segunda-feira, 31 de julho de 2017

Licitada em 2015, obra de asfaltamento no trecho sul da BR-156 pode ser iniciada no fim do ano

31/07/2017 - G1 AP, Macapá

Governo do Amapá diz que projeto é complexo e que prazo de quase dois anos foi necessário para estudos e elaboração. Dnit defende que obras deveriam ser iniciadas de forma parcial.

Por John Pacheco

Sem asfalto, trecho Sul da rodovia é castigado por atoleiros no inverno amazônico (Foto: Silvan Rocha/Arquivo Pessoal)
Sem asfalto, trecho Sul da rodovia é castigado por atoleiros no inverno amazônico (Foto: Silvan Rocha/Arquivo Pessoal)

Com a ordem de serviço dada em dezembro de 2015 após processo licitatório, as obras de asfaltamento de um trecho de 61 dos 270 quilômetros do trecho sul da BR-156, entre Macapá e Laranjal do Jari, devem iniciar parcialmente até o fim de 2017, segundo previsão da Secretaria de Estado dos Transportes do Amapá (Setrap), executora da pavimentação.

O longo prazo entre a licitação e o início das obras preocupa o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), que aguarda pela finalização do projeto executivo para avaliação e posterior aprovação, o que pode liberar o começo do asfaltamento no trecho, que parte do entroncamento das BR-210 e 156 até um quilômetro após a ponte sobre o rio Vila Nova.

A Setrap explica que atualmente está na fase de finalização do projeto, e que o tempo passado de 1 ano e 7 meses desde a ordem de serviço foi necessário pela complexidade da obra. A secretaria aponta que até o fim do 2º semestre devem ser liberadas a construção das nove pontes de concreto ao longo do trecho. Atualmente todas são de madeira.

Obra no trecho pode começar pela substituição das pontes de madeira por pontes de concreto (Foto: Ascom/PRF)
Obra no trecho pode começar pela substituição das pontes de madeira por pontes de concreto (Foto: Ascom/PRF)

O superintentente do Dnit no Amapá, Fábio Vilarinho, lembrou que a delegação do asfaltamento no trecho para o estado foi feito mediante convênio assinado em dezembro de 2013. Com preços da época, a pavimentação do trecho foi orçada em R$ 214,8 milhões, dos quais o governo do estado recebeu cerca de R$ 30 milhões, que até o momento não foram utilizados.

"Um prazo razoável para entrega do projeto executivo é em entorno de 180 dias, mas o prazo extrapolou para 1 ano e sete meses, embora a supervisora já tenha liberado as pontes, que podem ser iniciadas em função da modalidade do processo licitatório", frisou Vilarinho, explicando que não existe possibilidade de rompimento do contrato e devolução dos recursos até dezembro de 2018.

Atoleiros atrasam viagens para Laranjal do Jari (Foto: Dalton Pacheco/Arquivo Pessoal)
Atoleiros atrasam viagens para Laranjal do Jari (Foto: Dalton Pacheco/Arquivo Pessoal)

O diretror de engenharia da Setrap, Alberio Pantoja, falou em cautela e detalhou os cuidados do governo com a composição do projeto, que ao longo desse período passou por diversos estudos, além das licenças ambientais, que demandaram tempo e não estavam inclusas na licitação.

"Um projeto executivo de uma rodovia requer cuidados, são quilômetros de projeto e é bastante complexo. Projetar uma rodovia não dá para se fazer em menor tempo do que está sendo executado, até por conta de evitar prejuízo para o erário. No momento que for aprovado não teremos problemas na execução", detalhou Pantoja.

O diretor acrescenta que essas licenças já foram concluídas e que a obra recebeu a liberação de órgãos ambientais para ser executada. A Setrap aguarda o pagamento da responsável pelos estudos de impacto para deliberar sobre a finalização do projeto executivo. Em seguida, os relatórios serão encaminhados ao Dnit, para realizar a apreciação.

"Fizemos esse tramite para atender as questões do Ibama, ICMbio e Iphan. Hoje só está faltando a PGE [Procuradoria-Geral do Estado] dar autorização para pagar a empresa do licenciamento ambiental. Assim que for pago será dada a licença de instalação que poderá iniciar a obra", explicou o diretor de engenharia.

Fábio VIlarinho, superintendente do Dnit no Amapá (Foto: John Pacheco/G1)

Trecho Sul da BR-156

Com quase 270 quilômetros de extensão, a única ligação terrestre entre Macapá e Laranjal do Jari não tem pavimentação e é alvo recorrente de atoleiros e lama durante o inverno amazônico dificultando as viagens de veículos de pequeno e grande porte.

Para asfaltamento, o trecho foi dividido em quatro lotes, dos quais dois estão sob responsabilidade do próprio Dnit, que diz ter aprovado o anteprojeto de um deles e aguardando recursos federais para licitar o outro. O quarto lote faz parte de um convênio com o Exército, que será responsável por pavimentá-lo. Cada um dos trechos tem cerca de 60 quilômetros de extensão.

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Mauricio Quintella inaugura trecho da BR-242 entre Bahia e Tocantins

28/07/2017 - Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil

Com a conclusão das obras, a rodovia está 100% pavimentada e vai beneficiar mais de 450 mil pessoas. Ministro Maurício Quintella participou da inauguração


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O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella esteve nesta sexta-feira (28/07), em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, para liberar o tráfego da BR-242 no estado. A obra faz parte de um corredor de ligação entre o oeste baiano e a região sudeste do estado de Tocantins. Foram investidos R$ 63,7 milhões no empreendimento, que vai beneficiar mais de 450 mil pessoas.

São 49 quilômetros de extensão, que vão do município de Luís Eduardo Magalhães até a divisa com o estado de Tocantins. A região é uma das que mais se desenvolve no Brasil, atingindo um crescimento de 12% ao ano. As obras já eram aguardadas há décadas pela população. Com a finalização do trecho, a rodovia 242 está completamente pavimentada agora.

Para o ministro, as obras de implantação, pavimentação, sinalização e drenagem da rodovia foram priorizadas pelo Governo Federal: “Estava claro que essa obra tinha que ser concluída. Tinha elevado grau de execução, além de ser um eixo de integração nacional”, afirmou o ministro, que lembrou de outros avanços em outras obras de infraestrutura no estado de Tocantins. “São mais 268 km que estamos pavimentando no estado. Já concluímos quase metade”, adiantou.

No setor de transportes, as obras estruturantes que estavam paradas e inacabadas estão sendo retomadas com o objetivo de impulsionar, cada vez mais, o crescimento do Brasil. “Estes são os resultados que procuramos em nossas ações: parcerias efetivas que cooperem com o progresso do país, consolidando o desenvolvimento”, finalizou Quintella.

Contorno de Coribe e Construção da BR-135 em Cocos

O ministro Mauricio Quintella também esteve, pela manhã, na cidade de Coribe (BA) para dar ordem de serviço para a construção do contorno de Coribe na BR-135. Serão investidos R$ 89,7 milhões para adequar o trecho entre Jaborandi, Coribe até Cocos.

O Ministro também visitou as obras de Pavimentação da BR-135, ligando Cocos a Divisa com Minas Gerais. As obras já estão com 30% de execução e gerou, até agora, 150 empregos. Já são 13 quilômetros de terraplanagem concluídos. O ministro afirmou que a retomada das obras no estado da Bahia é fundamental para combater o desemprego e gerar renda na região. “Nosso objetivo maior é melhorar a vida do povo baiano. Por isso, estamos apostando na priorização dessas obras, que vão impulsionar a economia local e facilitar a trafegabilidade”, garantiu

Fotos: Alberto Ruy

Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil
Assessoria de Comunicação

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Presidente da AMM defende conclusão da BR-242 em audiência pública

28/07/2017 - Folha Max

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios - AMM, Neurilan Fraga, participou nesta sexta-feira (28) da audiência pública em prol da conclusão das obras de pavimentação da BR-242, no trecho que liga Santiago do Norte ao município de Querência. A reunião ocorreu no município de Nova Ubiratã, às margens da rodovia federal, e contou com a participação de 11 prefeitos da região, do governador Pedro Taques, do diretor de infraestrutura do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Garcia, deputados estaduais e federais, vereadores e outras autoridades regionais.

Na ocasião, Neurilan defendeu a realização de uma caravana municipalista para que os prefeitos do Vale do Araguaia, Norte e Médio Norte conheçam de ponta a ponta essa importante via de escoamento. “Os prefeitos precisam participar dessas iniciativas, pois estão na ponta e conhecem as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais”, destacou.

Fraga também afirmou que é importante investir na integração rodoviária das regiões do estado. “Precisamos integrar as regiões para garantir o desenvolvimento do estado. Precisamos ligar o Araguaia às demais regiões produtoras, viabilizando o escoamento da nossa produção pelas rodovias e pela ferrovia de Goiás dando mais uma alternativa para a chegada até os portos do Atlântico”, frisou.

A audiência foi organizada pela Comissão Permanente Pró BR-242, que conta com a participação de lideranças políticas dos municípios de Sorriso, Nova Ubiratã, Ipiranga do Norte, Paranatinga, Itanhangá, Canarana, Gaúcha do Norte, Querência, Brasnorte e dos distritos Parque Água Limpa e Santiago do Norte. Nesta manhã, eles também realizaram um ato simbólico em prol da conclusão das obras, com uma interdição temporária da rodovia.

O prefeito de Nova Ubiratã, Valdeni dos Santos, agradeceu a presença do presidente da AMM que representou os 141 municípios na audiência. Valdeni explicou que o objetivo da reunião foi discutir os motivos que levaram à paralisação da obra e sensibilizar o governo federal para a importância desta rodovia para o desenvolvimento econômico da região. “A BR-242 é uma das mais importantes rotas de escoamento de grãos do país interligando Mato Grosso aos principais portos do Norte do país, como Miritituba no estado do Pará e Itaqui no Maranhão. Se concluída, ela será uma rota alternativa para exportação das commodities, fomentando a produção agrícola na região”, ressaltou.

O diretor de Dnit, Luiz Antonio Garcia, garantiu que a rodovia 242 é tratada como prioridade pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintella. Ele contou que as obras estão incluídas no Programa Avançar, do Ministério dos Transportes. Sobre as oito pontes previstas no traçado, Garcia disse que o departamento conseguiu na semana passada as licenças ambientais necessárias para tocar as obras, que já estão contratadas e contam com recursos do orçamento da União. “A previsão é que a rodovia seja concluída até o final de 2018”, revelou.

DNIT garante verba para concluir a BR-285

27/07/2017 - Engeplus


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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Duplicação da BR-290 avança, mas apenas em Pantano Grande

26/07/2017 - Gaz

Equipes trabalham nos desvios da área urbana e nos aterros e bueiros do restante do trecho

Por: FERNANDA SZCZECINSKI


Foto: Bruno Pedry
Após um ano e meio paralisadas, as obras estão em execução no lote 4, que começa na zona urbana e se estende por 13 quilômetros
Após um ano e meio paralisadas, as obras estão em execução no lote 4, que começa na zona urbana e se estende por 13 quilômetros

Retomadas em agosto do ano passado, as obras de duplicação da BR-290, entre Eldorado do Sul e Pantano Grande, estão paradas em três dos quatro lotes. O lote 4, que se estende do quilômetro 215, no perímetro urbano de Pantano Grande, até o quilômetro 228, que marca o fim desse trecho, já em direção a Cachoeira do Sul, é o único onde os trabalhos seguem em andamento. Antes do recomeço, em 2016, as obras ficaram paradas durante um ano e meio.

Segundo a Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado, o cronograma estabelecido em junho do ano passado, para utilização dos recursos disponíveis para 2016/2017, está sendo cumprido sem atrasos. O órgão informou ainda que os recursos disponibilizados pelo governo federal permitem só a execução plena da terraplenagem e a drenagem entre os quilômetros 218,5 e 228, o entorno do viaduto do quilômetro 215,2 (junto à Raabelândia), inclusive com a pavimentação da duplicação entre os quilômetros 215,2 e 216, compreendendo também as ruas laterais deste segmento. A conclusão dessas obras está prevista para dezembro deste ano.

O restante do trecho, entre os quilômetros 209 e 215,2, vai demandar prorrogação de prazo e nova dotação orçamentária. Ainda não há estimativa de conclusão de toda a obra devido aos recentes cortes orçamentários do governo federal.

Conforme o Dnit, já foram executados 75% da terraplenagem, 80% dos bueiros e 40% das cercas novas do lote 4. No perímetro urbano de Pantano Grande, 60% dos desvios foram feitos, faltando ainda a pavimentação asfáltica, que não foi executada na semana passada em razão das baixas temperaturas. No momento, as equipes trabalham nos aterros e bueiros do quilômetro 219 ao 221 e continuam os desvios no perímetro urbano de Pantano Grande.

Segundo o prefeito de Pantano, Cássio Nunes Soares, as equipes estão concluindo o asfaltamento das vias laterais entre os quilômetros 215 e 216, e os trabalhos seguem em plena atividade. “O foco era nas ruas paralelas até o momento, pois os condutores vão precisar utilizar essas vias como desvio. A partir de agora, vão dar início à elevada”, explicou.

O viaduto, conforme Soares, terá uma parte de concreto armado, com vão livre de 90 metros, e áreas de aterro com cerca de 300 metros para cada lado. Sobre a geração de empregos, o prefeito afirmou que cerca de 80 vagas foram criadas. “Já deu uma boa incrementada, mas não plenamente. Acredito que esse número pode dobrar ainda.” 

Governador Raimundo Colombo cobra mais rapidez na duplicação da rodovia Antônio Heil

26/07/2017 - O Município

Ele visitou a obra nesta quarta-feira de manhã

Por Marcos Borges 

Raimundo Colombo conversa com representantes do consórcio Triunfo/Compasa
Foto: Marcos Borges

Obra da duplicação do trecho municipal da Antônio Heil não tem verba garantida

O governador Raimundo Colombo quer mais agilidade na execução da obra de duplicação da rodovia Antônio Heil (SC-486), no trecho em Itajaí. Ele esteve no local nesta quarta-feira, 26, pela manhã, e elevou o tom de cobrança em relação ao consórcio Triunfo/Compasa, que executa a obra.

Colombo visitou o trecho de Itajaí da duplicação durante agenda no Vale do Itajaí, acompanhado do secretário estadual de Infraestrutura, Luiz Fernando Vampiro. Ele também esteve no trecho de Brusque, próximo à Irmãos Fischer.

O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) já fez declarações públicas de que o ritmo da obra em Itajaí está aquém do esperado. Colombo assumiu à imprensa que o cronograma da duplicação está atrasado.

“Não está se cumprindo o cronograma, o presidente do Deinfra [Wanderley Teodoro Agostini] está me informando. Estamos forçando, mas a obra ainda está lenta. O que estamos cobrando é que se desenvolva, precisamos dobrar o que está sendo feito mês a mês”, afirmou.

De acordo com o governador, o faturamento mensal da obra é de R$ 3 milhões, mas a capacidade de pagamento do governo estadual é maior. “A comunidade, o agente financiador e nós do governo queremos uma obra mais rápida. A gente tem o dinheiro no banco, mas é importante que a empresa acelere. Assim vai levar dois anos, não é possível”, disse Colombo.

Antes de falar com a imprensa, o governador conversou, em público, com os representantes do consórcio. Nesta quarta-feira, quando Colombo passou na rodovia, via-se operários em diversos trechos e os trabalhos seguiam em ritmo acelerado. 

No local, ficou decidido que as duas partes irão se reunir a cada 15 dias para atualizar o andamento da duplicação. “Espero que tudo seja mais ágil, o que nos comprometemos aqui é fazer reuniões de 15 em 15 dias, para medir o que foi feito e as dificuldades que existem. Dessa forma, ir melhorando o desempenho da obra”.

O secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), Ewaldo Ristow Filho, e o vice-prefeito Ari Vequi também acompanharam a visita.

A obra

Estão sendo investidos R$ 29 milhões para a duplicação do trecho de 3,2 quilômetros, por meio de convênio entre governo do estado e a Irmãos Fischer, com transferência de recursos do ICMS da empresa. Já para a extensão de 21 quilômetros pertencentes a Itajaí, os investimentos somam R$ 146 milhões.

https://omunicipio.com.br/governador-raimundo-colombo-cobra-mais-rapidez-na-duplicacao-da-antonio-heil/

Após 40 anos, trecho perigoso da Régis está sendo duplicado

27/07/2017 - Exame

Duplicação da principal rodovia federal entre o Sul e o Sudeste do país deve ficar pronta em 2017. Já em outras estradas federais, nada de obras à vista

Por Leo Branco 

Rodovia Régis Bittencourt: na pista velha, veículos se espremem numa via de mão dupla. Em cima, a pista nova, a ser inaugurada (André Lessa/Revista EXAME)

São Paulo – Quem trafega ultimamente pela Régis Bittencourt, rodovia federal que liga São Paulo a Curitiba, pode notar um trabalho intenso de operários a 77 quilômetros da capital paulista. Nos 30 quilômetros em que a estrada cruza a Serra do Cafezal — uma cadeia de montanhas cobertas por ipês e jequitibás, entre outras espécies —, 800 homens trabalham nos ajustes finais da duplicação do último trecho em pista simples entre as duas metrópoles.

Trata-se de uma rodovia que começou a ser ampliada nos anos 70 e que só agora terá uma estrutura condizente com sua importância para o país. Nos últimos sete anos, 20 quilômetros foram duplicados. No trecho que falta, as novas pistas terão 39 obras de engenharia, como pontes, viadutos e túneis. Desse total, falta terminar a escavação de um túnel de 420 metros, concluir o acesso a um viaduto e instalar a sinalização. “O plano é liberar as novas pistas em dezembro”, diz David Díaz, presidente no Brasil da espanhola Arteris, concessionária da estrada desde 2008. Caso tudo saia conforme o previsto, a boa notícia, embora tardia, será um alento em meio às incertezas que rondam os investimentos privados em rodovias.

O trecho da Régis Bittencourt em fase final de ampliação é hoje um dos mais movimentados e perigosos do Brasil — um verdadeiro suplício para o motorista. Por ser o caminho mais curto entre a capital paulista e os estados do Sul, por ali passam 70% das cargas transportadas entre as regiões Sul e Sudeste, o suficiente para um trânsito diário de 15 000 caminhões. A frota divide espaço com 10 000 automóveis que também usam a via diariamente. Considerando os dois tipos de veículo, atualmente a estrada recebe o triplo da carga prevista na inauguração em 1961.

O excesso de trânsito, aliado às curvas íngremes, causa lentidão até mesmo na madrugada, horário que costuma ser tranquilo em outras rodovias movimentadas. Na ânsia de fugir dos congestionamentos, muitos motoristas se aventuram em ultrapassagens proibidas, causando acidentes, como choques e tombamento de veículos. É uma realidade que persiste há quatro décadas, quando os perigos do trecho colaboraram para a Régis Bittencourt ganhar o triste título de “Estrada da Morte”.

Em 2016, segundo a Polícia Rodoviária Federal, houve uma morte a cada 3,7 quilômetros de estrada na Serra do Cafezal. As mortes no trecho, de acordo com a Arteris, caíram 47% nos últimos sete anos. Mas, ainda assim, a mortalidade na Serra do Cafezal no ano passado foi 24% maior do que a média nos 402 quilômetros da rodovia de São Paulo a Curitiba. Além disso, foi quase o triplo da média nas estradas federais brasileiras, de uma morte a cada 11 quilômetros, um patamar já elevadíssimo na comparação internacional: na Suécia, país com as estradas mais seguras do mundo, no ano passado houve uma fatalidade a cada 32 quilômetros.

Por que uma rodovia tão importante para a economia brasileira está em agonia há tanto tempo? A resposta é uma combinação de uma legislação ambiental rigorosa com órgãos públicos lentos na busca de saídas para conciliar a preservação do meio ambiente com o desenvolvimento econômico. O enrosco começou em 1978, quando parte da Serra do Cafezal que margeia a rodovia foi declarada área de preservação pelo governo federal por abrigar um dos poucos trechos remanescentes de Mata Atlântica no estado de São Paulo.

A proibição do corte de árvores nos arredores da estrada atrasou a tentativa de duplicação, que só foi apresentada em 1996, 20 anos depois das primeiras obras de ampliação da Régis. O projeto, feito pelo antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (atual Dnit), previa 4 quilômetros de viadutos para reduzir o corte de mata nativa. Mas a pressão cerrada de grupos ambientalistas formados por moradores da região fez com que o Ibama só concedesse a licença ao projeto em 2002, dois anos depois da duplicação do restante da rodovia entre São Paulo e Curitiba.

Sonho verde

Apesar da aprovação do Ibama, a perspectiva de uma solução rápida para o gargalo da Serra do Cafezal durou pouco. No ano seguinte, uma ação do Ministério Público Federal, a pedido dos ambientalistas, embargou o processo sob a justificativa de que a duplicação ameaçaria o hábitat de animais silvestres próximos de extinção, como a onça-parda e o papagaio-de-peito-roxo. “As novas pistas deveriam ser inteiramente sobre viadutos e em túneis para reduzir o corte de árvores nativas”, diz a pedagoga Léa Corrêa Pinto, fundadora da Terrae, uma das ONGs envolvidas no caso. Foi a solução adotada na segunda pista da rodovia dos Imigrantes, inaugurada pelo governo paulista em 2002 com obras de engenharia delicadas nos 11 quilômetros em que a via atravessa remanescentes de Mata Atlântica no caminho de São Paulo a Santos.

O alto custo do projeto na época, de 300 milhões de dólares, está sendo pago com um valor de pedágio salgado: 25 reais. Para azar dos ecologistas, a Régis foi concedida à iniciativa privada em 2007, no governo Lula, sob a lógica de garantir pedágios baratos (hoje ele custa 3 reais) em detrimento de poucos investimentos na modernização da estrada. O resultado: uma solução que agradasse aos ambientalistas ficou longe do radar dos órgãos públicos. Uma decisão favorável à duplicação saiu na Justiça em 2009.

Mas, a essa altura, a licença expedida pelo Ibama já havia caducado e o processo teve de ser recomeçado quase do zero. “Essa obra sofreu com um excesso de preocupações ambientais que não coadunam com a realidade brasileira”, diz Claudio Frischtak, presidente da Inter.B, consultoria em infraestrutura.

O fim do suplício na Serra do Cafezal só começou a ser desenhado de fato há quatro anos, quando o trecho inteiro foi licenciado pelo Ibama — um acontecimento festejado por quem depende da estrada. O projeto de duplicação saiu bem diferente do sonho dos ambientalistas: foram planejados novos túneis, viadutos e pontes, mas o total de obras de engenharia tem uma extensão próxima do que previa o projeto inicial. A demora no licenciamento ambiental dobrou o custo da obra em relação ao orçamento inicial: no total, a Arteris deverá aportar 1,3 bilhão de reais.

Os investimentos devem se pagar logo. O tempo médio de viagem entre São Paulo e Curitiba, hoje de até 10 horas, deverá cair para 6. A maior rapidez vai facilitar a vida das transportadoras que rodam ali. É o caso da paulista Imediato, que diariamente coloca 20% dos 900 caminhões para levar a produção das fábricas de bebidas da Ambev no Paraná e em Santa Catarina a clientes em São Paulo. “Com a duplicação, vou entregar a mesma quantia com 25% menos frota”, diz Roberto Zampini Junior, vice-presidente da Imediato.

O fim do gargalo poderá reduzir o custo logístico da Região Sul em 630 milhões de reais ao ano, segundo um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Para ter uma ideia da importância da obra, esse valor é 30% do total de ganhos possíveis numa lista de 51 projetos federais de infraestrutura mapeados na região. “Hoje, o trânsito na Serra do Cafezal força nossas indústrias a aumentar os estoques para evitar que a linha de produção fique desabastecida, causando perda de eficiência”, diz João Arthur Mohr, consultor da Fiep.

Se o suplício na Régis Bittencourt está perto do fim, o mesmo não pode ser dito de outros gargalos em estradas federais sob gestão privada. Nas contas da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, obras nos 15 principais pontos de estrangulamento de trânsito no país liberariam 30 bilhões de reais em investimentos. É o caso da duplicação de rodovias como a Transbrasiliana, no interior paulista, e a do Aço, no Rio de Janeiro, que poderiam movimentar 4,4 bilhões de reais. “Infelizmente, parece que tudo está regredindo no setor rodoviário”, diz César Borges, ex-ministro dos Transportes e presidente da ABCR.

Na lista de problemas estão desde a demora no licenciamento ambiental até a falta de autorização de obras pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A liberação de obras teria de ser acompanhada de extensão do contrato ou reajuste de pedágio para compensar o investimento da concessionária. Até agora, os técnicos do Tribunal de Contas da União têm visto nessas propostas uma forma de as concessionárias burlarem a concorrência — para eles, novas obras requerem licitação.

Para especialistas no setor, o receio dos técnicos da ANTT em receber sanções do tribunal por esse motivo travou o setor. A agência reguladora diz que está buscando um entendimento com o tribunal. “Temos ansiedade em ver as obras saírem”, diz Luiz Fernando Castilho, superintendente da ANTT. Ainda há muito a ser feito para resolver os gargalos das estradas federais. O entrosamento dos órgãos públicos seria um começo para evitar esperas tão longas quanto a dos usuários da Régis Bittencourt.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

No Rio, duplicação de rodovia é paralisada

24/07/2017 - Jornal Floripa

Rio, 23 - Rodovia estratégica por ligar o Rio de Janeiro a Minas Gerais, a BR-040 enfrenta hoje situação precária no trecho entre a capital fluminense e Petrópolis, na região serrana do Estado. A construção da obra conhecida como Nova Subida da Serra está parada há um ano, sem previsão de retomada. 

Apreciar a paisagem de belas montanhas emolduradas pela Mata Atlântica na Rio-Petrópolis é atualmente uma missão quase impossível para os motoristas. A estrada requer atenção redobrada, em especial em dias de chuva e nevoeiro intenso, o que é comum na região. Moradores da região serrana do Rio de Janeiro e os demais usuários da BR-040 convivem com buracos, desníveis na pista, iluminação insuficiente e falta de acostamento em vários trechos da rodovia. Os motoristas foram relegados à condição de coadjuvantes de pouca importância na novela que se tornou a construção da Nova Subida da Serra. 

A obra foi proposta pela Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora-Rio (Concer), concessionária do trecho desde 1995. Depois de uma longa análise, foi incluída no contrato de concessão pela a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A expectativa era que, pronta, reduzisse em 30 minutos o tempo de

viagem entre as duas cidades. O Tribunal de Contas da União (TCU), porém se opôs à mudança no contrato, a liberação de recursos públicos para a obra e alega ter encontrado indícios de superfaturamento. Enquanto órgãos públicos e empresa tentam chegar a um consenso, os motoristas seguem em compasso de espera. ?É uma estrada antiga e perigosa. Tem uma curva em que volta e meia um caminhão vira e aí para tudo. Desde que começaram a pensar na obra a estrada velha está mal cuidada. 

Agora não temos nem a subida nova nem a velha?, diz a psicóloga Virgínia Ulyssea, moradora de Petrópolis há 40 anos. Cobrança continua. Para os usuários da rodovia, como Leo Silva, de 36 anos, o pedágio de R$ 12,40 sai caro. ?

A concessionária tem abandonado a rodovia. Tem muitos buracos. Eu mesmo já socorri motoqueiros que caíram. Sentimos em casa a trepidação dos caminhões.? Como a pista da Rio-Petrópolis é estreita, a ANTT restringiu o tráfego de carretas e caminhões na subida da serra nas vésperas de feriados, sextas-feiras e sábados. Em janeiro, o TCU detectou ir regularidades como o sobrepreço de R$ 203,8 milhões no valor a ser aportado pela ANTT, de R$ 97 milhões no orçamento das obras e valores superestimados de impostos. 

Com tráfego médio de 43 mil veículos por dia, a rodovia ainda convive com o traçado original, de 1928. O projeto da Nova Subida da Serra engloba uma pista de 20,7 quilômetros, a duplicação da atual e o maior túnel rodoviário do País, com 4,6 quilômetros. Hoje ele já é visível, mas permanece fechado. A expectativa é reduzir em 30 minutos o tempo de viagem entre Rio e Petrópolis. Canteiros vazios. 

No auge da obra, a Concer chegou a empregar 1,2 mil operários. Agora os canteiros estão vazios e há equipamentos parados ao longo do caminho. Na estrada é possível ver parte da duplicação já realizada e viadutos por terminar. Um deles fará a ligação da atual pista de descida da serra - que, duplicada, servirá também para subida - e o novo túnel. 

Haverá um caminho alternativo para quem não quiser utilizá-lo e preferir passar pela estrada velha. De acordo com a Concer, 50% da obra está concluída. A estimativa é que sejam necessários mais 18 meses para terminar a construção. O problema é que não há previsão de quando a obra será retomada. Tudo depende do de um acerto de contas entre Concer, TCU e outras autoridades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Mariana Durão)

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/07/23/internas_economia,885975/no-rio-duplicacao-de-rodovia-e-paralisada.shtml

terça-feira, 25 de julho de 2017

Duplicação da GO-070 entre Goiânia e cidade de Goiás será concluída até fim de 2017

24/07/2017 - Goiás Agora

O governador Marconi Perillo vistoria nesta terça-feira, dia 25, às 16 horas, a última etapa da obra de duplicação da GO-070 de Goiânia até a cidade de Goiás. A vistoria faz parte da agenda de compromissos de Marconi durante a transferência da capital para a cidade de Goiás. As obras estão em ritmo acelerado, e devem ser concluídas até o final deste ano.

Desde o mês de maio, a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) trabalha na finalização da duplicação da GO-070, no trecho entre Goiás e o trevo de Mossâmedes, com 14,5 quilômetros de extensão, e investimento de R$ 100 milhões. A duplicação completa, de Goiânia até a cidade de Goiás, tem 150 quilômetros de extensão.

A duplicação da GO-070 é uma das 39 obras rodoviárias e de aeródromos em execução com recursos do Goiás na Frente, com investimento de R$ 650 milhões. A Agetop trabalha em dois pontos da etapa final de duplicação da GO-070: no trecho entre a cidade de Goiás e o trevo de Mossâmedes, e no trecho Itauçu – Entroncamento com a GO-164 (Mossâmedes), que envolve o trevo de acesso à Taquaral, à entrada e saída de Itaberaí, e o encabeçamento da  segunda ponte sobre o Rio Uru.

A duplicação da GO-070 compreendeduplicacao3 também iluminação de todo o trecho, paisagismo dos canteiros laterais e central da pista, além de retornos e acessos. Quando estiver concluída, a duplicação da GO-070 dará acesso às cidades de Goianira, Inhumas, Itauçu, Itaberaí, Goiás e municípios vizinhos.

A duplicação aumenta a segurança na via, melhora a fluidez do trânsito na rodovia e também incentiva o turismo na cidade de Goiás, que completa 290 anos de história, e é um dos principais patrimônios da humanidade no Brasil. A duplicação da GO-070 faz parte do cronograma de obras rodoviárias previstas pelo programa Goiás na Frente.

Em maio, Marconi autorizou a obra de encabeçamento da ponte sobre o Rio Uru, que tem 40 metros de extensão. Com o encabeçamento da ponte já em fase final, foi possível retomar a duplicação do trecho do trevo de Mossâmedes a Goiás. Neste mês, durante a passagem da caravana do Goiás na Frente pela cidade de Inhumas, Marconi assinou ordem de serviço para conclusão da duplicação da GO-070, ao valor de R$ 120 milhões.

Gabinete de Imprensa do Governador

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Estradas do Espírito Santo batem recordes em perigos e acidentes

24/07/2017 - Jornal Nacional

VÍDEO:


No Rio, duplicação de rodovia é paralisada

23/07/2017 - Istoé

Rodovia estratégica por ligar o Rio de Janeiro a Minas Gerais, a BR-040 enfrenta hoje situação precária no trecho entre a capital fluminense e Petrópolis, na região serrana do Estado. A construção da obra conhecida como Nova Subida da Serra está parada há um ano, sem previsão de retomada. Apreciar a paisagem de belas montanhas emolduradas pela Mata Atlântica na Rio-Petrópolis é atualmente uma missão quase impossível para os motoristas. A estrada requer atenção redobrada, em especial em dias de chuva e nevoeiro intenso, o que é comum na região.

Moradores da região serrana do Rio de Janeiro e os demais usuários da BR-040 convivem com buracos, desníveis na pista, iluminação insuficiente e falta de acostamento em vários trechos da rodovia. Os motoristas foram relegados à condição de coadjuvantes de pouca importância na novela que se tornou a construção da Nova Subida da Serra.

A obra foi proposta pela Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora-Rio (Concer), concessionária do trecho desde 1995. Depois de uma longa análise, foi incluída no contrato de concessão pela a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A expectativa era que, pronta, reduzisse em 30 minutos o tempo de viagem entre as duas cidades. O Tribunal de Contas da União (TCU), porém se opôs à mudança no contrato, a liberação de recursos públicos para a obra e alega ter encontrado indícios de superfaturamento. Enquanto órgãos públicos e empresa tentam chegar a um consenso, os motoristas seguem em compasso de espera.

“É uma estrada antiga e perigosa. Tem uma curva em que volta e meia um caminhão vira e aí para tudo. Desde que começaram a pensar na obra a estrada velha está mal cuidada. Agora não temos nem a subida nova nem a velha”, diz a psicóloga Virgínia Ulyssea, moradora de Petrópolis há 40 anos.

Cobrança continua. Para os usuários da rodovia, como Leo Silva, de 36 anos, o pedágio de R$ 12,40 sai caro. “A concessionária tem abandonado a rodovia. Tem muitos buracos. Eu mesmo já socorri motoqueiros que caíram. Sentimos em casa a trepidação dos caminhões.”

Como a pista da Rio-Petrópolis é estreita, a ANTT restringiu o tráfego de carretas e caminhões na subida da serra nas vésperas de feriados, sextas-feiras e sábados.

Em janeiro, o TCU detectou ir regularidades como o sobrepreço de R$ 203,8 milhões no valor a ser aportado pela ANTT, de R$ 97 milhões no orçamento das obras e valores superestimados de impostos.

Com tráfego médio de 43 mil veículos por dia, a rodovia ainda convive com o traçado original, de 1928. O projeto da Nova Subida da Serra engloba uma pista de 20,7 quilômetros, a duplicação da atual e o maior túnel rodoviário do País, com 4,6 quilômetros. Hoje ele já é visível, mas permanece fechado. A expectativa é reduzir em 30 minutos o tempo de viagem entre Rio e Petrópolis.

Canteiros vazios. No auge da obra, a Concer chegou a empregar 1,2 mil operários. Agora os canteiros estão vazios e há equipamentos parados ao longo do caminho. Na estrada é possível ver parte da duplicação já realizada e viadutos por terminar. Um deles fará a ligação da atual pista de descida da serra – que, duplicada, servirá também para subida – e o novo túnel. Haverá um caminho alternativo para quem não quiser utilizá-lo e preferir passar pela estrada velha.

De acordo com a Concer, 50% da obra está concluída. A estimativa é que sejam necessários mais 18 meses para terminar a construção. O problema é que não há previsão de quando a obra será retomada. Tudo depende do de um acerto de contas entre Concer, TCU e outras autoridades.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 23 de julho de 2017

MP da concessão deixa dramática a situação das rodovias brasileiras

23/07/2017 - Correio Braziliense

Concessionárias não cumprem contratos e correm o risco de serem obrigadas a devolver as estradas

Simone Kafruni

É dramática a situação das rodovias privatizadas por Dilma Rousseff. Nem mesmo a Lei nº 13.448, de 2017, que serve como uma luva para destravar investimentos nas ferrovias, soluciona o impasse. Sem dinheiro e sem o prometido crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as concessionárias suspenderam os investimentos na duplicação das estradas, estimados em mais de R$ 30 bilhões pela Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR). Essas operadoras correm o risco de serem obrigadas a devolver as estradas ao governo por não cumprirem os contratos.

Das seis rodovias leiloadas na chamada 3ª etapa — BR-163/MS, BR-163/MT, BR-040/DF/GO/MG, BR-060-153-262/DF/GO/MG, BR-153/GO/TO e BR-050/GO/MG —,  apenas a MGO Rodovias, empresa responsável pelas obras da principal ligação do Distrito Federal com São Paulo, a BR-050, está com o cronograma em dia. As demais, que cruzam o Centro-Oeste e escoam grande parte da produção agrícola do país, paralisaram os investimentos em duplicação. Uma delas, a Via 040, da Invepar, cogita usar o expediente de devolução amigável previsto na lei. Na BR-153, a concessão caminha para caducidade.

A paralisação das obras tem impacto direto no emprego. O caminhoneiro José Jorge de Campos Abreu, de 64 anos, que há três terceiriza o serviço para a MGO, diz que recebe hoje cinco vezes menos do que há cinco anos. "Mas eu tenho que agradecer, porque meus colegas, que trabalhavam para as outras concessionárias, estão sem receber e parados", diz.

O presidente da ABCR, César Borges, explica que o cenário econômico mudou após os leilões, realizados em 2012 e 2013. "Houve uma queda de 30% no tráfego por causa da crise, e o BNDES restringiu o financiamento. Concedeu o empréstimo ponte, mas, na hora de dar o definitivo, reduziu de 70%, como estava previsto, para 40%", diz. As companhias ficaram sem capital. E a MP das Concessões, convertida na lei nº 13.448, não contempla as rodovias. "O atual governo não entendeu o caso. E criou uma lei que prevê a devolução das concessões, mas não especifica como será feita a indenização dos investimentos feitos até agora", lamenta Borges. Procurado, o BNDES não comentou o assunto.

A especialista em concessões de rodovias Letícia Queiroz de Andrade, sócia do Escritório Queiroz Maluf, revela que nem todas as companhias querem devolver as concessões. "A ampla maioria quer mudanças no contrato para readequação do equilíbrio econômico-financeiro", explica. A questão é que os problemas estão se acumulando, sem que o governo faça alguma coisa, o que obriga a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a pressionar pela caducidade das concessões, já que as obrigações contratuais não estão sendo cumpridas.

"O problema da 3ª etapa é que obrigava a duplicação dos trechos nos primeiros cinco anos. Nenhuma concessionária, sem financiamento, conseguiu cumprir. Na MP das Concessões apareceu um artigo que dava poderes à ANTT para postergar essa obrigação para 12 anos ou por meio do conceito de necessidade, conforme a demanda. No momento da aprovação da MP, esse artigo caiu", diz Letícia.

Solução

O governo vem prometendo uma solução, por meio de uma MP específica para as rodovias. Uma fonte do Ministério dos Transportes diz que ela está em elaboração, mas não há prazo para ser editada. "Estamos em compasso de espera. O governo precisa lançar logo uma MP para as rodovias", ressalta Borges, da ABCR. Letícia estima que as empresas não aguentarão mais que três meses. "A MP ainda precisa ser formulada, aprovada, virar lei e depois ser regulamentada. Tudo isso tem um prazo e há concessões em que já está configurada a caducidade”, assinala.

Em 26 de junho, a ANTT recomendou ao Ministério dos Transportes a decretação da caducidade do contrato de concessão da BR-153/GO/TO, sob responsabilidade da Galvão. A pasta diz que "o processo encontra-se em análise técnica e jurídica". Sobre as demais concessões, o ministério afirma que ainda não há proposta de caducidade. "Embora se observe atrasos na execução das obras, eles podem ser ajustados pela ANTT, no cálculo do reequilíbrio econômico-financeiro", afirma, em nota.

"Estamos em compasso de espera. O governo precisa lançar logo uma MP para as rodovias" —César Borges, Presidente da ABCR

O que diz cada operadora

» O Grupo CCR, controlador da CCR MSVia, da BR-163/MS, informa que protocolou na ANTT um pedido de revisão contratual e comunicou a suspensão das obras de duplicação. "A proposta da empresa é rediscutir as bases do contrato à luz das dificuldades atuais, como atraso em licença ambiental e mudança das bases para financiamento do empreendimento pelo BNDES e pela Caixa, reduzindo de 70% para 40% o montante financiado". A empresa diz que o governo demorou um ano a mais do que o previsto para liberar as obras.

» A Via 040, concessionária do trecho entre Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG) da BR-040, conta que investiu, desde 2014, R$ 1,78 bilhão em obras e que já duplicou 73 km. "A licença ambiental, uma obrigação contratual por parte do governo, foi liberada somente em 13 de abril, com mais de dois anos de atraso. "A demora impactou o projeto da concessão, alterando custos, cronogramas e a mobilização de frentes de obras", justifica. A Via 040 protocolou em maio pedido de revisão do contrato e avalia as possibilidades da lei 13.448/2017.

» A Triunfo Concebra informa que, desde que assumiu a concessão da BR-060-153-262/DF/GO/M, em 2014, tem trabalhado dentro dos parâmetros de atendimento do seu contrato com a ANTT e que é do interesse da empresa seguir com o cumprimento do contrato. Entretanto, se for possível a reprogramação das obras utilizando a real necessidade econômica-financeira das duplicações com consequente repactuação dos prazos, possivelmente não será necessária a utilização da Lei 13.448.

» A Rota do Oeste, concessionária da BR-163/MT, afirma que entregou o equivalente a 26% da obrigação total das obras de duplicação, que é de 453 km. "No entanto, o financiamento de longo prazo para o projeto até o momento não foi aprovado, o que inviabilizou o início da segunda etapa do projeto, ainda no ano passado". Nos primeiros cinco anos, estavam previstos R$ 3,9 bilhões em investimentos. "O projeto é econômica e financeiramente viável. Portanto, neste momento a caducidade ou a relicitação não se apresentam como soluções", conclui.

Duplicação da BR-101 no ES não será feita, diz Eco101

22/07/2017 - G1



Como alternativa, empresa propõe terceiras faixas e contornos. Mesmo sem a duplicação, pedágio não vai cair.

Por Vilmara Fernandes, A Gazeta

Trechos, como o da Serra a Fundão, receberiam terceiras faixas para melhorar fluidez do trânsito  (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)
Trechos, como o da Serra a Fundão, receberiam terceiras faixas para melhorar fluidez do trânsito (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)

A duplicação da BR-101, prevista em contrato assinado em 2013, não será realizada. A confirmação é da concessionária responsável pelas obras, a Eco101. “As dificuldades afetaram o contrato de tal forma que não há como recuperar o atraso. Na forma como está, não se cumpre”, assinalou Roberto Paulo Hanke, diretor superintendente da empresa.

Dentre os problemas por ele listados que inviabilizaram o andamento das obras, está a demora na concessão do licenciamento ambiental, as dificuldades com as desapropriações e desocupações da faixa de domínio - por onde passa a rodovia -, e a crise econômica.

O último fator se refletiu ainda na redução do tráfego na via em cerca de 25%, que se estabilizou no último ano no patamar baixo, o que afetou a arrecadação com pedágio.

“As dificuldades iniciadas há três anos continuam iguais. Não é por um desejo nosso, mas o contrato não é exequível. E a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sabe disso e ainda que precisa tomar uma atitude”, ponderou Hanke.

Alternativa

Como alternativa para resolver os problemas da BR-101, a concessionária apresentou um estudo para a ANTT propondo a realização de um novo conjunto de obras, em substituição a duplicação prevista no atual contrato.

“A proposta foi entregue em novembro do ano passado e reforçada em março deste ano. Aos nossos acionistas, a ANTT informou que deve nos dar uma resposta até setembro”, explicou Hanke.

Até a proposta ser aprovada pela ANTT, a concessionária se propõe a continuar fazendo a manutenção da rodovia, concluir a recuperação da pavimentação - já foram feitos 350 quilômetros e faltam 120. Teria ainda que terminar as obras do contorno de Iconha e de trechos onde as obras de duplicação foram iniciadas.

Na avaliação da Eco101, a mudança proposta não significa uma mudança no contrato. “Trata-se de uma repactuação, um novo arranjo do cronograma de investimentos”, pontua o superintendente. E acrescenta que esta possibilidade está prevista no edital de licitação, como uma reavaliação que deve ser feita a cada cinco anos.

Mudança

Pelo estudo da concessionária, os 475,9 km da BR-101 foram divididos em 51 subtrechos. Todos receberiam algum tipo de obra, mas cinquenta deles foram considerados críticos, regiões onde o tráfego é emperrado por conta de condições da pista. Eles seriam alvo da construção de terceiras faixas que facilitariam as ultrapassagens, evitando que caminhões, por exemplo, segurem a fluidez do tráfego.
Somadas, estas terceiras faixas representam 58 km. Hoje, a rodovia no estado possui 48 quilômetros de faixas adicionais. Estes pequenos trechos seriam distribuídos de Norte a Sul. Por exemplo, entre a divisa com a Bahia e São Mateus seriam construídas terceiras faixas em cinco pontos; outros onze pontos entre São Mateus e Serra; e outros 14 pontos entre Viana e a divisa com o Rio de Janeiro.

Em alguns desses pontos ocorre um maior número de acidentes, como a região do Seringal, entre Viana e Amarelos, em Guarapari. Outro exemplo é o trecho entre João Neiva e Ibiraçu.

Os novos investimentos focam ainda na construção de cinco novos contornos para retirar o trânsito urbano da rodovia. Vão ser construídos, em São Mateus, Linhares, Ibiraçu, Fundão e Rio Novo do Sul. Além destes, seria concluído o que já está em andamento, em Iconha, previsto no atual contrato.
Consta ainda da proposta a realização de obras no Contorno de Vitória, com a construção de 13 quilômetros de vias marginais interligando o trecho de Cariacica até o trevo com a BR-262, em Viana. Seriam implantados ainda viadutos em desnível e mais 11 passarelas.

Obras, segundo Hanke, que ajudariam a resolver os gargalos da rodovia, “Hoje a BR 101 não exige o nível de duplicação, em toda a sua extensão. Ela seria feita no futuro, nos pontos onde houvesse demanda”, assinala.

Mesmo sem duplicar, pedágio não cai

Praça do pedágio na Serra, onde é pago o preço pelo uso da rodovia no município (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta) Praça do pedágio na Serra, onde é pago o preço pelo uso da rodovia no município (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)

Praça do pedágio na Serra, onde é pago o preço pelo uso da rodovia no município (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)
Praça do pedágio na Serra, onde é pago o preço pelo uso da rodovia no município (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)

A mudança nas obras previstas para a BR 101 – onde não mais será realizada a duplicação – não vai significar uma mudança no pedágio pago pelos usuários nas sete praças existentes na rodovia.

“Nada muda. Nossa proposta é manter o mesmo valor, nem subindo nem baixando”, explica Roberto Paulo Hanke, diretor superintendente da Eco101. Se percorrer toda a rodovia, o usuário paga R$ 30,80.

O valor da tarifa tem relação com o que será aplicado em obras pela concessionária ao longo do contrato e que, segundo Hanke, vai ser mantido: R$ 3,2 bilhões.

Com a reprogramação das obras, acrescenta, vão ser feitos investimentos não previstos anteriormente no contrato. Ele se refere aos cinco contornos que foram incluídos na proposta apresentada para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nas cidades de São Mateus, Linhares, Ibiraçu, Fundão e Rio Novo do Sul. “Outros investimentos, como a duplicação, vão ser distribuídos ao longo do tempo, o que me permite fazer os contornos antes”, diz Hanke.

Ele se refere a uma possível duplicação de trechos da BR-101 que podem vir a ser feitos no futuro. “Quando análises indicarem que trechos demandam uma ampliação”, explicou o superintendente.

Divisão

O estudo apresentado pela concessionária, segundo Hanke, levou em consideração uma análise mais aprofundada das características da rodovia. No edital do governo federal, que resultou no contrato em vigor, a BR-101 havia sido dividida em nove subtrechos e sobre eles foram definidas os serviços que deveriam ser prestados. “Não fizeram distinção entre trechos urbanos e rurais. Trataram a rodovia como se ela fosse homogênea”, relata.

A nova divisão proposta pela concessionária - em 51 partes - permite, segundo Hanke, um levantamento mais detalhado do tráfego e das peculiaridades e características de cada ponto. “Assim foi possível identificar as necessidades de intervenção e adequar o nível de serviço em alguns segmentos, com efetiva possibilidade de redução de acidentes”, relata o superintendente.

Hanke finalizou que a concessionária não pensa em abandonar o contrato. “Para nós não há vantagem em abandoná-lo e, para o estado, é perder um volume de investimentos que a rodovia necessita e não pode mais postergar”, disse.

Números

R$ 550 milhões
Maio/2014 a maio/2017
Valor arrecadado com o pagamento de pedágio nas sete praças.

R$ 3,2 bilhões
Obras
Valor previsto no contrato para ser investido em obras, pela concessionário, ao longo dos 25 anos do contrato.

R$ 600 milhões
Maio/2013 a maio/2017
Valor investido na restauração de pista antiga, sinalização, construção de 8 passarelas, drenagem, construção de 23 quilômetros de ruas laterais e obras do Contorno de Iconha.

R$ 280 milhões
Maio/2013 a maio/2017
Investidos na operação da rodovia e no serviço de emergência aos usuários.

Fonte: Eco101


BR-101 poderá ser percorrida em seis horas

Caso o novo conjunto de obras proposto pela Eco101 seja aprovado – construção de cinco contornos e terceiras faixas – elas poderiam ser executadas em até seis anos. Com isto, explica o diretor superintendente da concessionária, Roberto Paulo Hanke, seria possível percorrer os 475,9 quilômetros da BR 101 no Estado em até 6 horas. Hoje são necessárias dez horas.

Este é um dos benefícios esperados, segundo ele, além da redução do número de acidentes, principalmente em trechos urbanos.

Hanke explica ainda que as novas obras propostas poderiam começar imediatamente, pelo menos a construção das terceiras faixas, por não necessitar de licenciamento ambiental. “Já possuímos licença para operar a rodovia e a própria direção do Ibama já explicou que com ela podemos construir as terceiras faixas”, explica o superintendente.

Outra vantagem, segundo ele, é que para as terceiras faixas não seria necessário um volume expressivo de desapropriações ou desocupações na faixa de domínio. “Temos poucos pontos, muito poucos, em que teríamos mais trabalho com a desocupação. Elas vão ser feitas nos limites da faixa de domínio”, acrescenta Hanke, explicando ainda que para este tipo de obra também não seria necessário interditar trechos da rodovia. “Apenas uma faixa sinalizando”, pontua.

Para os contornos seria necessário licenciamento ambiental, semelhante a autorização concedida para Iconha. “Mas já há um processo em curso no Ibama”, relata Hanke.

MPF: “Duplicação é premissa do contrato”

Para o Ministério Público Federal (MPF), qualquer alteração relevante nas bases do contrato assinado pela Eco101 precisa ser muito bem justificada, uma vez que a licitação foi feita tendo a duplicação como premissa. “A duplicação foi das principais justificativas para a concessão. Então, fica difícil fundamentar uma alteração substancial, ainda mais com sérias dúvidas sobre o atendimento ao interesse público”, ponderou André Pimentel Filho, procurador da República.

Por nota a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que a proposta apresentada pela concessionária ainda está sendo avaliada. “Ainda não há prazo de quando será dada uma resposta”, diz o texto, acrescentando que os órgãos de controle externo serão envolvidos na discussão.

Marcelo Alcides dos Santos, gerente de Fiscalização e Controle de Rodovias da ANTT, já havia adiantado, em depoimento a parlamentares federais na comissão que fiscaliza o contrato que, para o TCU, que alteração contratual fere o edital que deu origem à licitação.

Duplicação da BR-364-MT, situação das obras

23/07/2017 - Domingão do Caminhão

VÍDEO:
https://www.youtube.com/watch?v=k16Di3G_ei4

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Justiça determina construção de terceira faixa na rodovia Washington Luís em Rio Preto

20/07/2017 - G1

Um dos principais motivos é o movimento intenso de veículos, que aumentou muito nos últimos anos.

Por G1 Rio Preto e Araçatuba

VÍDEO:

Justiça determina construção de terceira faixa na rodovia Washington Luís em Rio Preto

A Justiça determinou a construção da terceira faixa na rodovia Washington Luís, no trecho que passa por São José do Rio Preto (SP) e vai até Mirassol (SP). Um dos principais motivos é o movimento intenso de veículos, que aumentou muito nos últimos anos.

De acordo com a decisão, o trecho que receberia a terceira faixa vai do trevo do distrito de Engenheiro Schmidt e vai até quase chegar a Mirassol (SP), na altura do Clube Monte Líbano. O trajeto é de aproximadamente 16 quilômetros.

Mas esse é, segundo a decisão, apenas a primeira etapa da obra. O projeto total da terceira faixa na rodovia iria de Cedral (SP) até Mirassol (SP), pegando todo o perímetro urbano de Rio Preto, onde o fluxo de veículos é intenso, ainda mais nos horários de pico.

Isso aconteceu porque muitos moradores de Rio Preto usam, não só a Washington Luís, mas também a BR-153, para se deslocarem para outros pontos da cidade, evitando assim a passar por dentro da cidade.

A liminar da Justiça determina que a obra comece em oito meses e se isso não acontecer, será cobrada uma multa de R$ 10 mil. A Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) disse que já pediu estudo para a concessionária responsável pela rodovia sobre a terceira faixa. Segundo a Artesp, a Triângulo do Sol apresentou o estudo, mas a Artesp pediu novos estudos e tudo está sendo avaliado.
A Artesp já informou de que não tem condições de começar as obras em oito meses e vai recorrer da decisão. A Triângulo do Sol disse que não está sabendo da decisão e não vai se pronunciar por enquanto.

Trecho com engarrafamento na Washington Luís (Foto: Reprodução/TV TEM)
Trecho com engarrafamento na Washington Luís (Foto: Reprodução/TV TEM)

Segunda etapa da duplicação Maceió-Arapiraca tem licença ambiental concedida

20/07/2017 - Alagoas 24 Horas


Foto: Ascom/Setrand
Segunda etapa da duplicação Maceió-Arapiraca
Segunda etapa da duplicação Maceió-Arapiraca

LINK DA MATÉRIA:
http://www.alagoas24horas.com.br/1076883/segunda-etapa-da-duplicacao-maceio-arapiraca-tem-licenca-ambiental-concedida/

Dez anos após PPP, obras na MG–050 amargam atrasos

21/10/2017 - O Tempo

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Obras caminham a passos lentos na rodovia, e comerciantes reclamam de prejuízos

LINK DA MATÉRIA:
http://www.otempo.com.br/cidades/dez-anos-ap%C3%B3s-ppp-obras-na-mg-050-amargam-atrasos-1.1499781

Prefeitura anuncia duplicação da BR-153 entre Rio Preto e Bady Bassitt

20/07/2017 - Diário da Região

Rodrigo Lima 

Johnny Torres 
BR 153
BR 153 Serão 2,8 quilômetros a serem duplicados, com investimento de aproximadamente R$ 20 milhões

A Prefeitura de Rio Preto anunciou obras de duplicação do trecho da rodovia entre as divisas do município e Bady Bassitt. Serão 2,8 quilômetros a serem duplicados, com investimento de aproximadamente R$ 20 milhões.

A realização da obra foi confirmada por representantes da concessionária Triunfo Transbrasiliana durante reunião com o prefeito Edinho Araújo (PMDB). De acordo com a assessoria do Executivo, o início está previsto para setembro e terá duração de 12 meses para a conclusão.

Na altura do quilômetro 72,8 da BR-153 está prevista a construção de um viaduto em área que foi doada pela Prefeitura, após aprovação de projeto de lei na Câmara Municipal este ano. Participaram do encontro com o prefeito Edinho Araújo, o presidente da Triunfo Transbrasiliana, Dorival Pagani, e o diretor da engenharia de operação da empresa, Carlos Eduardo Xisto.

"O novo trecho que será duplicado vai impedir a formação de um funil perigoso na rodovia, já que o projeto da duplicação custeada com recursos federais prevê o fim das obras nas proximidades do posto Martinelli. Haveria, portanto, 2,8 quilômetros de pista simples até o trevo de Bady Bassitt", afirma o município em nota. 

Mais intervenções 

Outro trecho que será duplicado na rodovia sob responsabilidade da concessionária, previsto em contrato, fica entre o trevo do município de Bady Bassitt até o acesso à rodovia Assis Chateaubriand, município de José Bonifácio, com extensão de 24,9 quilômetros. Serão investidos cerca de R$ 100 milhões, segundo a Triunfo.

A previsão é as obras comecem no segundo semestre de 2018. A concessionária aguarda o licenciamento e discute desapropriações que serão necessários no trecho a ser duplicado.

Duplicação da BR-153

Já a duplicação do trecho urbano da BR-153, em Rio Preto, é executada por um consórcio vencedor da licitação com recursos do governo federal, por meio do Ministério dos Transportes e DNIT. Avaliada em R$ 186 milhões, serão duplicados 17,8 quilômetros da rodovia, construção de 14 viadutos (seis deles em execução) e oito passarelas. 

Edinho prometeu inaugurar até quatro viadutos até dezembro deste ano : da avenida JK, da avenida José Munia, da rua Augusto Signorini-pista norte e da avenida Murchid Homsi-pista norte.

Neste ano, o presidente Michel Temer (PMDB) liberou no Orçamento Geral da União R$ 87 milhões para a obra, sendo empenhado até o momento R$ 30 milhões. “Continuo atento e cobrando para que o governo federal empenhe o restante previsto para 2017 e já reserve os recursos necessários para a conclusão da BR 153 até o final do ano que vem”, afirmou Edinho.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

BR-381 volta a ser interditada por causa das obras de duplicação

19/07/2017 - Estado de Minas

A ação faz parte das obras de duplicação e revitalização da estrada

João Henrique do Vale

Dnit/Divulgação
Interdições estão sendo constantes por causa das obras (foto: Dnit/Divulgação)

Motoristas que passam pela BR-381, entre Belo Horizonte e Vitória, devem ter atenção. A rodovia será fechada nesta quarta e quinta-feira para detonações de rochas. A ação faz parte das obras de duplicação e revitalização da estrada. A interdição vai acontecer próximo ao km 416, entre Nova União e Roças Novas, na Grande BH, por volta das 14h.

Em reportagem de 12 de maio, o Estado de Minas mostrou que três anos depois de assinada a ordem de serviço, a duplicação ainda não avançou. Metade dos oito lotes do empreendimento voltou à fase de estudos técnicos, econômicos e ambientais, o que, na prática, significa dizer que estão novamente na etapa anterior à elaboração dos projetos de engenharia e do início das intervenções.

Setor de serviços do Paraná é o que mais cresce no País

19/07/2017 - Agência de Notícias do Paraná

As obras de duplicação da Rodovia do Café (BR 376), em Ponta Grossa, já começaram. Os serviços tiveram início nesta quinta-feira (16) em dois pontos às margens da rodovia. 

É a primeira etapa de toda a duplicação que será feita entre Ponta Grossa e Apucarana, ligando os Campos Gerais ao Norte do Estado, somando 231 quilômetros duplicados. A obra é feita pelo Governo do Paraná em parceria com a concessionária RodoNorte. Foto: Rodrigo Czekalski/Rodonorte

As obras de duplicação da Rodovia do Café (BR 376), em Ponta Grossa, já começaram. Os serviços tiveram início nesta quinta-feira (16) em dois pontos às margens da rodovia. É a primeira etapa de toda a duplicação que será feita entre Ponta Grossa e Apucarana, ligando os Campos Gerais ao Norte do Estado, somando 231 quilômetros duplicados. A obra é feita pelo Governo do Paraná em parceria com a concessionária RodoNorte. Foto: Rodrigo Czekalski/Rodonorte
Foto: Rodrigo Czekalski

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mais de 170 obras são executadas pelo Pró-Estradas em Mato Grosso

16/07/2017 - Só Notícias 

Fonte: Só Notícias/Gazeta Digital

Atualmente, 174 frentes de obras são executadas em todo o Estado por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), via programa Pró-Estradas. A estimativa de investimento é de R$ 1,6 bilhão. Só nas três rodovias estaduais que saem da capital, em obras ao mesmo tempo, são investidos cerca de R$ 100 milhões nas duplicações e construção de uma trincheira.

O projeto Pró-Estradas foi lançado em 2015 pelo Executivo e já concluiu 1.700 quilômetros de asfalto, considerando as obras de pavimentação de novas rodovias e as de reconstrução do antigo pavimento. As rodovias Helder Cândia (MT-010), Emanuel Pinheiro (MT- 251) e Palmiro Paes de Barros (MT- 040), que ligam a capital aos municípios de Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães e Santo Antônio de Leverger, respectivamente, estão entre as vias em processo de duplicação.

“A Sinfra tem trabalhado de forma planejada para mudar a realidade da infraestrutura de Mato Grosso. O Pró-Estradas implantou ações focadas, não somente na pavimentação de acesso aos municípios, mas também na reconstrução de rodovias que foram recebidas por esta gestão em avançado estado de degradação”, frisa o gestor da pasta, Marcelo Duarte.

A duplicação será em 4,9 km da Rodovia Arquiteto Helder Cândia (MT-010), mais conhecida como Estrada da Guia que, segundo Duarte, é uma das regiões que mais cresce em Cuiabá.

A obra teve início no dia 1º de fevereiro deste ano e o investimento é de R$ 30 milhões. A rodovia vai ter uma concepção moderna de engenharia, com previsão de construção de rotatórias e uma ciclovia no canteiro central. Secretário Marcelo Duarte informou que a obra deve ser finalizada em 2018, sem precisar mês. A duplicação vai do entroncamento com a Estrada de Chapada dos Guimarães ao trevo de acesso ao Rodoanel que, segundo Duarte, terá a obra licitada ainda este ano.

“Serão duas pistas de cada lado, além de um canteiro central de nove metros, com a ciclovia. Teremos calçadas de cinco metros em cada lado. Trabalhamos com um padrão diferente de qualidade”

Também está em fase de construção uma trincheira. Ela ficará no entroncamento da “Estrada da Guia” com a “Estrada da Chapada”. Conforme Duarte, o acesso “vai desafogar o trânsito no local, que é uma das principais saídas da capital para a região Norte”. Serão mais de R$ 25 milhões nesta obra, com previsão de entrega em 2018.

sábado, 15 de julho de 2017

Saída das "Arábias" pode reavivar sonho de duplicação da BR-040

14/07/2017 - Jornal Correio

Após dificuldades entre a concessão integral do licenciamento ambiental para a duplicação da BR-040 e a não liberação de financiamentos, a Invepar, que administra a Via-040, concessionária responsável pelo trecho entre Brasília e Juiz de Fora, costura um negócio das Arábias para se capitalizar e dar prosseguimento à obra esperada há anos. Informações do Valor Econômico dão conta de que o comando da Invepar está perto de ser repassado a novas mãos. 

A Mubadala Development Company, empresa estatal de investimento estratégico dos Emirados Árabes Unidos, apresentou uma oferta vultosa pela aquisição de 51% do capital da holding de infraestrutura. A se concretizar, a negociação abriria um novo horizonte para várias obras, entre elas, a duplicação da BR-040.

Deputado Estadual Roberto Morais acompanha liberação de mais um trecho das obras na SP/304

14/07/2017 - Jornal Regional

Por Hosana Cortenove

Nesta terça-feira, (11), o deputado estadual Roberto Morais (PPS), acompanhou a liberação e entrega de mais um trecho das obras da rodovia Geraldo de Barros (SP/304), que liga Piracicaba a São Pedro.

Foram liberados mais quatro quilômetros de duplicação, após 80 dias da retomada das obras que ficou paralisada por mais de um ano.

A retomada da obra vai garantir a duplicação de um trecho de 10,8 quilômetros, entre o distrito de Ártemis e São Pedro, além de serviços de pavimentação dos acostamentos, melhorias em dispositivos de acesso e na sinalização.

A responsável pela obra, empresa Conter, vem trabalhando em ritmo acelerado com prazo de conclusão de um ano e investimento de R$ 22,05 milhões.

Deputado Estadual Roberto Morais acompanha liberação de mais um trecho das obras na SP304
Deputado Estadual Roberto Morais acompanha liberação de mais um trecho das obras na SP304 – Foto: Divulgação

As obras de duplicação na SP-304 foram paralisadas no final de 2016, após o DER rescindir o contrato com a empresa anterior.

O processo de rescisão contratual foi concluído em 08 de fevereiro deste ano e a nova empresa, que era a segunda colocada, retomou a obra há cerca de 80 dias.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Novo bloqueio da BR-163 causa prejuízos a produtores de soja

11/07/2017 - Valor Econômico

O novo bloqueio na BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), já gera prejuízo para os produtores de grãos que tentam escoar a produção pelo porto de Miritituba, no Pará.

“O impacto é difícil de ser mensurado, mas já há cancelamentos de embarques e transportadoras se negando a levar produto pela rodovia”, disse o gerente de economia da Abiove, Daniel Furlan Amaral.

As transportadoras que aceitam a levar os grãos cobram frete maior, afirmou o executivo. Segundo ele, quando houve o congestionamento no trecho de cerca de 100 quilômetros não asfaltado no começo do ano, os prejuízos gerados estavam na ordem de US$ 400 mil por dia. Amaral não confirmou, porém, que os bloqueios estão causando prejuízos financeiros da mesma magnitude.

Hoje, a rodovia é a única rota de acesso ao porto. Os bloqueios são itinerantes e não têm dada para acabar.

Os bloqueios permitem o retorno dos caminhões vazios a Mato Grosso, mas não permitem a ida de veículos carregados até os armazéns do porto de Miritituba.

O protesto é realizado por produtores, garimpeiros, madeireiros e moradores da região por causa do veto à Medida Provisória 756, que altera os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará. Segundo a Abiove, o fluxo de caminhões na rodovia caiu 75% nos últimos dias.

A demanda do setor, destacou Amaral, é que o governo mande um representante à BR-163 para negociar com manifestantes. “A resolução não depende da cadeia produtiva. É uma questão política”, disse.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Caravana segue hoje para a BR 319

11/07/2017 - Diário da Amazônia

Jornalistas e empresários querem verificar in loco as condições da rodovia.

Por Daniela Castelo Branco

A recuperação da rodovia é vista como fundamental para a economia da Região Norte

Uma caravana integrada por jornalistas dos diversos meios de comunicação do Estado, acompanhados por alguns empresários e voluntários, segue nesta terça-feira, às 16h, com destino à rodovia 319 onde vão ver de perto a situação da estrada, único acesso de ligação, via terrestre, entre Porto Velho e Manaus, e acompanhar as obras em andamento, após vários entraves burocráticos. A expedição de ônibus, que deve levar de três a quatro dias rumo à Manaus, vai documentar a realidade das obras na BR-319, liberadas pela Justiça no final de junho, em atendimento a um pedido do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).

O objetivo da caravana é mostrar a realidade da rodovia através do ‘olhar jornalístico’ e ressaltar o potencial econômico para o desenvolvimento da região e em consequência do Brasil. A expectativa é de que a expedição se estenda até sábado. A caravana terá o apoio do Exército de Rondônia por meio da 17ª Brigada de Infantaria de Selva.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu o embargo das obras em trecho da BR-319 e já autorizou a retomada imediata das obras pelas empresas que por contrato fazem a manutenção da rodovia. Segundo o engenheiro José Fábio Porto Galvão, diretor regional do DNIT do Amazonas, as obras na rodovia serão retomadas imediatamente e deverão ser concluídas em dezembro. “Serão feitos cinco serviços no trecho: retirada de atoleiro, limpeza das laterais, reforma das pontes de madeira, substituição de bueiros metálicos e revestimento primário.”

Liberadas pela justiça em junho, as obras são retomadas

Imprensa de Humaitá

Antecedendo a partida rumo à capital amazonense, a advogada, historiadora e radialista de Humaitá, Altanira Ulchôa, visitou ontem o Diário da Amazônia para falar da expectativa de integrar Humaitá efetivamente à Manaus e dar visibilidade ao Município. A radialista explica que como a caravana abrange o Estado do Acre e de Rondônia, Humaitá é bem próximo ao Sul do Amazonas e, segundo ela, seria interessante a imprensa de lá, já que tem a Rádio Vale do Rio Madeira à qual faz parte, empresa de comunicação que atinge todo o interior dessa região, integrar essa caravana. “Como historiadora e jornalista não podia ficar de fora dessa expedição. Será um prazer muito grande participar dessa caravana que tem como objetivo ver as condições da BR-319 de perto, a questão da viabilidade, da comunicação, levando a integração do Sul do Amazonas para a capital, uma vez que ficamos praticamente 20 anos isolados e Humaitá é um município estratégico para que realmente a BR-319 possa trazer o desenvolvimento”, disse a radialista.