sábado, 8 de dezembro de 2012

Construtoras aguardam para disputar trechos de obras

07/12/2012 - Valor Econômico

O cumprimento do calendário de trabalho do grande volume de projetos de infraestrutura programados depende da ação dos órgãos de controle, para que sejam evitadas paralisações de obras e desgastes decorrentes desse processo. A opinião é de José Alberto Pereira Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor).

O ritmo das obras pode ser afetado, na prática, pela demora na liberação de licenças ambientais e por avaliações do Tribunal de Contas da União (TCU), capazes de dificultar e até impedir o andamento do cronograma. "Essas questões precisam ser bem avaliadas e conversadas para que, na prática, todo esse investimento traga os resultados esperados", diz.

Para ele, o anúncio da retomada de investimentos vem em ótimo momento, pois as empreiteiras de obras rodoviárias registraram, em 2011, a menor rentabilidade do ramo da construção desde 2004: 3,06%. Isso refletiu a escassez de projetos nos últimos anos. "Em 2007, diante da expectativa do Plano de Aceleração do Crescimento 1, o setor investiu em qualificação de mão de obra, na compra de equipamentos e contratação de pessoal", informa. No entanto, sentiu o baque da desaceleração no caixa e o cenário não parecia promissor, devido à decisão do governo de zerar a alíquota da Cide-Combustíveis, que era uma fonte de arrecadação permanente para a área.

Segundo informações da Aneor, a economia está diante de uma grande oportunidade de crescimento, pois há estudos mostrando que de cada R$ 100 milhões aplicados em infraestrutura de transporte, 45% vão para compra de produtos industriais, como cimento, máquinas e motores, veículos, o que alavanca o setor industrial e gera milhões de empregos.

Dario Galvão, diretor-presidente do Grupo Galvão, que abriga a Galvão Engenharia, da área de construção de infraestrutura de logística, energia e saneamento básico, mostra-se confiante na regulação das novas concessões. "Não tenho dúvida de que o novo modelo trará a segurança adequada", afirma. Para ele, "o Brasil tem dado demonstrações claras de que tem um ambiente institucional e legal seguro". Além disso, ele considera que o equacionamento para a redução dos patamares de juros é mais um incentivo para o envolvimento do setor privado. "Desafios terão de ser vencidos, em especial o desenvolvimento de um mercado de capitais que possa oferecer alternativas às necessidades de financiamento", analisa.

O presidente do grupo afirma que a Galvão Engenharia pretende concorrer nas diversas oportunidades que surgirão a partir agora. Da mesma forma, Arthur Piotto Filho, diretor financeiro e de relações com investidores da CCR, grupo de concessionárias de rodovias, disse em entrevista ao Valor que a empresa tem intenção de partir para a construção de ferrovias, um ramo em que ainda não atua. A empresa aguarda os detalhes da licitação dos mais de 10 mil quilômetros de trilhos, além de estar também interessada no trem-bala entre Rio, São Paulo e Campinas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ecovias inicia obra de anel viário em Santos

05/12/2012 - Valor Econômico

A Ecovias começou hoje as obras de ampliação do acesso rodoviário à Baixada Santista, do qual é concessionária. No total, o pacote prevê investimentos de R$ 328 milhões na eliminação de gargalos viários ao porto de Santos, ao polo industrial de Cubatão (SP) e a demais cidades do litoral, por onde passam cerca de 100 mil veículos por dia. A previsão é que as obras estejam concluídas até setembro de 2014.

Como contrapartida, a Ecovias, subsidiária do grupo Ecorodovias, ganhou mais 18 meses no contrato de concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes com o governo do Estado de São Paulo. O prazo de exploração, agora, termina em outubro de 2025.

O pacote prevê a ampliação e a remodelação do trevo localizado no quilômetro 55 da Rodovia Anchieta – hoje um gargalo. Este trevo, em Cubatão, foi construído na década de 1940 e é palco de constantes congestionamentos.

Será construído um mini anel viário interligando as rodovias Anchieta, Cônego Domênico Rangoni, Imigrantes e Padre Manoel da Nóbrega. A nova malha viária será erguida no entorno do antigo trevo – que será desativado – e terá um viaduto de aproximadamente 900 metros de extensão com quatro a cinco faixas de rolamento.

A licença ambiental de instalação, permitindo o início das obras, foi assinada ontem, no local, pelo secretário do Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas. A obra levará 22 meses, "mas, se apertar, dá para fazer em 21 meses", disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao presidente da Ecorodovias, Marcelino Rafart de Seras, que estava no evento.

Outra obra que integra o pacote é a construção de uma terceira faixa com 16 quilômetros de extensão, sendo oito quilômetros por sentido, na Cônego Domenico Rangoni, entre os quilômetros 262 e o 270, na região do polo industrial de Cubatão. A intervenção incluirá os alargamentos das pontes sobre o Rio Cubatão e o Rio Perequê, e do pontilhão sobre o Rio Perequê.

O aditivo contratual assinado entre o governo e a concessionária Ecovias estabeleceu a taxa interna de retorno (TIR) em 9,1%. Pela TIR original resultaria extensão de 59 meses e não de 18 meses no prazo de concessão.

"É um caso exemplar. A TIR da década de 1990, quando foram feitos os contratos de concessão, é de dois dígitos, de 20%, 22%. Pela primeira vez nós conseguimos negociar uma TIR de um dígito", afirmou Alckmin, que inaugurou o canteiro de obras.

A próxima etapa, disse o tucano, será melhorar a entrada de Santos – que é a mesma há décadas, apesar de o porto ter multiplicado a movimentação de cargas no período. Nos últimos 20 anos, por exemplo, a movimentação física do cais santista cresceu três vezes, devendo ultrapassar 100 milhões de toneladas neste exercício.

"[Isso] Envolve a Prefeitura de Santos, para fazer o viário local, a União, para fazer a chegada ao porto, e o Estado, na chegada da Anchieta. Teremos de fazer um binário, um novo viaduto. Vamos nos debruçar", disse Alckmin.

Fonte: Valor Econômico, Por Fernanda Pires


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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Começa reforma de gargalo na Rodovia Anchieta

04/12/2012 - O Estado de São Paulo

Ligação com as Rodovias Cônego Domenico Rangoni e Padre Manoel da Nóbrega ganhará seis viadutos, em obra de R$ 328 milhões

Um trevo construído nos anos 1940 na região de Cubatão, considerado um dos maiores gargalos na entrada da Baixada Santista, será totalmente reformulado pelo governo estadual. As obras do novo entroncamento das Rodovias Anchieta, Cônego Domenico Rangoni, Imigrantes e Padre Manoel da Nóbrega começaram nesta terça-feira, 4, e vão até setembro de 2014. Segundo o governo, não haverá impacto no trânsito nesta temporada de verão.

As obras, orçadas em cerca de R$ 328 milhões, serão realizadas e bancadas pela Ecovias, concessionária responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes. Ela não estava prevista originalmente no contrato de concessão e teve de ser negociada entre o governo e a empresa.

Para topar fazer o trabalho, a Ecovias ganhou 18 meses de contrato - que, agora, só vencerá em outubro de 2025. Em contrapartida, o governo conseguiu reduzir a margem de lucro da concessionária, considerando o quanto é arrecadado de pedágio e o quanto é gasto em manutenção e novas obras. A taxa interna de retorno, que havia sido definida ainda na década de 1990 e é bem maior do que as previstas em contratos mais recentes, passará de cerca de 20% para 9,1%.

A nova conexão será composta por seis viadutos e 12 quilômetros de novas faixas, somando a ampliação da ligação com a Imigrantes e a da Cônego Domenico Rangoni. A licença ambiental também foi concedida ontem mesmo.

"Passam 100 mil veículos por dia aqui e é um importante acesso ao Porto de Santos", afirmou o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo ele, o próximo passo para melhorar a entrada da cidade é a chegada da Anchieta a Santos, projeto que vai envolver a prefeitura local, o governo do Estado e a União, responsável pelo porto. Não há data prevista para essa intervenção.

A Ecovias garantiu que não haverá impacto nenhum no trânsito entre a capital e a Baixada neste fim de ano. Neste primeiro período de obras, de acordo com a concessionária, apenas serão montados os canteiros e não haverá tráfego de maquinário ou caminhões - o que só começará a partir de 2013.

Operação Verão. Alckmin também anunciou ontem os detalhes da Operação Verão, que vai reforçar o policiamento no litoral paulista durante a temporada de verão. Ela começará no dia 26 e prosseguirá até depois do carnaval do ano que vem. Serão mais 1.715 policiais militares no litoral, segundo o governador, entre salva-vidas e PMs que vão para a rua.


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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

PAC 2 concluiu mais de 1.000 km de rodovias e ferrovias

19/11/2012 - Agência Brasil

No eixo transporte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, foram concluídos 1.120 quilômetros (km) de rodovias em todo o país até setembro. Há, ainda 8.113 km de obras em andamento em todo o país. Destes, 2.795 km são obras de duplicação e adequação e 5.318 km, de novas construções e pavimentação. Os números foram divulgados hoje (19) durante o balanço do programa pelo governo federal.

A manutenção e construção de estradas vicinais no país serão beneficiados pelas 1.275 retroescavadeiras já entregues a 1.299 municípios.

De acordo com o balanço, há 2.672 km de ferrovias sendo construídas e 459 km foram concluídos, sendo 283 km de três lotes da Norte-Sul; 163 km da Ferronorte; e 13,2 km relativos ao rebaixamento da Linha Férrea Maringá. A conclusão do trecho da Ferronorte, que liga Alto Araguaia a Itiquira, é de grande importância para o escoamento da produção agrícola da Região Centro-Oeste.

Outras obras concluídas no último quadrimestre, que receberam destaque do governo, foram as dos portos de Itaqui (MA) e de Vila do Conde (PA). O Programa Porto sem Papel, que pretende desburocratizar a dinâmica dos portos brasileiros, já está tendo operação plena nos portos de Barra do Riacho, Recife, Suape, Itaguai, Niterói, Angra dos Reis, Forno, Cabedelo, Natal, Areia Branca, Maceió, Itajaí, Laguna, São Francisco do Sul, Imbituba, Paranaguá, Antonina e São Sebastião.

O balanço aponta que há, atualmente, 22 empreendimentos sendo tocados nos aeroportos do país, e que as concessões feitas nos aeroportos de Guarulhos e Campinas (SP), Brasília e Natal deverão resultar em R$ 16 bilhões em investimentos.



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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Concessão da BR-040 vai demandar investimentos de R$ 9 bi, diz ANTT

13/11/2012 -G1

Leilão da rodovia está previsto para ocorrer até o fim de janeiro de 2013. Cobrança de pedágio começará só após conclusão de 10% da duplicação.


Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou na segunda-feira (12) previsão de que devem ser investidos cerca de R$ 9 bilhões na duplicação da rodovia BR-040, uma das vias incluídas no pacote de concessões do governo federal anunciado em agosto.

Desse total, R$ 6,5 bilhões serão aplicados em obras e na compra de equipamentos e outros R$ 2,5 bilhões são de custos operacionais (pagamento de funcionários, serviços de conservação de rodovia, etc).

A nova estimativa supera em R$ 2 bilhões o divulgado inicialmente pela agência para o investimento na rodovia (R$ 7 bilhões). O BR-040 tem 936,8 quilômetros e vai da divisa do Distrito Federal até Juiz de Fora (MG).

Pedágios

O edital da rodovia deve ser publicado até o final de dezembro e, o leilão, está previsto para ocorrer até o final de janeiro de 2013. Vence o leilão quem oferecer o menor valor de pedágio para a rodovia em relação à tarifa teto definida pelo governo, de R$ 4,20.

O projeto de duplicação da BR-040 prevê 11 praças de pedágio. Mas eles só poderão iniciar a cobrança após a concessionária realizar pelo menos 10% da duplicação.

O contrato de concessão será de 25 anos. Além da duplicação – que o governo espera que esteja concluída após cinco anos da assinatura do contrato -, a concessionária terá que executar outros serviços, como a implantação de um sistema de monitoramento por câmeras e atendimento médico e mecânico de usuários.

A taxa de retorno definida pelo o governo para os investidores é de R$ 5,5%. O índice é inferior ao verificado em outras rodadas de licitação de rodovias federais.

De acordo com a diretora da ANTT Natália Marcassa de Souza, a queda na taxa se deve, entre outros fatores, à redução do 'risco-país' – índice que mede o perigo que cada país representa para os investidores.

Concessão da BR-116

A BR-040 será a segunda rodovia a ser concedida dentro do pacote do governo anunciado em agosto. A primeira será o trecho mineiro da BR-116, que vai da divisa MG-BA até a divisa MG-RJ, num total de 817 quilômetros.

O edital da BR-116 deve ser publicado até o final de novembro e, o leilão, está previsto para ocorrer até o fim de dezembro deste ano. O valor-teto para o pedágio na rodovia será de R$ 6,40. A BR-116 terá 8 praças de pedágio.

Fonte: G1, Por Fábio Amato



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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ministério retoma obras de transportes

05/11/2012 - O Estado de São Paulo

Foi necessário mais do que um ano para o Ministério dos Transportes se recuperar da "faxina" que derrubou toda a sua cúpula e obrigou a uma revisão geral de todos os contratos em andamento, por suspeita de corrupção. Desde julho, os volumes investidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) voltaram aos níveis históricos, indicando que a pasta está saindo do atoleiro.

Em agosto e setembro, os pagamentos superaram a casa de R$ 1 bilhão, o que é superior à média gasta mensalmente nos dois anos anteriores. Ainda assim, a expectativa do ministro Paulo Sérgio Passos é encerrar o ano com um volume 8% inferior ao registrado em 2011.

Isso ocorrerá por causa do fraco desempenho registrado nos primeiros meses do ano. A meta é encerrar 2012 com pagamentos de R$ 10,5 bilhões, ante R$ 11,4 bilhões de 2011 e R$ 10,3 bilhões no ano eleitoral de 2010. Os valores refletem a quantidade de obras ou etapas de obras concluídas e quitadas.

O Dnit freou bruscamente os pagamentos no início de 2012 porque os contratos passaram por uma total revisão. O general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, que assumiu o comando do órgão após a faxina, não escondeu que os projetos eram de má qualidade e precisariam ser revistos. Em junho passado, ele concedeu uma entrevista ao Estado em que desabafou: "Herdei uma carteira de R$ 15 bilhões, e são 15 bilhões de problemas".

Quatro meses depois, o Dnit conseguiu retomar as contratações, segundo o ministro. A meta para este ano é elaborar 38.751 contratos de recuperação e manutenção de rodovias. Até o momento, foram aprovados 32.567 e já foram publicados 29.353 editais para contratar os serviços, para uma meta de 37 mil no ano.

Tudo isso resultou em 11.450 novos contratos assinados, o que representa apenas 37,6% da meta do ano. Passos explica, porém, que a tendência é o número crescer bastante nos próximos meses, pois a contratação de serviços é um processo demorado e só agora os contratos estão chegando nas etapas finais para serem celebrados. "Conseguimos esses resultados com trabalho duro. Enquanto vocês criticavam, nós estávamos trabalhando."

O mesmo não pode ser dito em relação à estatal ferroviária Valec, onde os investimentos ainda patinam. De janeiro a setembro, foram investidos R$ 622 milhões, ante R$ 856 milhões em 2011 e R$ 1,3 bilhão em 2010. A queda se deveu principalmente a questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a Ferrovia Norte-Sul. O tribunal estranhou o fato de cada um dos 12 lotes da linha férrea contar com uma fábrica de dormentes de responsabilidade da empreiteira, que cobravam preços acima do mercado. "Foram 12 rodadas de negociação até conseguir baixar os preços a valores considerados adequados", informou o ministro. Outro empreendimento a cargo da Valec, a Ferrovia Oeste-Leste, não conseguiu avançar por dificuldades na obtenção de licenças ambientais e na desapropriação de área.

O secretário-geral da organização Contas Abertas, Gil Castello Branco, concorda que a diferença entre os investimentos realizados este ano em relação a anos anteriores tem caído. "Mas nem de longe há chance de superar 2011."


Fonte: O Estado de S. Paulo





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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pontos de apoio a motoristas serão obrigatórios em novas concessões

01/11/2012 - Transporta Brasil, Silas Colombo

Para suprir a falta de infraestrutura para o cumprimento da lei 12.619 que prevê períodos de descanso mínimo aos caminhoneiros, a instalação de pontos de parada entrará como parte dos contratos de concessão de rodovias

O Senado Federal está estudando a aplicação de um projeto de lei que obriga a construção de pontos de apoio aos motoristas de caminhão e ônibus, como condição inclusa nos novos contratos de concessões de rodovias.

Os pontos deverão ser instalados observando a distância mínima de 150 quilômetros e deverão ser dotados de toda infraestrutura necessária para atendimento dos profissionais como: posto de combustível, lanchonetes e restaurantes, banheiros e segurança.

Nas rodovias sob gestão publica, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) será o responsável pela implantação dos Pontos de Apoio.


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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A longa e brutal jornada de um caminhoneiro até um porto no Brasil

05/11/2012 - Folha de São Paulo

DA REUTERS

Quando o caminhoneiro Marcondes Mendonça, 27, inicia a viagem para transportar milho do Centro-Oeste do Brasil até o porto de Santos (SP), no litoral paulista, ele reza para ser protegido dos buracos nas rodovias e dos motoristas alucinados, e pensa com terror nos lamentáveis banheiros que precisará encarar durante os sete dias de estrada.

O gargalo da infraestrutura é um dos maiores desafios enfrentados pelo Brasil, sexta maior economia mundial, com chances de desbancar na temporada 2012/13 os EUA, líder mundial na produção de soja.

Ele também se prepara para outros inconvenientes: congestionamentos, atrasos no porto e uma burocracia que cada vez mais atrapalha o fluxo de bens e serviços no maior país da América Latina.

Jornada de um caminhoneiro até um porto no Brasil

Caminhoneiro prepara refeição em sua cozinha móvel, enquanto aguarda para descarregar cereais no terminal da ALL (América Latina Logística)
Neste contexto de aumento de produção e logística deficitária, os transportadores avaliam que o preço do frete rodoviário deve crescer cerca de 30%.

A escassez de caminhoneiros e uma nova lei que determina períodos mínimos de descanso para esses profissionais também colaborarão para o aumento dos custos da nova safra, já que o tempo de viagem crescerá.

Mendonça, o jovem caminhoneiro, pai de dois filhos e fã de música sertaneja, trabalha para uma cooperativa de frete e faz bico como instrutor para futuros colegas.

"Que Deus nos proteja", diz ele, com a voz impondo-se a um chiado do freio a ar do seu veículo.

A reportagem seguiu com o veículo por 1.600 dos 2.100 quilômetros da viagem, percorrendo muito asfalto danificado, lembranças de acidentes mortais e refúgios noturnos com espaço para um último caminhão.

A viagem começou em Mato Grosso e atravessou outros dois Estados até chegar ao porto de Santos.

Nesse percurso, Mendonça enfrentou condições conhecidas por qualquer caminhoneiro brasileiro --longas jornadas de trabalho, solidão, comida ruim.

O custo do frete nesse trajeto representou quase 40% do valor pelo qual a carga de 37 toneladas de milho foi negociada em Santos.

Para percorrer uma distância semelhante nos EUA, principalmente sobre barcaças, o custo seria de apenas 10% do valor da carga.

Mesmo percorrendo distâncias semelhantes, o transporte de produtos no Brasil também pode demorar três vezes mais do que na China, país que tem usado seu sucesso econômico para investir maciçamente em estradas, ferrovias e portos.

"A logística está congestionada", disse Glauber Silveira, produtor de Mato Grosso e presidente da associação dos sojicultores do Brasil, que perdem um quarto do seu faturamento com o transporte. "O comprador está perdendo, e o produtor também."

Com o vasto território, abundância de água e fazendas de alta tecnologia, o Brasil é o maior produtor mundial de açúcar, café e suco de laranja, além de liderar a exportação de carne bovina e de frango e estar prestes a se tornar o maior em soja.

Mas a vantagem que o Brasil costumava ter em termos de custo está sucumbindo ao preço do transporte.

O frete da fazenda ao porto já custa no Brasil mais do que o dobro do frete marítimo até a China, e essa relação está crescendo rapidamente por causa do pagamento de melhores salários aos caminhoneiros e da entrada em vigor da lei que exige descanso mínimo para eles.

Por causa dessa elevação de custos, os negociantes de produtos agrícolas estão sendo obrigados a pagar mais pela soja brasileira só para garantir a continuidade das lavouras.

Caso os preços se aproximem demais do custo, isso irá desincentivar "seriamente" a produção brasileira, segundo Kona Haque, analista do Macquarie Bank.

A presidente Dilma Rousseff divulgou recentemente planos para atrair US$ 66 bilhões em investimentos privados para estradas, ferrovias e outras instalações.

Eles incluem o prolongamento de uma rodovia até um terminal fluvial no rio Tapajós, afluente do Amazonas --apesar de ter alguns dos maiores rios do mundo, o Brasil realiza pouco transporte fluvial de cargas.

Essa nova ligação oferecerá, a partir de 2014, uma redução de 900 quilômetros no trajeto até o Atlântico, mas a capacidade das barcaças ficará limitada por causa da pequena profundidade dos rios.

FORA DOS TRILHOS

Da cabine do caminhão guiado por Mendonça, descortina-se uma visão privilegiada do abismo que separa as ambições de primeiro mundo do Brasil das condições bem mais modestas da vida real.

A viagem teve início na segunda-feira em Rondonópolis, entreposto logístico no sul de Mato Grosso. A essa altura, Mendonça já havia passado três dias em viagem até uma cidade, mais ao norte, onde lotou suas duas carretas com milho.

De Rondonópolis, ele seguiu para o sul. Rosários de contas pendiam do espelho retrovisor, acompanhando cada balanço do caminhão.

Três horas depois da partida, o caminhão chegou a Alto Araguaia, onde a jornada de Mendonça já poderia terminar. Lá, a empresa América Latina Logística opera uma ligação ferroviária direta até Santos.

Cada trem da companhia, com 80 vagões, pode transportar o equivalente a 230 caminhões articulados como o de Mendonça, mas consumindo o mesmo diesel que apenas 40 carretas.

No entanto, a demanda elevada depois da safra faz com que os trens fiquem lotados, e os preços não compensam muito, segundo os produtores.

Além disso, o transporte por trem leva o mesmo tempo, pois os vagões demoram muito para serem carregados nas várias paradas do percurso e descer a serra do Mar, logo antes de chegar ao porto.

A rede ferroviária brasileira, de 29 mil quilômetros, é hoje menor do que foi há 90 anos.

Como parte do seu projeto de infraestrutura, o governo Dilma está investindo R$ 22,4 bilhões para construir duas novas ferrovias importantes para atender ao cinturão agrícola. Uma delas será no sentido norte-sul, e a outra, no eixo leste-oeste.

Empresas de commodities dizem que há urgência nessas obras. Numa pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral junto a 126 empresas que geram mais de um quarto do PIB brasileiro, a principal sugestão para a redução do custo do frete é a construção de mais ferrovias.

Os economistas têm dificuldades para quantificar o impacto da infraestrutura precária sobre a economia, mas concordam que as limitações na rede de transportes e a saturação dos portos impedem a economia de crescer de modo consistente acima de 4% ao ano --taxa necessária para que o Brasil alcançasse o status de nação desenvolvida, segundo especialistas.

A maioria dos novos projetos ferroviários ainda está a pelo menos cinco anos da conclusão.

NA BOLEIA

E assim Mendonça seguiu viagem. Antes da meia-noite, ele parou num posto com área de descanso. Dormiu num colchão no fundo da cabine.

Na terça-feira, o veículo chegou à divisa com Mato Grosso do Sul.

Mendonça contava sua história para ajudar as horas a passarem. Nascido no vizinho Goiás, ele é filho e irmão de caminhoneiros. Ávido por aprender, guiava os caminhões dos clientes pelo pátio da borracharia do seu tio.

Em 2006, mudou-se para Rondonópolis e começou a trabalhar, ganhando cerca de R$ 3.000 por mês. Engordou 24 quilos no primeiro ano que passou ao volante. Casou-se.

O trabalho é constante, mas as transportadoras têm dificuldades para encontrar novos motoristas --com o desemprego próximo do seu menor nível histórico no Brasil, os trabalhadores encontram muitas outras oportunidades em profissões menos cansativas.

"Não há banheiros nem áreas de descanso decentes, e a poeira está por todo lado", queixou-se o caminhoneiro Aguinaldo da Silva Tenório, 28, numa parada do trajeto.

Os caminhoneiros também se queixam dos perigos --roubos ocasionais e estradas ruins e congestionadas.

Com frequência, os motivos de maior preocupação dos motoristas são seus próprios colegas.

Na pressa de chegar ao porto --muitos são pagos por frete--, fazem ultrapassagens imprudentes. Muitos também usam cocaína e "rebite", uma droga derivada de anfetaminas, para se manterem acordados.

"Quando você está sonolento, resolve, mas você pode acabar causando uma grande confusão", diz o caminhoneiro Ademir Pereira, 36, que admitiu ter usado "rebite" uma vez. Já Mendonça diz que nunca consome drogas para ficar acordado.

OLHOS ABERTOS

Mais de 1.200 caminhoneiros morreram no ano passado em rodovias federais, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal.

Para reduzir o consumo de drogas ao volante e diminuir o número de vítimas, o governo recentemente determinou pela primeira vez um período mínimo de descanso para os caminhoneiros.

Motoristas contratados por empresas, que são a maioria, agora devem passar no máximo oito horas por dia ao volante. Para os autônomos, a jornada pode chegar a 13 horas.

Na terça-feira à noite, Mendonça dormiu em outra área de descanso. Ao meio-dia de quarta, ele parou em um restaurante já no norte do Estado de São Paulo. Lá, uma funcionária elogiou a nova lei.

"Antes, a gente via os caminhoneiros entrando aqui com os olhos quase fechados", disse Nilda Pereira Alves Pinto. "Agora eles não ficam mais com tanta pressa."

Poucos discordam dos motivos da lei, mas alguns se queixam de que está mais difícil cumprir prazos, e que os custos aumentaram.

"Se não nos deixarem dirigir durante a noite, não haverá caminhões suficientes", disse o caminhoneiro autônomo Marcelo Galbati, que esperava o conserto de um pneu.

Na noite de quarta-feira, a reportagem passou por fora de São Paulo e o tráfego ficou mais pesado à medida que caminhões de todo o Brasil se afunilavam nas duas rodovias que dão acesso a Santos, a cerca de 80 quilômetros da capital paulista.

Mendonça pagou um pedágio de R$ 150, mas precisou dar uma volta e pagar de novo depois de descobrir que todas as áreas de descanso estavam cheias.

Ele já havia ultrapassado a jornada de trabalho máxima, mas não tinha onde parar.

Às 2h, quando o caminhão descia a serra em meio à Mata Atlântica, um acidente paralisou a rodovia. Uma hora depois, o veículo chegou a uma parada de descanso.

"A coisa está feia", disse uma atendente, acenando para que Mendonça tentasse a sorte buscando uma vaga para estacionar, após 20 horas ao volante.

Na manhã de quinta-feira, Mendonça esperava autorização para seguir até o terminal portuário, a 20 quilômetros dali, onde a companhia norte-americana de commodities Archer Daniels Midland Co. recebe os caminhões com grãos para então despachar o produto em navios.

O porto é famoso por sua burocracia e não dá conta do crescente volume de carga que recebe.

Só depois das 16h o terminal ficou disponível para Mendonça. A essa altura, porém, descarregar significaria ir embora do porto bem tarde, e novamente enfrentar dificuldades para achar uma área de repouso.

Por isso, Mendonça decidiu dormir na área de espera do terminal.

Só na manhã de sexta-feira, quase uma semana depois de deixar Rondonópolis, Mendonça conseguiu finalmente levar o caminhão para uma plataforma e descarregá-lo, a poucos metros dos navios que iam sendo enchidos com grãos com destino a outros continentes.


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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dnit lança edital de duplicação da BR-381, em Minas Gerais

01/11/2012 - Agência CNT

Trecho de 303 km entre Belo Horizonte e Governador Valadares terá melhorias no traçado, defensas e asfalto.

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Foto: Dnit/Divulgação
O edital de licitação para execução das obras de duplicação da BR-381 foi publicado nessa quarta-feira (31) na página do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Nesta primeira fase, serão licitados seis lotes, em uma extensão de 98 quilômetros. A abertura das propostas dos interessados em realizar os serviços de adequação de capacidade da via está prevista para o dia 17 de dezembro.

Os seis lotes entre Belo Horizonte e Governador Valadares serão licitados pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), na modalidade menor preço. Eles abrangem a construção de nova pista e a restauração da atual, com trechos em pavimento rígido (concreto) e em asfalto.

Com a adequação de capacidade, a rodovia ganhará novo traçado eliminando e diminuindo trechos sinuosos. Além disso, serão construídas 17 pontes e 19 viadutos; cinco túneis; 51 paradas de ônibus; 11 passarelas, quatro passagens inferiores e mais de 50 mil metros de defensas (equipamento de segurança projetado para garantir desaceleração durante o impacto de veículos). Segundo o Dnit, o prazo para execução das obras é de 1.080 dias.

Para o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade, essa obra trará alívio aos mineiros. "É uma obra que reivindicamos muito e a presidente Dilma Rousseff se empenhou para que saísse do papel. Dentro do cronograma estabelecido pelo Ministério dos Transportes, a partir de janeiro ou fevereiro devem ter início as obras nos primeiros lotes", afirmou.

O empreendimento integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O trecho a ser duplicado apresenta importância estratégica para a ligação da região Nordeste com a região Sul do país, inclusive com o Cone Sul.

Confira os lotes em licitação:
Lote Trecho
Lote 3.1 Duplicação do trecho entre o entroncamento com a MG-320 (Jaguaraçu) e Ribeirão Prainha (km 288,4 ao km 317)
Lote 3.2 Construção dos túneis no Rio Piracicaba, com 825 metros
Lote 3.3 Construção dos túneis de Antônio Dias e Prainha, com 1280 metros
Lote 4 Duplicação do trecho entre Ribeirão Prainha e o acesso sul de Nova Era (km 317 ao km 335,8)
Lote 6 Duplicação do trecho entre o acesso a João Monlevade e o Rio Una (km 356,5 ao km 389,5) e construção do túnel do morro Vieira com 280 metros
Lote 8A Duplicação do trecho entre o acesso a Caeté (MG-435) até a MG-020 (km 427 ao km 445)

Com informações do Dnit.

Jacy Diello
Agência CNT de Notícias



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Ministério dos Transportes vai privatizar a BR-040

01/11/2012 - Transporta Brasil

Rodovia será concedida à iniciativa privada pelo prazo de 25 anos e terá 11 pontos de cobrança. Previsão de investimentos é de R$ 5,9 bilhões, com pedágio estimado em R$ 3,75


A diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) propôs ao Ministério dos Transportes o Plano de Outorga para concessão da BR-040 (DF-GO-MG), no trecho Brasília-Juiz de Fora.

Com 771 km de extensão, o trecho da rodovia federal será concedido à iniciativa privada pelo prazo de 25 anos. Pelas novas regras, a via concedida deverá estar duplicada até o quinto ano da vigência do contrato.

A previsão de investimentos no período é de R$ 5,9 bilhões. Serão instaladas 11 praças de pedágio, com a cobrança da taxa de R$ 3,75 cada. A BR-040 é a principal ligação rodoviária entre o Distrito Federal e os Estados de Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A rodovia nasce em Brasília e termina no Porto do Rio de Janeiro.



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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Licitação de rodovias e ferrovias brasileiras é marcada para 2013

31/10/2012 - Terra Brasil

Sem logística adequada, especialmente num país de extensões continentais como o nosso, é difícil ter competitividade no mercado internacional e mesmo no mercado interno.

Após anunciar a concessão de 10 mil km de ferrovias e 7,5 mil km de rodovias à iniciativa privada, o governo espera realizar os leilões pelos trechos cedidos já a partir de abril do ano que vem. Os editais de licitação de rodovias como a BR-116, a principal do País, e da BR-040 já serão lançados em dezembro deste ano, de acordo com o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, estatal criada para gerenciar o projeto.

Segundo Figueiredo, que participou de uma audiência pública no Senado nesta terça-feira sobre a medida provisória que cria a EPL, considerou "agressivo" o cronograma de lançamento de editais e licitações, mas disse acreditar que será cumprido. "Esse cronograma nos obriga a nos esforçar a cumprir o prometido. A previsão é cumprir esse programa em grande parte, senão integralmente, e não falhar no prazo", disse.

As demais rodovias que serão concedidas à iniciativa privada terão seus editais publicados em março, com leilão marcado para abril. No caso das ferrovias, seis obras consideradas prioritárias (incluindo o Ferroanel de São Paulo e o acesso ao Porto de Santos) terão edital publicado em março do ano que vem, com licitação marcada para abril. As demais obras terão edital publicado em maio e leilão marcado para junho.

O plano de concessão de rodovias e ferrovias, anunciado em agosto deste ano, vai render R$ 133 bilhões aos cofres públicos - sendo R$ 79,5 bilhões nos primeiros cinco anos. Ao todo, os 10 mil km de ferrovias e 7,5 mil km de ferrovias ficarão nas mãos da iniciativa privada por 25 anos. Segundo Figueiredo, que também é presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o investimento em logística vai aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado interno e externo.

"Sem logística adequada, especialmente num país de extensões continentais como o nosso, é difícil ter competitividade no mercado internacional e mesmo no mercado interno. O Brasil passou um longo tempo sem investir nessa área, o que gerou um déficit de infraestrutura. Logística também são serviços que usam a infraestrutura e é o conjunto da infraestrutura com serviços eficientes que gera política de preços, fretes e tarifas que tornam o setor produtivo competitivo. É uma ação fundamental para que o país possa dar sustentação ao processo de crescimento e para que o setor produtivo resgate sua competitividade", disse.

Nos leilões, vence a empresa que oferecer a menor tarifa de pedágio e está proibida a cobrança da tarifa em áreas urbanas. As empresas que vencerem as licitações poderão contrair empréstimos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), a mesma usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamentos. Atualmente, a TJLP é de 5,5% ao ano. No caso das rodovias, poderá ser acrescida de até 1,5% e, nas ferrovias, de até 1%. As concessionárias vencedoras da licitação das rodovias terão carência de até três anos para começarem a pagar os empréstimos (prazo que aumenta para cinco no caso das ferrovias), que podem ser contraídos em até 20 anos (rodovias) e 25 anos (ferrovias). O financiamento vai variar entre 65% e 80% do valor total da obra.



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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Novo modelo para rodovias e ferrovias corrigirá distorções

18/10/2012 - Agência Brasil

O Programa de Investimentos em Logística para Rodovias e Ferrovias corrigirá distorções no transporte de cargas no país, entre elas a baixa profissionalização dos caminhoneiros e a subutilização e precariedade da malha ferroviária do país, disse hoje (18) o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. Ele falou sobre durante o Colóquio Infraestrutura para o Desenvolvimento, organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão de assessoramento da Presidência da República.

O presidente da EPL destacou que 70% do transporte de carga rodoviária no país são feitos por autônomos ou empresas com até quatro veículos. Segundo ele, o baixo nível de profissionalização e a remuneração deficiente não permitem que se melhore a frota de caminhões. "A idade média da frota de caminhões é 18 anos. Nossas mercadorias são transportadas por veículos de 25, 30 anos. Esse é um quadro preocupante", disse.

Figueiredo ressaltou que as linhas de crédito oferecidas nos últimos anos para estimular a aquisição de novos veículos não funcionaram como previsto. "A gente percebe que só as grandes empresas se interessaram. O trabalhador autônomo ficou de fora, pois ele trabalha na informalidade. [O autônomo] não é personalidade econômica que possa acessar uma linha de crédito".

O presidente da EPL disse que o Programa de Investimentos para Rodovias e Ferrovias corrigirá a situação, ao ofertar um crédito apropriado ao perfil dos caminhoneiros autônomos. "O governo está criando uma linha de financiamento em condições absolutamente adequadas, com prazo grande de carência e amortização e taxas de juros muito baratas", disse.

Figueiredo afirmou também que o investimento na malha ferroviária do país, por meio de parceria público-privada, mudará a configuração do transporte de carga. Atualmente, 90% da movimentação de mercadorias no país são via malha rodoviária. O motivo, segundo o presidente da EPL, é a precariedade das ferrovias. "Temos infraestrutura construída há mais de 100 anos. O nível de serviço, tirando nichos modernos como Carajás e Vitória-Minas, é de baixo padrão. Os preços são formados em uma relação de cliente dependente de serviço monopolista", declarou. Segundo ele, o novo modelo condicionará a concessão das ferrovias à modernização e criará um ambiente de competitividade. "[O modelo] vai gerar ganhos tarifários porque o preço será formado em ambiente competitivo", declarou.

Lançado pela presidenta Dilma Rousseff em 15 de agosto, o Programa de Investimentos em Logística para Rodovias e Ferrovias prevê aporte de R$ 133 bilhões em 25 anos. No total, serão concedidos 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias. Os investimentos, nos próximos 25 anos, somarão R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões nos primeiros cinco anos. Nas rodovias serão aplicados R$ 42 bilhões e nas ferrovias R$ 91 bilhões.


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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Governo acerta modelo para agilizar infraestrutura

09/10/2012 - Reuters

O governo irá nomear a recém-criada Empresa de Planejamento e Logística (EPL) como empreendedora para acelerar em até um ano a conclusão de projetos que fazem parte do pacote de concessões de ferrovias e rodovias anunciado em agosto, disse nesta terça-feira o presidente da EPL, Bernardo Figueiredo.

A ideia é que a empresa estatal possa iniciar os estudos ambientais dos projetos antes de serem licitadas as concessões para a construção de 10 mil quilômetros de ferrovias e duplicação e manutenção de 7,5 mil quilômetros de rodovias.

"A saída é o governo nomear a EPL como empreendedor para que ela possa começar as discussões, estudos ambientais e outras necessidades. A ideia é fazer a licitação com os estudos ambientais o mais adiantado possível e, se possível, com a LP (licença prévia)", afirmou o executivo a jornalistas em evento no Rio de Janeiro.

O setor privado aponta a dificuldade para a obtenção de licenciamento ambiental como um dos fatores que atrasam as obras no país.

"O que a gente quer eliminar é o fato do investidor ter que pilotar esse atraso e, podemos ter um ganho de tempo de 6 meses a um ano fazendo isso antes", adicionou.

Figueiredo disse que o custo desses estudos será bancado com recursos público e depois será repassado para o concessionário e ou para a tarifa do consumidor.

A nomeação da EPL como empreendedor já foi acertada com os Ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente, segundo Figueiredo, mas ainda precisa ser formalizada.

A licitação do primeiro lote de ferrovias, que deve acontecer em março, já deverá ser beneficiada pela medida. Mas as licitações para a duplicação das rodovias BR-040 e BR-116, programadas para dezembro e janeiro, não serão contempladas pelo novo modelo.

O ambicioso plano de concessões de rodovias e ferrovias, que prevê investimentos de 133 bilhões de reais em 25 anos, faz parte de um projeto maior do governo para resolver os problemas logísticos do país, que tornam a economia brasileira menos competitiva e eficiente.

O executivo revelou que ainda esse mês o governo deve concluir o programa de concessões de portos e as licitações devem ocorrer a partir do ano que vem.

"Estamos tendo cuidado para fazer o programa; é uma área com particularidades e complexo, com terminais de vários tipos."


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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Duplicação da BR-356 deve diminuir trânsito em outras rodovias

01/10/2012 - CNT

Senador Clésio Andrade pediu início das obras ao ministro dos Transportes.

O senador Clésio Andrade voltou a cobrar do ministro dos Transportes, Paulo Passos, a duplicação de trecho da BR-356, de Mariana ao trevo da BR-040. De acordo com o ofício enviado pelo representante mineiro, além da importância turística da rodovia, a duplicação deve desafogar o grande fluxo de veículos no horário de pico em rodovias próximas.

"Apesar de o ministro conhecer a importância da rodovia, fiz questão de ressaltar que a BR-356 é bastante utilizada para acesso de empresas mineradoras da região e por turistas que têm o circuito das cidades históricas como destino. Lembrei também para o ministro que, com essa BR duplicada e em boas condições, conseguimos diminuir o intenso tráfego no horário de pico em outras rodovias, como a BR-381 e a BR-262", conclui Clésio Andrade.

A obra foi identificada no documento Fortalecimento de Minas no Cenário nacional. Coordenado pelo senador Clésio Andrade e com o apoio da base parlamentar do governo Dilma, o documento identifica as principais demandas do estado com o objetivo de recuperar investimentos e o espaço político perdido no cenário nacional.


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sábado, 8 de setembro de 2012

José Meirelles (1923-2012) - 'Pai' da rodovia Cuiabá-Santarém

03/09/2012 - Folha de São Paulo

ANDRESSA TAFFAREL

Em 1971, o coronel José Meirelles recebeu a missão do governo de abrir uma estrada para ligar Cuiabá (MT) a Santarém (PA), no que seria a continuação da BR-163.

Nos três anos em que ficou sob o comando de José, o 9º Batalhão de Engenharia de Construção abriu dois quilômetros de rodovia por dia, 1.114 quilômetros no total, até a divisa com o Pará.

O trecho entre as duas cidades só ficou totalmente pronto em 77.

O trabalho era uma verdadeira aventura por um Centro-Oeste quase inexplorado. Tribos indígenas desconhecidas cruzaram o caminho dos militares --segundo José contava, o grupo chegou a ser recebido a flechadas.

Para ajudar no contato com os índios, chamou os irmãos sertanistas Orlando, Cláudio e Leonardo Villas Bôas, que fundaram o Parque Nacional do Xingu (MT), em 1961.

Mineiro de Conselheiro Lafaiete, morou em Belo Horizonte antes de se mudar para o Rio. A exemplo de três dos seus quatro irmãos, entrou para o Exército, formando-se pela Aman (Academia Militar das Agulhas Negras).

Ao lado da mulher, Zulmira, com quem era casado desde 1950, morou em diversas cidades brasileiras. Entre os oito filhos, há cariocas, gaúchos e paulistas.

Apaixonado por sol e calor, adorava viver em Cuiabá, para onde foi nos anos 70. Chegou a ser prefeito da cidade, mas não gostou da experiência política.

Morreu na terça-feira (28), aos 89 anos, de hemorragia provocada por um aneurisma. Além da viúva e dos filhos (entre eles a atriz da Rede Globo Totia Meirelles), deixa 19 netos e dez bisnetos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Alckmin anuncia começo da duplicação da rodovia Assis Chateaubriand

28/08/2012 - Assessoria de Imprensa Governo SP

 Governador também iniciou as obras da Rodovia Armando de Salles Oliveira, em Olímpia
São Paulo, 28 de agosto de 2012 - O governador Geraldo Alckmin anunciou no dia 25 de agosto, sábado, o começo das obras de duplicação na rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), no trecho que liga São José do Rio Preto a Guapiaçu. Em visita à região, o governador também foi a Olímpia, onde deu início às obras de melhorias no trecho de Bebedouro a Olímpia da rodovia Armando de Salles Oliveira (SP-322).
 
Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425)

O Estado vai investir R$ 60,9 milhões na SP-425, que além de ser duplicada (com implantação de canteiro central), também receberá obras de recuperação de pavimento, implantação de quatro dispositivos de acesso e retorno e pavimentação da marginal.
 
"Acidentes rodoviários são a primeira causa externa de morte em São Paulo. Os frontais são os mais graves. Então, vamos entregar a duplicação da rodovia Euclides da Cunha inteirinha, de Mirassol até Rubinéia. E começa a duplicação da Assis Chateaubriand", disse.
 
Alckmin também anunciou que a obra da alça de acesso na rodovia Wasghinton Luiz (SP-310) vai ficar pronta antes do prazo inicial previsto. A reconfiguração da obra que dá acesso à Avenida Angaló, em Rio Preto, teve início em julho e será entregue em novembro. A previsão inicial era dezembro.
 
O investimento total de R$ 966 mil vai beneficiar cerca de 57 mil motoristas que passam diariamente pelo local. A melhoria dará mais segurança e facilidade no acesso, evitando congestionamentos.

Rodovia Armando de Salles Oliveira (SP-322)

"Vamos terminar em menos de 18 meses", disse o governador Geraldo Alckmin sobre as obras de melhorias na SP-322, que contam com um investimento de R$ 104 milhões do Governo de São Paulo.

"São 53km de rodovia. Três quilômetros serão duplicados. Teremos 50km de recapeamento, acostamentos, terceiras faixas e nove dispositivos de segurança. Vamos ter uma grande obra aqui na rodovia.", afirmou.

As obras vão beneficiar mais de 160 mil habitantes nos municípios de Olímpia, Severínea, Cajobi, Monte Azul Paulista e Bebedouro. Serão gerados 194 empregos diretos e 583 indiretos a moradores da região. As melhorias serão realizadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), vinculado à Secretaria de Logística e Transportes do Estado.
 
 
Assessoria de Imprensa 
Secretaria Estadual de Logística e Transportes 
Tel. (11) 3702-8111 a 8116
transportes@transportes.sp.gov.br

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Brasil lidera o ranking das rodovias com pedágio no mundo

20/08/2012 - O Estado de São Paulo

Com novas concessões, número deve ser o dobro da Alemanha; na malha total do País, porém, só 12% são asfaltadas 

SÃO PAULO - O Brasil já tem a maior malha de rodovias pedagiadas do mundo. Quando concluir a licitação dos 7.500 quilômetros (km) previstos no pacote de concessão, lançado semana passada pelo governo federal, terá 22.973 km de estradas nas mãos da iniciativa privada - quase o dobro da segunda colocada, que é a Alemanha, com 12.788 km. Nos Estados Unidos, que detêm a maior malha rodoviária do mundo, a quantidade de rodovias com pedágios é de 8.430 km.

Apesar da liderança no ranking, o Brasil ainda deixa muito a desejar no quesito qualidade. Da malha total do País, apenas 12% é pavimentada. Boa parte, no entanto, em condições delicadas, conforme a última pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). No ano passado, a associação avaliou 92.747 km de rodovias asfaltadas e detectou que mais da metade estava em condição regular, ruim ou péssima.

Com a crise no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), deflagrada no ano passado e que paralisou quase todas as licitações para manutenção das estradas no País inteiro, a tendência é que os números piorem ainda mais este ano. "Estamos muito mal. Não temos estradas, ferrovias e hidrovias", lamenta o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Servilha Duarte.

Na avaliação dele, o pacote do governo federal é emergencial, para melhorar uma infraestrutura já existente. Em alguns países, destaca o executivo, toda a malha rodoviária é pavimentada. Nos Estados Unidos, 67% das rodovias são asfaltadas. Na Índia, a malha pavimentada é equivalente a toda a malha brasileira, de 1,7 milhão de km.

O consultor Geraldo Vianna, diretor da CNT e ex-presidente da NTC&Logística, compartilha da mesma opinião de Duarte. Segundo ele, embora seja a sexta economia do mundo e tenha a maior malha pedagiada, o País ocupa a 20ª posição no ranking malha rodoviária ponderada pela extensão territorial e população. "Dificilmente conseguiremos consertar em poucos anos um abandono de três décadas. Neste momento, precisamos ter calma e objetivos claros para, talvez, conseguir corrigir em 15 anos o que estragamos em 30."

Para ele, mais importante do que os R$ 133 bilhões (ou R$ 80 bilhões nos primeiros cinco anos) do pacote é a mudança institucional e organizacional da área de transportes e logística. "O valor em si não representa muita coisa, já que está distante das necessidades do País e bem abaixo dos investimentos de nossos concorrentes China e Índia."

‘Ordem inversa’. Na opinião do professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, para aumentar o volume de estradas pavimentadas e reduzir a desigualdade no Brasil, o governo terá de fazer uma discussão muito mais profunda do que a atual. Os projetos atuais são decorrentes de uma demanda provocada pelo desenvolvimento regional, tem viabilidade econômica. "O resto tem lógica inversa: o projeto é que vai trazer o desenvolvimento regional para uma determinada região e, a partir daí, trazer o tráfego de veículo. Quem sabe um dia poderia ser concedida para a iniciativa privada."

Hoje, completa o professor, a demanda está concentrada em cerca de 50 mil km de estrada, que respondem por 80% da movimentação de carga do País. Um exemplo de Resende é a cidade de Juína, um município do Mato Grosso que fica na divisa com Rondônia. A carga agrícola produzida no local poderia ser levada para Porto Velho, a cerca de 300 km, e seguir via hidrovia. Mas a ligação entre as duas cidades é intransitável. "Toda produção tem de percorrer 3.150 km até o Porto de Paranaguá, no Paraná, para ser exportada. "O governo tem de selecionar corredores com potencial e trabalhar em cima. Isso cria um circulo virtuoso de longo prazo."

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Nova estrada deve aliviar tráfego local no litoral norte

15/08/2012 - O Estado de São Paulo

Governo quer transformar o Contorno Sul em via expressa para São Sebastião; Cetesb sugere 59 ações para reduzir impactos ambientais

Artur Rodrigues e Bruno Ribeiro

SÃO PAULO - O governo do Estado de São Paulo obteve licença do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) para construir o Contorno Sul de Caraguatatuba e São Sebastião da Rodovia dos Tamoios. Trata-se de um trecho de 30,8 quilômetros que liga a Tamoios (SP-099), em Caraguatatuba, à Rodovia Doutor Manoel Hipólito do Rego, a Rio-Santos (SP-055), na altura do Porto de São Sebastião.

A licença era a barreira que faltava para a empresa estadual Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) dar andamento à obra. Existia uma grande polêmica sobre o impacto dos trabalhos, uma vez que o traçado passará por cima de uma extensa área virgem de Mata Atlântica no Estado. A Prefeitura de São Sebastião criticou a concessão da licença e o secretário de Meio Ambiente do município, Eduardo Hipólito Rego, afirmou que ela foi obtida com a avaliação de critérios "mais econômicos do que ambientais".

A construção do contorno possibilitará que o trecho da Rio-Santos entre São Sebastião e Caraguatatuba seja usado apenas para o tráfego local, enquanto o novo trecho funcionará como uma via expressa. "Aquele trecho rende um congestionamento famoso em época de temporada. A obra cria um contorno viário para essa parte", diz o diretor-presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço. O órgão também espera que a rodovia ajude a diminuir o índice de acidentes na área.

Em três anos. A construção, em formato de arco, terá 31 viadutos, 5 pontes e 4 túneis. A obra está estimada em R$ 1,6 bilhão. Para que os trabalhos comecem, ainda é necessário fazer o projeto executivo e a licitação. A estimativa da Dersa é de que as obras sejam iniciadas em março do ano que vem e fiquem prontas em três anos.

O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) foram protocolados em janeiro de 2010. O estudo foi discutido e ficou disponível na internet. Após as discussões, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) elaborou o parecer de viabilidade, aprovado nesta quarta-feira, 15. Mesmo assim, o Contorno Sul é criticado por ambientalistas.

Impacto. O parecer da Cetesb determina 59 ações que o governo do Estado terá de adotar para mitigar os impactos ambientais que a obra trará. Entre as exigências estão serviços de reflorestamento e de monitoramento ambiental das áreas afetadas indiretamente pela construção das pistas. São, ao todo, 14 programas ambientais.

O presidente da Dersa rebate os argumentos de desmatamento. "A rodovia foi planejada para ter baixíssimo impacto ambiental", afirma. Lourenço argumenta que, como se trata de uma via expressa, o contorno servirá como barreira natural para a expansão da ocupação que já ocorre no Parque Estadual da Serra do Mar.

O governo também afirma que haverá ganho econômico, pois essa infraestrutura servirá ao Porto de São Sebastião. A ligação deve amenizar o impacto no trânsito da possível ampliação do terminal, que aguarda licenciamento ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). "Hoje, os caminhões que vão levar produtos passam por dentro de São Sebastião e Caraguá e têm uma série de restrições, de horários para passar. Isso atrapalha o funcionamento do porto."

Lourenço afirma que o contorno também permitirá a construção de um retroporto - onde serão armazenados produtos e haverá logística de transporte - em Caraguatatuba. "São Sebastião não tem área para a construção do retroporto. Com ele, a capacidade operacional do Porto de São Sebastião será maior."

Norte. A Dersa aguarda agora o licenciamento ambiental do Contorno Norte de Caraguatatuba. A intervenção viária terá sete quilômetros e um túnel de 400 metros. O estudo de impacto ambiental da obra foi protocolado em 29 de dezembro de 2001 e teve audiência pública realizada em 5 de junho deste ano.

domingo, 12 de agosto de 2012

O DNIT irá entregar em dezembro deste ano a obra programada para ser concluída em 2013

06/08/2012 - DNIT

Os serviços de duplicação da BR-364/RO, no perímetro urbano de Ji-Paraná, estão avançados. 

Considerada a primeira obra de grande porte da cidade, a duplicação da via irá desafogar o tráfego diário intenso de carros e caminhões entre os quilômetros 338 e 347. No momento, mais de um quilômetro de pavimentação, na saída para Cuiabá, já foram executados.

Para duplicar 8,5 quilômetros da rodovia, o DNIT investe R$ 68 milhões. Além da duplicação, fazem parte do projeto serviços de terraplanagem, pavimentação e sinalização e ainda a construção de um viaduto.

Os recursos são garantidos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC 2, do Governo Federal. De acordo com a Superintendência Regional do DNIT, cerca de 200 homens trabalham na obra e o empreendimento que tinha previsão de conclusão para julho de 2013 deverá ser entregue pela Autarquia em dezembro deste ano.

Ponte sobre Rio Madeira

O DNIT realiza no mesmo trecho a recomposição da cabeceira da ponte sobre o Rio Madeira, que foi danificada pelas fortes chuvas que caíram na região. Para os serviços emergenciais de recomposição da ponte, o Órgão investe cerca de R$ 700 mil.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

ANTT homologa leilão da Rodovia BR-101

18/05/2012 - Webtranspo

Consórcio Vencedor havia sido contestado pelo segundo colocado

ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) homologou nesta sexta-feira, 18, o resultado do leilão de concessão da Rodovia BR-101, no trecho entre o município de Mucuri (BA) e a divisa entre o Rio de Janeiro e Espírito Santos. A empresa vencedora foi conhecida em janeiro, porém a segunda colocada entrou com um recurso questionando o resultado, que foi indeferido pela agência.

O melhor arremate foi dado pelo consórcio Rodovia da Vitória, liderado pela Ecorodovias, com uma tarifa básica de pedágio de R$ 0,03391 por quilômetro, com um deságio de 45,63% sobre a tarifa teto estabelecida pelo governo.

Segundo o calendário da ANTT, o contrato deve ser assinado no dia 26 de julho, sendo que as condições prévias para a assinatura devem ser comprovadas pelo consórcio até o dia 2 de julho.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

BR-163 receberá R$ 1,2 bi para duplicação de trecho no Mato Grosso

20/04/2012 - Portal Transporta Brasil

Desenhada na década de 70, estrada é conhecida como a “rodovia sem fim”, devido a atrasos em obras que já custam R$ 2,7 bi

Silas Colombo, repórter do Portal Transporta Brasil

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) prepara para o segundo semestre o lançamento do edital de licitação para duplicar um trecho de 283 quilômetros (km) na BR-163, ligando Rondonópolis e Rosário Oeste, no Mato Grosso.

O percurso está orçado em R$ 1,188 bilhão e integra os investimentos da segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para escoar a produção agrícola da Região Centro-Oeste.

A Delta Construções é uma das contratadas do Dnit na BR-163. A empreiteira envolvida no caso do empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , preso desde fevereiro, conclui em abril a duplicação de 8,5 km e a restauração de outros 27,5 km na Serra de São Vicente (MT). A construtora do empresário Fernando Cavendish recebe R$ 87 milhões pelas obras.

O órgão ligado ao Ministério dos Transportes afirma que a duplicação será importante para amenizar o tráfego diário de 12 mil veículos no trajeto Rondonópolis-Posto Gil, percurso no qual entre 60% e 80% são caminhões e carretas.

A “rodovia sem fim”

Idealizada nos anos 1970, como parte do projeto de expansão rumo à Amazônia elaborado pela Ditadura Militar (1964-1985), a BR-163 nunca foi totalmente pavimentada.

A primeira versão do PAC, lançado pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva, em 2007, colocou a pavimentação da rodovia como uma das prioridades. Mas até agora a BR-163 é parte consistente dos dois terços de obras do PAC 1 ainda em atraso, apesar de o Planalto já ter lançado o PAC 2.

A pavimentação do trecho de 1.000 km entre Guarantã do Norte (MT) a Santarém (PA) é o mais emblemático dentre os atrasos. Programada para ser entregue originalmente em 2010, a conclusão da obra foi transferida para dezembro 2013, após o aporte de R$ 1,2 bilhão. Faltam ser concluídos 692 km para que a produção de soja mato-grossense possa ser escoada pelo porto paraense de Santarém.

DNIT realiza duplicação e restauração de trecho da rodovia BR-163/364 no Mato Grosso
Pedido de duplicação da BR 163/364 é entregue ao ministro dos Transportes
ALL inicia movimentação de contêineres refrigerados do Mato Grosso para Santos
Mato Grosso terá 221 radares de monitoramento
Diretor-executivo da ATC fala sobre problemas no transporte de cargas no Mato Grosso
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Estudo definirá nova ligação rodoviária entre Brasil e Argentina

06/02/2012 - DNIT

Representantes do comitê executivo binacional assinaram contrato na sexta-feira (03). EVTEA vai apontar quantas pontes deverão ser construídas e em quais locais.

Foi assinado na última sexta-feira, (03), em Foz do Iguaçu/PR, o contrato para realização de estudo visando incrementar a ligação entre Brasil e Argentina.

O EVTEA - Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental - definirá todas as demandas para conexões rodoviárias fixas sobre o rio Uruguai entre o país vizinho e o estado do Rio Grande do Sul.

Pelos termos do contrato, o consórcio vencedor da concorrência internacional receberá o valor de U$ 495 mil para realizar o estudo, em um prazo de 230 dias.

O documento foi assinado pelos dois representantes do Comitê Executivo Binacional Brasil - Argentina, o Diretor Executivo do DNIT, engenheiro Tarcísio Gomes de Freitas, a arquiteta Graciela Elena Oporto -Subsecretária de Planejamento Territorial de Investimento Público do Ministério do Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços da Republica Argentina.

O engenheiro Alfredo Manuel Severi assinou o contrato pelo Consórcio formado pelas empresas I.A.T.A.S.A - Ingeniería y Asistencia Técnica Argentina Sociedad Anónima de Servicios Profesionales, ATEC S.A., Consultoría Oscar G. Grimaux y Asociados Sociedad Anónima Técnica, e Ballcons Consultoria Empresarial Ltda.

O estudo vai apontar quantas pontes deverão ser construídas e em quais locais. Vencida essa etapa, duas outras licitações devem ser realizadas.

A primeira, para a elaboração do projeto executivo e a segunda, para a contratação da empresa responsável pela execução das ligações.

O contrato foi alvo de concorrência internacional, iniciada em 2009, após tratativas entre os dois países.

Fonte: DNIT