar ao Ibama”, comenta Pagot. “Nos últimos seis meses tivemos grande dificuldade em avançar nas obras. Há até casos em que a Funai simplesmente retroagiu e decidiu paralisar obras.”

Por meio de nota, a Funai informou que é responsabilidade do DNIT preparar estudos de impacto sobre comunidades indígenas e a posterior execução de programas de mitigação e compensação. A Funai afirma, porém, na mesma nota que “é recorrente o descumprimento do DNIT dos dispositivos legais, o que inclui a realização de estudos e programas ambientais de péssima qualidade, que demandam a necessidade de complementações por parte do DNIT mediante prazos sucessivamente descumpridos, que algumas vezes chegam a vários anos.”

Todas as instituições citadas pelo DNIT foram procuradas pela reportagem, mas não retornaram ao pedido de entrevista.

O peso das condicionantes socioambientais no orçamento das obras, de acordo com a autarquia, mais que dobrou desde o início do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até 2007, para cada R$ 100 milhões gastos numa rodovia federal, outros R$ 7 milhões eram gastos com ações ligadas ao licenciamento da obra. Atualmente, essa participação subiu para R$ 18 milhões, conforme cálculos feitos pelo DNIT.

O Ministério dos Transportes tem a responsabilidade de cuidar de 56 mil quilômetros de estradas federais. Em 40 dias o governo pretende licitar um pacote de obras de restauração de 12 mil quilômetros de rodovias. Outros 20 mil quilômetros de estradas devem ser licitados até outubro. Todas essas obras deverão consumir um investimento total de R$ 16 bilhões nos próximos cinco anos.

Desde 2008, o orçamento anual do DNIT tem atingido R$ 9 bilhões. Este ano ele chegou a R$ 10,3 bilhões, além de um resto a pagar de R$ 8 bilhões. É muito dinheiro, mas ainda insuficiente para atender o programa de modernização completa das rodovias brasileiras, que exigiria R$ 30 bilhões anuais nos próximos oito anos.

Indignado com as condições de licenciamento, Pagot afirma que todos os pedidos de execução de obras feitos pelo DNIT integram a relação de estradas que constam do plano nacional de rodovias criado em 1972, ou seja, não são rodovias novas, e sim já abertas. “Hoje preciso manter 420 funcionários aqui para ficar cuidando, especificamente, de questões de licenciamento. Queremos respeitar e preservar o ambiente, estamos dispostos a cumprir medidas mitigadoras, mas é preciso enfrentar essa questão. Não é mais possível trabalhar dessa maneira”, diz o presidente do DNIT.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Governo quer investir R$ 16 bilhões em cinco anos na restauração de estradas

12/05/2011 - Valor Econômico


O governo vai licitar até junho um pacote de obras de restauração de 12 mil quilômetros de rodovias federais. Até outubro, outros 20 mil quilômetros de estradas também serão licitados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). As obras, que fazem parte da segunda etapa do programa de restauração e manutenção de rodovias, deverão consumir um investimento de R$ 16 bilhões nos próximos cinco anos.

Em média, serão aplicados entre R$ 550 mil e R$ 750 mil na restauração de cada quilômetro de rodovia controlada pelo governo federal. As informações foram divulgadas ontem pelo diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Segundo Pagot, o orçamento destinado hoje ao DNIT para cuidar dos 56 mil quilômetros de estradas federais ainda não cobre todas as necessidades que o país tem, mas já melhorou muito se comparado aos recursos que a autarquia detinha anos atrás. “Até 2004, sequer tínhamos dinheiro para fazer a manutenção”, comentou.

A malha rodoviária exige recursos de R$ 5 bilhões anuais para obras de manutenção. “O orçamento de 2002, por exemplo, foi de R$ 2,5 bilhões, com 50% contingenciado”, disse Pagot. Com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007 o DNIT recebeu R$ 7,2 bilhões. De lá para cá, o recurso anual atingiu R$ 9 bilhões. Este ano o orçamento é de R$ 10,3 bilhões, mais um resto a pagar de R$ 8 bilhões. O programa de modernização completa das rodovias brasileiras, no entanto, exigiria R$ 30 bilhões anuais pelos próximos oito anos.

Crítico da lentidão causada pelos ritos do licenciamento ambiental, Pagot disse que o andamento obras também é prejudicado pelas limitações do setor de construção civil do país. As empreiteiras, comentou, estão operando acima do limite e empresas pequenas, sem condições de assumir projetos de grande porte, ganham contratos que não poderão atender depois. “Às vezes quando assino um contrato já sei que ali vou ter problema, porque conheço as empresas.”

O ideal, disse ele, seria criar uma lista de classificação de empresas, baseada em qualidade, quadro técnico, estrutura etc. As próximas licitações do DNIT deverão se basear num modelo em que 70% das exigências se darão em capacidade técnica e 30% em melhor preço. Hoje esses dois critérios têm pesos iguais, de 50% cada.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Recuperação da BR-163 e ferrovia causarão impacto na logística em MT

03/05/2011 - Brasil Econômico


Dois projetos que começam a se concretizar darão a uma boa parte da produção agropecuária brasileira um caminho mais curto para chegar no seu destino.

“A recuperação da BR-163 até Santarém e a construção da Ferrovia Norte-Sul são os projetos logísticos de curto prazo com impacto para o agronegócio”, diz a coordenadora do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Priscilla Nunes.

A produção dos estados de Maranhão, Piauí, Tocantis, Bahia, Mato Grosso e Goiás ganharão acesso a portos mais próximos das lavouras e dos compradores internacionais.

Em tese, as novas rotas também reduzirão a saturação de portos como Santos (SP) e Paranaguá (PR). “A solução para os portos do Sul e Sudeste está nos portos do Norte e Nordeste”, diz o diretor de GRÃOS e processamento de soja da Cargill, Paulo Sousa.

O ganho logístico de se escoar a produção agrícola por meio da BR-163 e da Norte-Sul, no entanto, ameaça ficar só na teoria. Os portos nos quais elas desembocam, Santarém (PA) e Itaqui (MA), não têm capacidade para movimentar os volumes de GRÃOS que já disponíveis. “Itaqui é um gargalo para a Norte-Sul, e não terá condições de nos atender quando a ferrovia chegar ao Centro- Oeste”, diz Mauro Ramos, superintendente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pelas obras.

A Valec garante que em cinco anos poderá escoar 50% dos GRÃOS do país, o que equivale a cerca de 25 milhões de toneladas.

Mas, no porto do Itaqui, a capacidade atual é de 2,8 milhões de toneladas por ano. De acordo com Ramos, hoje os custos para o produtor de soja do Mato Grosso levar o produto aos portos do Sul e Sudeste chega a US$ 67 a tonelada. Em Itaqui, seria de US$30.

Uma parte do problema está mais perto de ser resolvida. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou, na semana passada, a licitação para a concessão do Terminal de GRÃOS do Maranhão (Tegram), em Itaqui.

O projeto prevê quatro armazéns, concedidos a grupos diferentes, somando 500 mil toneladas de capacidade.

Na primeira fase, que deve entrar em operação em 2013, a capacidade de embarque será de 5 milhões de toneladas. “A licitação deve ser aberta em junho e as obras devem começar em setembro”, afirma o diretor da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Daniel Vinent.

Até 2024, a capacidade do Tegram será de 10 milhões de toneladas, um investimento de R$ 339 milhões pago pela iniciativa privada.

Além do Tegram, a mineradora Vale investirá R$ 135 milhões em seu terminal de GRÃOS da Ponta da Madeira, na área de Itaqui. Esse terminal da Vale é o único pelo qual o porto exporta GRÃOS hoje, na casa de 2 milhões de toneladas por ano. Com isso, a capacidade passará para 4,3 milhões por ano.

No caso da BR-163, que levará a safra do norte do Mato Grosso até Santarém (PA), a iniciativa privada se prepara para responder com estrutura portuária à recuperação da estrada. “Creio que a rodovia estará toda trafegável no segundo semestre de 2012″, diz Sousa, da Cargill.

A empresa é a única a ter um terminal de GRÃOS no porto de Santarém, com capacidade para um milhão de toneladas por ano. “Podemos saltar para três milhões de toneladas quando conseguirmos o licenciamento ambiental”, diz Sousa. Outras empresas, como Amaggi e Bunge, também têm soluções logísticas em vista para operar quando a BR-163 estiver recuperada.

Portos podem pôr a perder os ganhos da BR-163 e da ferrovia Norte-Sul, porque não têm capacidade para movimentar os volumes de GRÃOS que já estão disponíveis

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dnit priorizará obras na BR-319, no AM

03/05/2011 - Webtranspo

Meta é obter licença ambiental ainda este ano

A superintendência regional do Dnit no Estado do Amazonas acaba de anunciar que a meta, até o término deste ano, é a pavimentação de toda a extensão da BR-319. De acordo com o superintendente Afonso Luiz Lins Costa Júnior, a expectativa é que a licença ambiental para os serviços no trecho do meio da rodovia seja expedida até dezembro.

“Estamos com obras nos primeiros 200 quilômetros da rodovia e nos 200 últimos. Com a licença para o trecho do meio, podemos licitar a obra e começar os trabalhos entre os meses de junho a novembro de 2012”, destaca.

Afonso Júnior acaba de assumir a superintendência do órgão em Amazonas e Roraima. Engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Amazonas, o executivo é especialista em gerenciamento e planejamento da construção civil e em gerenciamento urbano.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

BR-381 - Edital será feito no próximo mês

28/04/2011 - Webtranspo

Via é a que concentra mais acidentes em MG

Nos dias 4 e 5 de maio, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) realizará as audiências públicas sobre as obras de duplicação da BR-381, em Minas Gerais. O trecho, que liga Belo Horizonte à MG-436, faz parte dos lotes sete e oito do plano de duplicação e modernização da rodovia.

Segundo o órgão, os editais devem ser publicados 15 dias após as audiências, quando serão apresentadas mais informações sobre as obras. Os projetos estão orçados em R$ 1 bilhão e contemplam a readequação do traçado em 68,9 quilômetros, com a construção de pontes e viadutos rodoviários, além da eliminação de curvas e redução de aclives e declives.

O departamento levantou ainda a necessidade de ampliação dos raios de curvatura, que hoje são de 100 metros, para o mínimo de 230 metros.

No ano passado, o trajeto entre Belo Horizonte e Governador Valadares foi palco de 180 mortes, sendo 138 delas ocorridas no trecho mais crítico, entre a capital mineira e a cidade de João Monlevade. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, as principais causas dos acidentes são a saturação da pista, que não comporta a quantidade de veículos em trânsito no local, e a imprudência dos motoristas.


terça-feira, 5 de abril de 2011

ALCKMIN DÁ INÍCIO A OBRAS DO CONTORNO VIÁRIO DE PIRACICABA

05/04/2011 - Governo do Estado de SP

Investimento de R$ 78 milhões impulsionará o desenvolvimento da região; construção atenderá cerca de12 mil veículos por dia.

O governador Geraldo Alckmin autorizou nesta terça-feira, 5, a construção do Contorno de Piracicaba, um investimento de R$ 78,1 milhões viabilizados pelo Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo.

"Essa é uma obra histórica para Piracicaba e para a região, que vai interligar a rodovia duplicada para Rio Claro, a rodovia duplicada para Limeira, a rodovia duplicada para Santa Bárbara/Americana, duas pontes sobre o rio Piracicaba, obras de duplicação aqui do Anel Viário, que vai ser construído, obras de arte. Isso vai dar um grande impulso ao desenvolvimento de Piracicaba e da região, melhorando a logística e atraindo mais empresas para a região", afirmou o governador.

Na ocasião, o governador também anunciou a abertura de licitação para a duplicação do trecho de 5,5 quilômetros da SP 308, entre Piracicaba (km 173) e Charqueada (km 178,5). O investimento do Governo do Estado para essa obra será de R$ 27,5 milhões.

"Com isso vão também diminuir os acidentes. Tem muito caminhão, muita carga e a obra vai ajudar muito na segurança aqui da região e dar infraestrutura", ressaltou o governador.

O Contorno de Piracicaba configura uma importante ligação entre a SP-308 (Rodovia do Açúcar) e a SP-127 (Rodovia Deputado Laércio Cortes), que será realizada com verba vinda da receita dos pedágios.

Ao todo serão nove quilômetros de pistas duplas que facilitarão o escoamento da produção agrícola da região e impulsionarão seu desenvolvimento. O Contorno atenderá aproximadamente 12 mil veículos por dia, o que resultará em maior fluidez no trânsito urbano de Piracicaba ao reduzir o fluxo de veículos que hoje fazem essa interligação por meio de vias municipais.

Durante a obra, executada pela Concessionária Rodovias do Tietê, serão gerados 400 empregos diretos e 1.600 indiretos. O Contorno de Piracicaba será entregue em abril de 2013.

sábado, 2 de abril de 2011

Bem-vindos burros e mulas

HISTÓRIA

ROTA DOS TROPEIROS

A mineração em Minas Gerais precisava de um meio de transporte resistente e os tropeiros encontraram uma atividade lucrativa no lombo de muares

02/04/2011 - Gazeta do Povo, POLLIANNA MILAN

Entre o Rio Grande do Sul e Minas Gerais passaram cerca de 12 mil muares por ano entre 1730 e 1897. As tropas seguiam, mas nos caminhos que ficaram conhecidos como a Rota dos Tropeiros muita coisa permaneceu. Ali se formaram famílias, uma gastronomia e cultura típicas e estima-se que nada menos do que mil cidades foram fundadas para dar suporte à nova atividade econômica que se desenvolvia no Brasil.

Aos tropeiros, vendia-se galinha em um ponto, milho e mandioca em outro. Consertavam-se ferraduras e, com o passar dos anos, a rota ganhou casas de palha depois transformadas em pequenos vilarejos. Ainda não é possível listar com certeza quais foram os municípios que nasceram do tropeirismo, mas certamente o trabalho que vem sendo feito pelo pesquisador Carlos Solera, autor de dois livros sobre o assunto, vai ajudar, no mínimo, a não deixar esta cultura cair no esquecimento.

O desejo é ousado: Solera quer ver o tropeirismo ser reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade. Para realizar essa façanha, monta um dossiê sobre o assunto desde 1979 e atualmente conta com o apoio tanto da Universidade de Girona, na Espanha, que tem prática na elaboração da documentação exigida, como do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Paraná. O processo ainda não foi protocolado, mas desde que as pesquisas começaram muito já foi descoberto.

Saiba mais
Veja o primeiro caminho traçado pelos tropeiros
Curiosidades

Além de contribuir para o desenvolvimento econômico do Brasil, a atividade dos tropeiros foi lucrativa também para o Império português. Confira outros dados interessantes:

Pedágio

O reinado português só autorizaria a abertura da Rota dos Tropeiros se tivesse lucro. Estabeleceram, então, os postos de registros que nada mais são do que os pedágios de hoje. Na época havia três locais na rota que faziam grande parte dessa taxação: no Rio Pelotas (entre SC e RS), no Rio Iguaçu (entre Lapa e Bolsa Nova) e um em Sorocaba (SP). E o preço cobrado era alto: 20% do total do gado, ou seja, se os tropeiros passavam com mil muares, 200 deles (em dinheiro) deveriam ir para o império. O preço deveria ser pago em espécie.

Lisboa

Após o terremoto que destruiu Lisboa, em 1755, Portugal teve de recorrer aos impostos cobrados dos tropeiros no Brasil para reeguer a cidade. Grande parte do valor usado na reconstrução de Lisboa era oriundo dos cofres brasileiros e da atividade tropeira.

Origem

O nascimento da atividade não se deu no Brasil. Os países vizinhos (como Bolívia, Peru e Argentina) já exerciam a atividade, não apenas com muares, mas com lhamas também. Há ainda registros do tropeirismo feito com camelos em países africanos.

Mapa

Quem imagina que o início do caminho dos tropeiros era o Rio Grande do Sul está enganado. Na Biblioteca Nacional existe o que seria o primeiro mapa da Rota dos Tropeiros e esse documento indica que foi entre as cidades catarinenses de Laguna e Araranguá, exatamente no Morro dos Con ventos, que tudo começou (veja mapa ao lado). O traçado original inicia em Laguna e termina em São Luis do Purunã – o caminho até Sorocaba (SP) já existia, assim como o trajeto até Ouro Preto (MG). Parte do trabalho dos tropeiros foi facilitada ainda porque eles fizeram uso de trilhas indígenas para criar a rota.

As explorações da rota se deram por volta de 1728, e em 1730 partiu de Laguna a primeira tropa com muares rumo a Ouro Preto (MG): foram 3 mil mulas e burros conduzidos por 130 tropeiros sob o comando do patrono atual do tropeirismo Cristovão Pereira de Abreu. Levou cerca de um ano e meio para o trajeto ser concluído. “Era cansativo não só para os tropeiros, como para o gado. Por isso eles paravam para invernar (uns três meses) nos Campos Ge rais do Paraná. Era um lugar com boa pastagem e o barro era salitroso. O gado, então, não precisava receber sal na alimentação en quan to estava invernando no Pa raná”, afirma o pesquisador Carlos Solera.

Os primeiros muares conduzidos eram xucros, mas depois eles foram domesticados e passaram a servir de meio de transporte para os tropeiros e também para conduzir alimentos e outros produtos como a madeira.

Novo ramal

Por volta de 1733, o caminho que começava em Laguna teve de ser abandonado, principalmente por que na região de Urupema havia índios perigosos e pouco sociáveis, o que colocava as tropas em constante perigo. Foi a partir daí que o Rio Grande do Sul entrou para a Rota dos Tropeiros: um novo ramal foi aberto com início na cidade de Viamão (RS) – os tropeiros abandonaram o caminho litorâneo de Laguna e passaram a seguir do Rio Grande do Sul pelo planalto catarinense. “Por este motivo Laguna sofreu um definhamento econômico no pe ríodo”, afirma o historiador Fábio Kuhn, professor da Uni versidade Fede ral do Rio Gran de do Sul.

As primeiras mulas que chegaram ao Brasil foram compradas dos países vizinhos que estavam sobre o domínio espanhol (atualmente Bolívia, Argentina e Uruguai): uma outra grande parte foi roubada ou contrabandeada. “Quando os brasileiros perceberam que era uma atividade lucrativa, construíram fazendas de criação de muares nas proximidades de Viamão. O gado muar chegava a custar dez vezes mais que o equino e o bovino na época”, explica Fábio Kuhn.

A disseminação do gado mu ar no Brasil ocorreu graças ao projeto iniciado pelo português Manoel Gonçalves de Aguiar. Ele era sargento e vivia em Santos (SP), onde dirigia um presídio, e respondia ainda pela costa litorânea de Santos até a região de Laguna (SC). Aguiar foi contemplado, pela Lei das Sesmarias, com um pedaço de terra onde hoje é São Luiz do Purunã (PR) – a partir desse mo mento ele dividia seu tempo entre as duas cidades. Durante uma inspeção no litoral catarinense, porém, descobriu que existiam muitas mulas soltas no pasto dos países vizinhos e teve a ideia de usar esses animais para o transporte de minérios de Minas Gerais ao Rio de Janeiro, já que muitos escravos estavam morrendo porque não suportavam o trabalho duro.

Nas terras sulamericanas de domínio espanhol havia mulas e burros em grande número e esses animais estavam soltos por causa da exploração de ouro na região, principalmente, do Potosi (atual Bolívia): lá a mineração havia sido desenvolvida pelo menos 100 anos an tes que no Brasil. Os espanhóis usaram os animais e, depois que a exploração definhou, eles acabaram abandonando os muares no pasto. O Brasil, precisando desse tipo de gado, passou a comprá-lo, roubá-lo e contrabandeá-lo (até porque o comércio entre Portugal e Espanha era proibido) e só parou quando o Rio Grande do Sul chegou a ser um criador de muares de referência. Depois da grande exploração de muares no Brasil, curiosamente o Império teve de aprovar uma lei que proibisse a criação de mulas, na década de 1760, para evitar uma superprodução de mulas no país e a queda repentina de preço.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1112209&tit=Bem-vindos-burros-e-mulas-

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Alckmin dá início às obras de duplicação da Euclides da Cunha

26/03/11  - SP Notícias, Milton Michida

Serão duplicados 164,77 quilômetros. O investimento na obra será de cerca de R$ 775 milhões

O governador Geraldo Alckmin, o secretário de Logística e Transportes Saulo de Castro Abreu Filho e o superintendente do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Clodoaldo Pelissioni, anunciaram neste sábado, dia 26 de março, em Votuporanga, o início das obras de duplicação da Rodovia Euclides da Cunha (SP 320).

"Esta é uma obra muito importante, a maior da história do DER aqui na região. São 191 km que representam a segunda ligação interestadual duplicada de São Paulo", afirmou o governador Geraldo Alckmin.

O Governo do Estado de São Paulo, por meio do DER, órgão ligado à Secretaria Estadual de Logística e Transportes, investirá cerca de R$ 775 milhões na duplicação de 164,77 km dos 186 km de extensão da Rodovia Euclides da Cunha. Com isso, toda a rodovia terá pistas duplas, pois o serviço já foi realizado em 21,23 km que também passarão por obras de recuperação.

Em complementação, também serão duplicados 3,6 km da Rodovia Pericles Bellini (SP 461) e 1,8 km da Perci Waldir Seneguimi (SP 543), que fazem entroncamento com a SP 320. Para a execução dessas melhorias serão investidos R$ 26,7 milhões na desapropriação de 551 propriedades da região que totalizam 3,32 milhões de m².

A duplicação da rodovia teve início no próprio sábado e está prevista para ser entregue em novembro de 2011. Serão beneficiados os municípios de Bálsamo, Mirassol, Tanabi, Cosmorama, Votuporanga, Fernandópolis, Meridiano, Valentim Gentil, Estrela D’Oeste, Jales, Urânia, Aspásia, Santa Salete, Santana da Ponte Pensa, Rudinéia, Santa Fé do Sul e Três Fronteiras.

Ainda na região, o governador inaugurou a recuperação da Estrada Vicinal Fabio Cavallari. A obra iniciou em novembro de 2010 e recebeu o investimento de cerca de R$ 710 mil do Governo do Estado.

Melhorias como obras de recuperação e restauração de vicinais, construção de acessos, recapeamento e duplicação estão em andamento no entorno da SP 320. O investimento total do Governo na região soma mais de R$ 827 milhões.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Projeto estadual pode ser alternativa à duplicação da BR-470 em SC

13/1/2011 - CNT

Foto:James Tavares/ Secom
Governador de SC discute a duplicação da rodovia

A construção de uma rodovia estadual ligando o oeste catarinense ao litoral do estado, na altura da BR-101, pode ser uma alternativa à duplicação da BR-470, no Vale do Itajaí. A proposta apresentada há cinco anos pela Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) é uma das opções em estudo no grupo técnico criado pelo governador Raimundo Colombo para discutir o assunto.

Prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra de duplicação da BR-470 é estimada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) em um bilhão de reais. A previsão do diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, é de que o edital de licitação seja lançado no segundo semestre de 2011.

O trecho de 74 km entre Navegantes e Indaial está com o projeto em fase de elaboração pelo órgão, que já enviou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o relatório preliminar do EIA/Rima, necessário à obtenção da Licença Prévia Ambiental.

Mais adiantado que o da BR-470, o processo de licitação para a duplicação de 74,6 km da BR-280 (São Francisco do Sul a Jaraguá do Sul) deve ser remarcado este mês, em consequência da revisão do edital. O custo da obra é calculado pelo Dnit em R$ 945 milhões.

Pagot informou nesta quinta-feira (13), por meio de nota da assessoria, que “o início das obras dos dois empreendimentos está previsto para 120 dias após a publicação das respectivas licitações, se ambas acontecerem dentro da normalidade do processo licitatório”.

Ampliação

Planejada para escoar tráfego de seis mil veículos diários, a BR-470 recebe atualmente 35 mil veículos por dia, incluindo o fluxo de turistas que visitam o estado a cada temporada . 

Defensor de solução rápida para o gargalo na rodovia, o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, conta que o projeto de construção de uma nova estrada, a SC-280, surgiu há cinco anos. Na época, outra proposta em discussão previa a delegação da rodovia federal ao governo estadual para posterior concessão à iniciativa privada, em troca da cobrança de pedágio. 

“Em termos de estrutura, o mais viável seria a construção de uma rodovia alternativa. Ela seria moderna, duplicada, com traçado em linha reta. Teria exploração econômica das margens e o pedágio seria por quilômetro rodado”, afirma Lopes, em entrevista à CNT. 

A nova rodovia sairia de Pouso Redondo, na região central do estado, até a BR 101, de onde alcançaria os portos de Itajaí e Navegantes. De lá, teria um braço para o sul, até o porto de Imbituba, e outro para o norte, até os portos de São Francisco e Itapoá. O trajeto total seria de 260 quilômetros.

“Nós já teríamos hoje investidores dispostos a aplicar recursos nesses dois projetos”, garante o presidente da Fetrancesc, em relação às duas possibilidades existentes. Pedro Lopes observa que o estado de Santa Catarina recebeu quatro milhões de turistas na última temporada e diz que a Copa do Mundo de 2014 é uma das grandes preocupações do setor em relação à melhoria da infraestrutura no estado.

O pleito em relação ao projeto da BR-470, assim como as opções em estudo, devem ser apresentados ainda este mês pelo governador, durante reunião em Brasília. 

Sueli Montenegro
Redação CNT

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

DNIT restaura BR-174 no Amazonas

05/01/2011 - DNIT

DNIT restaura BR-174 no Amazonas

Os investimentos garantem obras de conservação e recuperação na rodovia por cinco anos

O DNIT dará início nos próximos dias aos serviços de recuperação de 147 quilômetros da rodovia BR-174, no Amazonas, no trecho localizado entre Igarapé Veados (km 991) e a divisa com estado de Roraima (km 1138).

Para este segmento serão aplicados pelo órgão recursos na ordem de 113,8 milhões. As intervenções fazem parte do Programa Crema 2ª Etapa, que compreendem serviços mais profundos de manutenção, aumentando a vida útil do pavimento e garantindo a trafegabilidade durante cinco anos.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Alckmin fala em estimular ferrovia e dutovia em São Paulo

06/01/2011 - Intelog - Porto Alegre/RS - Por Porto Gente 



O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em entrevista à Rádio Bandeirantes, na manhã desta quarta-feira (5), falou em apoiar o desenvolvimento da infraestrutura da Baixada Santista por causa do pré-sal. Reduzir o número de caminhões em direção ao Porto de Santos é prioridade.

Para Alckmin, a construção de uma grande rede de dutos levando o álcool diretamente do produtor ao porto é importante para desafogar o trânsito no estado. "Vamos estimular o transporte de carga via ferroviária, mas também por dutovia. Hoje, todo litro de álcool é levado ao Porto de Santos por caminhão. Usando as dutovias, vamos tirar entre 80 mil a 100 mil caminhões das estradas”.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Alagoas retoma obras de duplicação na AL-101 Sul

05/01/2011 - Victor José, do Portal Transporta Brasil

Trabalhadores operam em trecho que abrange praia do Francês até a Barra de São Miguel. DER/AL acredita na entrega da primeira etapa do projeto até o carnaval

De acordo com estimativa do DER/AL (Departamento de Estradas de Rodagem de Alagoas), a duplicação do trecho da AL-101 Sul que abrange praia do Francês até a Barra de São Miguel será concluída antes do feriado de carnaval. Os funcionários da empreiteira responsável Ferreira Guedes retomaram as atividades no local nesta quarta-feira (5/1).

Até o período de carnaval, o DER concluirá a duplicação das pontes do Maceiozinho e do Niquim, ambas localizadas na Barra de São Miguel. O diretor de Planejamento do DER, Sebastião Mota, acredita que o viaduto da Barra de São Miguel também será entregue antes do período chuvoso, assim como a duplicação da rodovia que segue até o Trevo do Gunga.

Ao todo, serão duplicadas quatro pontes e 25,8 quilômetros de estrada. Também serão construídos três novos viadutos.

Com informações da Agência Alagoas

http://www.transportabrasil.com.br/2011/01/alagoas-retoma-obras-de-duplicacao-na-al-101-sul/

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

BNDES financia R$ 1,4 bilhão a rodovias

03/01/2011 - Webtranspo

CART e Ecopistas: recurso vai para reforma
rodovia-presidente-dutra
Rodovia Presidente Dutra passará por adequações

As concessionárias rodoviárias CART e Ecopistas financiaram R$ 1,4 bilhão com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) para readequar a infraestrutura das rodovias que administram.

A Concessionária Auto Raposo Tavares S.A. requisitou o empréstimo de R$ 1,052 bilhão; já a Concessionária de Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto S.A. receberá R$ 355,4 milhões. O acordo com as empresas foi realizado pela linha de financiamento BNDES Finem.

Parte do valor emprestado pela CART será utilizada para ampliação do corredor Raposo Tavares, em São Paulo, que liga Bauru, Piratininga, Santa Cruz do Rio Pardo, Ourinhos, Assis, Palmital, Rancharia, Presidente Bernardes, Presidente Prudente, Caiuá e Presidente Epitácio, até a divisa dos Estados de São Paulo e Mato Grosso.

Segundo a concessionária, a obra é necessária por se tratar de um importante corredor logístico, rota de passagem para a produção do centro-oeste brasileiro e do oeste paulista para os Portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Além da ampliação, a gestora da rodovia investirá em manutenção e conservação.

De acordo com a CART, R$ 2,69 bilhões serão investidos até fevereiro de 2015. Pela parte financiada pelo BNDES, os direitos emergentes da concessão serão compartilhados entre a instituição e debenturistas privados.

Na lista de obras a serem realizadas nas rodovias da CART estão: a duplicação de 217 km, construção de 29 km de vias marginais, construção de nove km de faixas adicionais, construção/recuperação de 128 km de acostamentos, construção de quatro passarelas e de 45 unidades de trevos, retornos e obras de arte especiais.

Já a Ecopistas, que integra o Grupo EcoRodovias, investirá na recuperação, conservação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade no corredor formado pelas rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, no Estado de São Paulo.