sexta-feira, 29 de abril de 2016

Começa escavação do túnel mais longo da Tamoios


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Foto: A2img / Eduardo Saraiva


29/04/2016 - Via Trólebus

Caio Lobo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, esteve nesta quinta, 28, no canteiro de obras da duplicação da Rodovia dos Tamoios para dar início ao primeiro dos cinco túneis previstos na obra. Este, em questão, será o túnel mais longo do estado, com 3.675 metros, superando o túnel de 3.146 metros da Rodovia dos Imigrantes.

“Uma autoestrada com tecnologia de ponta, grandes cuidados ambientais e que começa agora, já aqui com a explosão do chamado túnel 5. As obras começam de Caragua para São José, para Paraibuna, e daqui a alguns meses começa de lá para cá, vão se encontrar as duas frentes de trabalho. É uma rodovia com segurança, conforto, qualidade, sem grandes impactos ambientais e promovendo o desenvolvimento do litoral e do Vale do Paraíba. Uma ligação histórica em uma das regiões mais industrializadas do mundo”, disse Alckmin.

A obra começou em dezembro e deve ser entregue em 2020. A responsável pela obra é a concessionária Tamoios com gerenciamento e fiscalização da Artesp.


Foto: A2img / Eduardo Saraiva
Foto: A2img / Eduardo Saraiva
“A concessionária está recuperando o trecho antigo, o pavimento, fazendo a iluminação da Serra. Acho que mais 30 dias toda a Serra estará iluminada, recuperando sinalização, obras de arte, e a operação da rodovia com um conceito de rodovia viva, com ambulância, carro guincho, telefonia, câmeras de vídeo”, complementou o governador.

Oito meses depois de iniciada a frente de trabalho terá início a escavação em São José dos Campos, que será realizada sentido Caraguatatuba. A entrada do túnel se interligará com o Contorno de Caraguatatuba através de um viaduto de quase um quilômetro de extensão, cujos pilares terão cerca de 40 metros de altura.

Dos 21,6 quilômetros de novas pistas – entre o km 60,4 e o km 82 -, 12,6 quilômetros são referentes aos cinco túneis da obra, e haverá ainda nove viadutos, uma ponte e um pontilhão.

domingo, 10 de abril de 2016

Com 6 mil km, conexão Rio-Lima testa resistência de passageiros


A linha vai do Atlântico ao Pacífico; trajeto passa por mais de 120 cidades, corta sete estados brasileiros e seis departamentos peruanos
   
POR RAFAEL GALDO 

10/04/2016 - O Globo

Ônibus da empresa peruana Omeño que faz a linha Rio-Lima cruza o Rio Madeira numa balsa: ponte ainda não ficou pronta - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Na bagagem, um viajante costuma carregar mais do que objetos. E o que os passageiros da linha de ônibus mais extensa do mundo levam entre o Rio e Lima, capital do Peru, inclui sonhos, saudades, desejos de aventura e algumas frustrações. São 6.035 quilômetros da costa do Oceano Atlântico à do Pacífico, atravessando o cerrado, a Amazônia e a Cordilheira dos Andes. Um percurso operado desde janeiro pela empresa peruana Ormeño, que dura, no mínimo, cinco dias, partindo da Rodoviária Novo Rio ou de Lima, duas vezes por semana, com paradas de não mais de duas horas e passagem a R$ 820. Uma equipe do GLOBO embarcou nessa aventura com outros 46 passageiros. E, depois de 116 horas cruzando 120 municípios em setes estados brasileiros e seis departamentos peruanos, constatou que esse é um desafio encarado, quase sempre, por quem tem grandes motivações no fim da jornada, como será relatado em reportagens hoje e amanhã.

Primeiro dia - Quarta-feira

Às 9h15m de uma quarta-feira de março, quando o motorista deu a partida no ônibus, no Rio, ainda eram poucos os passageiros: seis, junto com três motoristas que se revezariam ao volante. Mas o silêncio dos instantes iniciais já evidenciava as expectativas que pairavam no ar, em histórias como a do espanhol Luis Morán, que dava a volta ao planeta numa pesquisa sobre políticas de gênero. Da janela, o dia cinzento na Via Dutra levava ao primeiro destino: o Terminal Tietê, em São Paulo, onde mais 35 viajantes subiriam. Aventureiros como a havaiana Angelika James, rumo a Machu Picchu. Mas também pessoas como Hilario Huamaní, peruano para quem o trabalho em São Paulo deixou de compensar devido à crise econômica no Brasil.

Viagem retomada, à noite, a parada para o jantar no Oeste paulista começaria a misturar os passageiros, entre eles e também com quem topavam no caminho. E, de repente, o ucraniano Eugenio Serguei, falando pouco português, já batia bola com o filho de um caminhoneiro.

— Saímos, um amigo e eu, de uma região perto da fronteira com a Rússia para ficar um tempo longe da guerra entre a Rússia e a Ucrânia — contava Eugenio.

Segundo dia - Quinta-feira

Plantação de soja em Mato Grosso do Sul - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Para todos os lados, uma imensidão quase plana, do amanhecer, em Mato Grosso do Sul, ao anoitecer, em Mato Grosso. O segundo dia de viagem começou e terminou em estradas cercadas por fragmentos do cerrado, plantações de soja e fazendas de gado do Centro-Oeste. E, de manhã, os passageiros já sentiam as durezas do percurso. Enquanto as horas passavam, percebiam que não haveria parada para o café da manhã. No lavatório do único banheiro do ônibus, não havia água. E os mais atentos viram que estavam acompanhados de outras passageiras: baratas.

Com fome, os viajantes só saíram do Ormeño no começo da tarde. Uma parada com restaurante e banheiros, com ducha a R$ 3. Refresco que só se repetiria à noite.

Terceiro dia - sexta-feira

Quando a sexta-feira despertou, em Rondônia, a viagem alcançava a Região Norte do país e, de volta à BR-364, a pista irregular e os buracos agora eram companheiros do cansaço. A parada para atenuar a exaustão trazia uma boa notícia diante do calor da Amazônia: havia duchas para tomar banho. Do lado de fora, chamava a atenção o sobe e desce de prostitutas em caminhões na beira da estrada.

O dia seguiria até o jantar em Porto Velho, que terminaria de forma inusitada. A americana Angelika foi a última a voltar para o ônibus. Chegou munida de desinfetante para tentar afastar as baratas que a assustavam e limpar o banheiro do ônibus — o mesmo veículo para toda a viagem —, que já estava pela hora da morte.


Quarto dia - sábado

Sul-africanos chegam à Lima - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Era começo de madrugada quando as luzes se acenderam, no primeiro ato de um sábado de incoerências. Começou com todos os passageiros tendo que descer do ônibus para atravessar, de balsa, o Rio Madeira, perto da divisa com o Acre. Uma ponte sobre o rio, na BR-364, está prevista desde 2010. O projeto foi licitado, e o início das fundações até ocorreu, em 2014. Mas a ponte ainda não ficou pronta.

É a obra que falta no caminho da Interoceânica, concluída nos anos 2000, mas que hoje tem trechos no Acre que mais lembram a pista de um rali. Condições que atrasaram a viagem, que só chegou à última cidade brasileira, Assis Brasil, às 10h15m. Na alfândega, sem revista das malas, nem o passageiro que levava 20 celulares comprados em São Paulo teve problemas. Mas uma suspeita levantada pela Polícia Federal trouxe tensão.

Sem que quase ninguém percebesse, de madrugada, em Rio Branco, cinco sul-africanos tinham embarcado no ônibus. Os policiais desconfiaram que as fotos nos passaportes não eram deles, que tinham traços sul-asiáticos. Além disso, os cinco vestiam camisas polo do mesmo modelo e, embora tenham alegado que viajavam a turismo, carregavam poucas malas. A polícia, então, resolveu examinar a bagagem do grupo. Um dos homens chegou a se esconder da inspeção. E, mesmo sendo alertada, a PF liberou os cinco para cruzar para Iñapari, no lado peruano.

Vencida essa etapa, alguns acompanhavam uma revista superficial das malas, outros trocavam reais por soles, a moeda peruana, no câmbio ilegal oferecido na rua, quando veio dos céus a recepção do Peru: um temporal amazônico. Ainda bem que, dali em diante, em direção a Puerto Maldonado e, à noite, ao começo da subida dos Andes, a estrada já não era o campo minado do lado brasileiro.

Quinto dia - domingo

Precipícios, picos e vales. A travessia dos Andes durou quase um dia, chegando a altitudes de 4.700 metros. Um cenário deslumbrante, mas que logo trouxe para alguns o soroche, o mal-estar gerado pelas alturas. Para tentar se sentir melhor, recorria-se a tudo: chupar pastilhas ou cheirar folhas de cebolinha. Mas o desconforto só se amenizou mesmo em terreno mais plano, à noite, depois de passar por cidades como Cusco e Abancay. Era o sinal de que Lima estava perto. Hora também de trocar contatos nas redes sociais. Afinal, o grupo viveu junto perigos e perrengues de lugares, às vezes, ermos. Mas, no confinamento do ônibus, também surgiram laços de amizade que suavizaram a distância.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/com-6-mil-km-conexao-rio-lima-testa-resistencia-de-passageiros-1-19054227#ixzz45QlbHZrE 
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quarta-feira, 9 de março de 2016

Itapemirim pede recuperação judicial


08/03/2016 07:40 - Valor Econômico

João José Oliveira / São Paulo

A empresa de transporte rodoviário Itapemirim, fundada em 1953, protocolou ontem pedido de recuperação judicial, na 13ª Vara Cível Especializada Empresarial de Vitória (ES). A dívida é de R$ 336,5 milhões.

O pedido envolve as empresas Viação Itapemirim; Transportadora Itapemirim; ITA, Imobiliária Bianca; Cola Comercial e Distribuidora; e a Flecha Turismo Comércio e Indústria. "É uma empresa com 60 anos de história que está sofrendo com a crise, e que quer resolver a situação e continuar servindo o país", disse ao Valor o advogado Gilberto Giansante, sócio da Giansante Advogados Associados, contratada para o processo de recuperação judicial da Itapemirim.

A companhia tem, a partir da decisão de juiz que avaliará se aceita ou não o pedido de recuperação judicial, 60 dias para apresentar o plano de recuperação aos credores - que deve ser votado em assembleia em seis meses. O processo é comandado pelo presidente da Itapemirim, Camilo Cola Filho.

Da dívida de R$ 336,5 milhões, uma fatia de R$ 42,7 milhões são dívidas trabalhistas, R$ 124 milhões são compromissos com garantia real (como imóveis, por exemplo), outros R$ 166 milhões de credores comuns (sem garantia) e ainda R$ 3,5 milhões devidos a micro e pequenas empresas.

Em nota, a Itapemirim afirmou que "a medida foi tomada principalmente pelo agravamento da conjuntura financeira e econômica pela qual passa o país e considerada a melhor decisão em razão do quadro atual".

A Itapemirim e as empresas da família Cola empregam 1,6 mil pessoas. Em 2014, a empresa transportou 3,2 milhões de passageiros, atendendo dois mil municípios em 22 Estados. Desde meados daquele ano, a companhia enfrenta a retração nos negócios. Em junho de 2015, a empresa vendeu 40% da frota e transferiu mais da metade das linhas em operação para a Viação Kaissara, também do Espírito Santo, ficando com as 68 linhas atuais.

Segundo a Associação Brasileira de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), a demanda pelo transporte interestadual de passageiros encolheu 7,8% em 2015 em relação a 2014.

O número de recuperações judiciais requeridas no primeiro bimestre de 2016 foi 116,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo a Serasa Experian. Foram 251 ocorrências - o maior para o acumulado do primeiro bimestre desde 2006.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Ministra apresenta o plano de infraestrutura para região amazônica

25/02/2016 - Mapa

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) apresentou hoje o Programa de Investimento em Logística (PIL) em rodovias, portos e ferrovias e investimentos em hidrologia para a Amazônia. O plano foi apresentado na V Reunião Ampliada do colegiado de deputados do Parlamento Amazônico, em Palmas (TO). A ministra citou o projeto de derrocamento do Pedral do Lourenço, que garantirá a navegabilidade, durante todo o ano, do rio Tocantins. 

"Essas obras de infraestrutura irão possibilitar uma redução os custos de exportação das empresas em até 37%, a partir dos portos do norte do país", destacou a ministra. Atualmente, é necessário escoar a produção pelos portos de Paranaguá e Santos. 

Kátia Abreu comentou que, em março, seis novos terminais portuários no Pará serão leiloados. Esses terminais vão ampliar a capacidade de operação em 22 milhões de toneladas, com investimento total estimado em R$ 1,8 bilhão. 

O programa de logística para a região também facilitará as exportações para os principais portos europeus, como o de Roterdã, na Holanda. 
A ministra citou como exemplo que para escoar a produção de Sorriso (MT) pelo porto de Paranaguá, no Paraná, são percorridos 2,1 mil quilômetros. O trajeto por Santarém é de 1,1 mil quilômetros.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A Novo Rio, a empresa rodoviária peruana Ormeño e o Consulado do Peru, inauguraram, hoje, pela manhã, a mais longa linha rodoviária do mundo!

30/01/2016 - 

Os 6.035 km que ligam o Rio de Janeiro a cidade de Lima (Peru) – de uma ponta a outra,do Atlântico ao Pacífico, agora podem ser feitos pelo transporte rodoviário por meio de um moderno ônibus double deck da empresa peruana Ormeño. A nova opção de viagem já está disponível com saídas regulares,a partir da semana que vem, pela Rodoviária Novo Rio (quartas e sábados) para os passageiros cariocas e o público sul americano que virá participar da Rio 2016. “Um percurso de 5 dias porém com uma riqueza e diversidade de povos, culturas e inúmeras belezas ecológicas pois cruza cinco Estados brasileiros e sete peruanos passando pela Amazônia e a Cordilheira dos Andes numa altitude de 4.750 metros. A própria viagem já é um acontecimento turístico belíssimo. Ficamos muito contentes com essa nova linha“,define o cônsul do Peru no Rio de Janeiro, Sr. Rolando Ruiz Rosas, que esteve presente, hoje, no lançamento da nova linha na Rodoviária Novo Rio (que ocorreu na plataforma 55) juntamente com o Sr. Oscar Vásquez, representante da Ormeño e vários jornalistas estrangeiros, além das equipes de um documentário alemão que filmará toda a viagem. A nova linha passará pelas cidades peruanas de Ica, Nazca, Abancay, Cuzco, Puerto Maldonado e Iñapari. No Brasil, haverá uma parada em Assis Brasil, cidade que fica na fronteira entre os dois países, e depois em Rio Branco, Porto Velho, Cuiabá, Campo Grande e São Paulo, antes de chegar ao Rio. O trajeto será feito pela Estrada Interoceânica do Sul, que liga a costa peruana do oceano Pacífico ao litoral atlântico brasileiro. Segundo o presidente da companhia, Julio César Ormeño, com esta nova linha muitos brasileiros que desejam visitar Cuzco não precisarão ir a Lima para pegar um voo rumo à antiga capital do império inca. “Como aconteceu quando inauguramos nossa rota para São Paulo, se abrem ainda mais as portas para que mais turistas brasileiros possam visitar a cidade de Cuzco e a cidadela inca de Machu Picchu”, declarou. A Ormeño possui linhas em São Paulo desde 2010 e a ampliação da rota até o Rio de Janeiro acontece no ano em que a cidade receberá os Jogos Olímpicos e poucas semanas antes do carnaval. Segundo a porta-voz da rodoviária Novo Rio, Beatriz Lima, além de aproximar os dois países pelo sistema rodoviário, a nova conexão será essencial aos turistas também de outras regiões como Equador, Colômbia que utilizaram, em massa, os ônibus para chegar ao Rio durante a Copa do Mundo no ano passado. A passagem custará R$ 760 reais até Cuzco e R$ 820 até o bairro de San Izidro (Lima) e as vendas estarão ocorrendo, por enquanto, no guichê da empresa Crucero del Norte na passarela central superior do terminal Novo Rio. As saídas ocorrerão sempre, às 9h, na plataforma 40. De acordo com estudos do governo, o índice de satisfação dos turistas após visitar o Peru é de 94%. É a indústria de mais rápido crescimento anual: 25% nos últimos cinco anos, a taxa mais alta que qualquer outro país da América do Sul. O ranking de origem dos turistas é: Estados Unidos, Chile, Argentina, Reino Unido, França, Alemanha, Brasil, Canadá e Itália. Os turistas brasileiros podem ingressar com passaporte ou documento de identidade nacional (RG). Não precisam de visa nem de certificado de vacina contra a febre amarela. 

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O Cônsul do Peru, Sr. Rolando Ruiz Rosas C. comemora o início das oeprações na Rodoviária Novo Rio. Ao lado, a assessora de comunicação faz as boas vindas representando a Concessionária Novo Rio na ocasião 30/01 no setor de desembarque inferior da Novo Rio,

O Cônsul do Peru, Sr. Rolando Ruiz Rosas C. comemora o início das oeprações na Rodoviária Novo Rio. Ao lado, a assessora de comunicação dá as boas vindas, representando a Concessionária Novo Rio na ocasião 30/01 no setor de desembarque inferior da Novo Rio,

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Empresa lança linha de ônibus entre o Rio de Janeiro e a capital do Peru

01/02/2016 - O Dia

Viagem dura cinco dias em um percurso de aproximadamente 6 mil quilômetros de distância

O DIA

Rio - Agora é possível viajar do Rio a Lima, no Peru, de ônibus. A empresa de transporte Expresso Internacional Ormeño S.A. lançou no fim de janeiro a novidade, uma das maiores linhas de ônibus rodoviário do mundo, com aproximadamente 6 mil quilômetros de percurso.

A viagem tem cinco dias de duração (e aventura!) até a capital peruana. A linha Rio-Peru atende as cidades de Ica, Nazca, Abancay, Cuzco (na região do santuário inca de Machu Picchu), Puerto Maldonado e Iñapari, todas no Peru. No Brasil, há paradas em Assis Brasil, próximo à fronteira peruana, Rio Branco, Porto Velho, Cuiabá e Campo Grande.

Ônibus Rio-Peru
Foto: Divulgação

O roteiro é complexo, com curvas fechadas e muitas subidas, cortando a Amazônia peruana e a Cordilheira dos Andres. Na Cordilheira dos Andes, a altitude chega a 4.726 metros, com velocidade média de 30 km/h.

Com informações do site Via Trolebus.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Moradores fazem mutirão para recuperar trechos da BR-319 no Amazonas

11/01/2016 -  Agência Brasil

Cansados de esperar pela recuperação da rodovia BR-319, que liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, em Rondônia, moradores da região resolveram fazer um mutirão para melhorar as condições da estrada. Por conta própria, estão promovendo pequenos reparos para facilitar o tráfego.

No último sábado, eles fizeram uma operação maior, chamada de Beija-Flor, para chamar a atenção das autoridades estaduais e federais. A mobilização começou pelo quilômetro (km) 350, considerado o pior trecho. Os moradores recuperaram pontes de madeira e retiraram os atoleiros, que aumentam por causa do período de chuva.

Deliane Rodrigues, moradora da cidade amazonense de Humaitá, diz que a situação atual da BR-319 atrapalha a vida de quem precisa passar pela rodovia. “Essa BR traz muitos benefícios para nós que moramos aqui em Humaitá e para mim, particularmente, que viajo por ela. A gente vai ver se consegue fazer o melhor com as nossas próprias mãos para melhorar a rodovia e poder transitar”, afirma. Ela acrescenta que “há muita lama, as pontes estão podres, os desvios estão cheios de água e a estrada cheia de barro ”.

Os atoleiros e as pontes quebradas também causam transtornos para o transporte público e comprometem a segurança dos passageiros, como relata o sócio de uma empresa de ônibus, Eduardo de Souza Machado. “As pontes estão em condições precárias, com risco de acidente. E aonde está muito ruim existe um desvio, e esse desvio é onde o ônibus atola. Fica três horas, quatro horas parado, esperando outro veículo para puxar. Em uma dessas pontes, nós tivemos um acidente, a ponte quebrou e um ônibus caiu de cima dela”, conta o empresário .

Deliane e Eduardo apoiam o movimento “BR-319 - Nós queremos o Brasil”. O grupo foi criado nas redes sociais e atualmente conta com 20 mil seguidores, segundo Pedro Fernandes, um dos coordenadores. “Nós queremos desenvolver essa ação para dar visibilidade, de modo que as pessoas tomem consciência da importância da BR-319 e que as autoridades se mobilizem em prol dessa causa. Não podemos aceitar que Manaus continue isolada do Brasil por meio terrestre. É plenamente possível conciliar o desenvolvimento da rodovia, o desenvolvimento do Amazonas, por meio dessa estrada, com a preservação do meio ambiente”, afirmou Pedro Fernandes .

Em outubro de 2014, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) embargou as obras de manutenção da BR-319, realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), no trecho entre os quilômetros 250 e 655, que liga Humaitá a Manaus. Segundo o Ibama, foram encontradas irregularidades e graves danos ambientais. No mês seguinte, o Dnit conseguiu a suspensão do embargo na Justiça, mas as obras não foram retomadas.

Em nota, o Dnit informou que aguarda a emissão de licença pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), para o início dos serviços de manutenção da rodovia. Acrescentou que aguarda também a licença de pavimentação do Ibama.

Sobre o mutirão de reparos, o Dnit declarou que “toda intervenção em uma rodovia federal tem que ter autorização do órgão, por questões de segurança nacional”. Lembrou que “não tem poder de polícia” portanto, não pode impedir.

Por telefone, o assessor da Diretoria de Licenciamento do Ibama, Rodrigo dos Santos, informou que não houve, por parte do Dnit, requerimento para liberação de uma licença de pavimentação. Disse que o instituto aguarda o relatório final dos impactos ambientais de obras na rodovia. O assessor também esclareceu que a licença ambiental embargada pelo Ibama no ano passado foi emitida pelo Ipaam e permitia apenas pequenas obras de conservação. Segundo ele, a medida foi tomada porque o Dnit estava fazendo obras além do que permitia a licença.

Em nota, o Ipaam informou que aguarda a formalização de um acordo com o governo do estado do Amazonas para definir a competência sobre o licenciamento ambiental da BR-319. No último dia 21 de dezembro, houve uma reunião entre o governador do estado, José Melo, e representantes do Ibama, do Ipaam e do Ministério Público Federal para tratar do assunto. Até o momento, segundo informações do site do governo amazonense, “o consenso é de que a emissão do laudo ambiental que autoriza as obras não pode ser feita de forma fragmentada, como vinha acontecendo”. Uma lei federal de abril do ano passado incorporou as licenças dos órgãos ambientais dos estados.

Em nota, o governo do Amazonas informou que “propôs ao Ibama e ao Ministério do Meio Ambiente a formalização e termo de cooperação, assegurando que o licenciamento ambiental da obra de recuperação da BR-319 - instalação, operação e manutenção -, em toda a extensão no âmbito estadual, seja expedido pelo Ipaam”. Segundo o governo, essa solicitação foi feita por meio de ofício enviado aos dois órgãos no último dia 4 de janeiro.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Grupo JCA ( 1001 ) compra a Expresso Kaiowa


04/01/2016 - www.catarinense.net

O Grupo JCA por meio da Catarinense acaba de adquirir a paranaense Expresso Kaiowa, somando agora mais uma grande empresa para o seu portfolio e expandindo ainda mais suas fronteiras pelo Brasil.

Agora você pode ir de Foz do Iguaçu até o Rio de Janeiro, com paradas também em Londrina e Maringá.

A Catarinense é uma empresa com mais de 87 anos de tradição no transporte rodoviário de passageiros e faz parte do Grupo JCA, um dos mais sólidos e respeitados do nosso segmento, composto pelas empresas Auto Viação 1001, Viação Cometa, Rápido Ribeirão, Opção Turismo, Sit Macaé, Metar Logística, Macaense e Expresso do Sul, que recebe com muito orgulho a Expresso Kaiowa S/A.

 Já a Expresso Kaiowa é uma empresa jovem, fundada em 01 de Fevereiro de 2001 pelo grupo Itapemirim, sendo seu nome denominação de uma antiga tribo da região, pertencente à nação Guarani,  sua criação possuiu  a intenção de fortalecer o grupo Itapemirim no estado do Paraná, tanto que a sede administrativa da empresa esta localizada na cidade de Foz do Iguaçu.

A empresa só começou a operar sua primeira linha  a partir de 25 de Agosto do mesmo ano, Foz do Iguaçu - Rio de Janeiro, que foi adquirida pelo grupo Itapemirim do grupo Eucatur, já em nova empreitada, no ano de 2003, a Expresso Kaiowa passou a operar também a Foz - Belo Horizonte e Foz - Juiz de Fora, linhas também adquiridas do grupo Eucatur.

Sua fundação trazia  como diferencial, uma administração com funcionários de extrema confiança do Sr. Camilo Cola, e o objetivo de prestar serviços com qualidade total, em custo operacional mais baixo, tanto em linhas intermunicipais quanto interestaduais. 

No primeiro semestre de 2008, o Expresso Kaiowa foi vendido para o Grupo Áurea, do empresário Nenê Constantino e após sua compra a empresa recebeu a sua única renovação da atual gestão da empresa, sendo 12 Busscar Jum Buss 380 e 02 Marcopolo G7s 1200, todos como motor Mercedes O-500RSD.

"Resolução nº 4951, de 02 de dezembro de 2015

Concede anuência prévia para transferência do controle societário da autorizatária especial de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros Expresso Kaiowa S/A.

A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, no uso de suas atribuições, fundamentada no Voto DSL – 072, de 2 de dezembro de 2015, e no que consta do Processo nº 50500.327190/2015-31, RESOLVE:

Art. 1º Conceder anuência para a operação de transferência do controle societário da autorizatária especial de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros Expresso Kaiowa S/A para a Auto Viação Catarinense Ltda.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

JORGE BASTOS
Diretor-Geral
Publicado no DOU em: 09/12/2015"