quarta-feira, 16 de agosto de 2017

DER libera mais 3 quilômetros da duplicação na SP-304 no distrito de Ártemis em Piracicaba

15/08/2017 - G1

Outro trecho de 4 quilômetros foi aberto para motoristas em julho; conclusão da obra está prevista para abril de 2018.

Por G1 Piracicaba e Região

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) liberou na manhã desta terça-feira (15) mais três quilômetros da Rodovia Geraldo de Barros (SP-304), no distrito de Ártemis em Piracicaba (SP). A obra de duplicação da pista sofreu atrasos e foi retomada em abril deste ano, após rompimento de contrato entre o governo do estado e a antiga empresa responsável pelo trabalho.

O trecho liberado nesta manhã, entre o km 179 e o km 182, beneficia mais de 12 mil motoristas que utilizam a rodovia diariamente, segundo informações do DER. Toda a sinalização foi revitalizada com novas placas e pintura horizontal no trecho. O secretário estadual de Logística e Transportes, Laurence Casagrande Lourenço, esteve no local às 10h30 para fazer a entrega da obra.

Trecho da SP-304 no distrito Artemis em Piracicaba é liberado (Foto: Secretaria Estadual de Logística e Transportes/Divulgação)
Trecho da SP-304 no distrito Artemis em Piracicaba é liberado (Foto: Secretaria Estadual de Logística e Transportes/Divulgação)

A obra

Retomadas em abril de 2017, as obras na SP-304 são realizadas do km 179 ao km 189,08, ligando Piracicaba a São Pedro (SP). Além dos 10,08 quilômetros de duplicação da pista, estão sendo instalados dispositivos de acesso modernizados, um novo sistema de drenagem e acostamentos pavimentados.

Atualmente, foram executados 50% dos serviços. O investimento do governo paulista na obra é de R$ 22 milhões, com recursos do próprio Tesouro.

Atrasos

As obras na SP-304 começaram em agosto de 2014, já com atrasos de seis meses. Em setembro de 2015, o DER anunciou que os trabalhos atrasariam sete meses e prorrogou o prazo de entrega para março de 2016.

No entanto, no começo do ano passado, o órgão voltou a anunciar outra prorrogação para setembro de 2016. O prazo agora, com a nova empresa, é para abril de 2018, conforme o departamento.

Obras em mais dois trechos
Além da duplicação da pista, o DER informou que está em fase de licitação a obra para recuperar o pavimento asfáltico de dois trechos da SP-304, que liga as cidades de Americana (SP), Santa Bárbara D’Oeste (SP), Piracicaba e o distrito de Ártemis.

O departamento informou por meio de nota que a obra está orçada em R$ 57,3 milhões e integra um pacote lançado pelo governo estadual que investirá R$ 361,7 milhões, alcançando 51 municípios e 23 rodovias estaduais paulistas, numa região de 5,3 milhões de habitantes.

A análise das empresas interessadas em executar a obra deve acontecer em setembro e a previsão é de que as obras comecem ainda no segundo semestre deste ano.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Estado abre edital de licitação para 2º etapa de duplicação da rodovia AL-220

10/08/2017 - Portal Gazetaweb.com

Por Agência Alagoas 


Obra terá 64 km de extensão e contemplará o trecho que liga os municípios de São Miguel dos Campos e Arapiraca

Estado abre edital de licitação para segunda etapa de duplicação

FOTO: AGÊNCIA ALAGOAS

O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand) lançou, nesta quinta-feira (10), o edital de licitação para a segunda etapa de duplicação da rodovia AL-220, que liga as cidades de São Miguel dos Campos e Arapiraca. 

Durante transmissão ao vivo (live) pelas redes sociais (Facebook e Instagram), o governador Renan Filho falou sobre a importância da obra, orçada em cerca de R$ 170 milhões e que ocorrerá em duas frentes.

"A obra vai começar de São Miguel dos Campos para Campo Alegre e de Arapiraca para São Miguel dos Campos. Isso vai garantir geração de emprego em toda a região. Essa é uma obra muito importante para o nosso desenvolvimento; vai possibilitar a integração regional, o acesso mais facilitado à saúde, o escoamento da produção, o fortalecimento da agricultura familiar e a segurança no trânsito", explanou o governador.

Participaram da transmissão ao vivo o secretário de Estado do Transporte e Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, e do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques. Em Limoeiro de Anadia, no distrito de Pé Leve, haverá uma alça no entorno da povoação para evitar desapropriações e as consequentes intercorrências.

"São 64 km de pista duplicada com todos os retornos e acessos contemplados", enfatizou Mosart Amaral. "A gente espera com essa obra integrar as duas maiores regiões metropolitanas do Estado. Será um grande eixo de desenvolvimento", avaliou Fabrício Marques.  

Renan Filho observou que todos os Estados do Nordeste mais desenvolvidos já duplicaram as suas capitais à segunda cidade economicamente mais importante, a exemplo da Bahia, que duplicou de Salvador a Feira de Santana; de Pernambuco, de Recife a Caruaru; e da Paraíba, de João Pessoa a Campina Grande.

"Agora chegou a nossa vez! Até o início de novembro, daremos a ordem de serviço para essa obra que vai gerar emprego e promover o desenvolvimento da região. É uma obra muito importante. Serão 64 quilômetros, o maior trecho já duplicado na história de Alagoas", declarou Renan Filho.

Diário

A obra contempla serviços de reestruturação asfáltica e duplicação no trecho que vai do entroncamento da AL-110/115, no município de Arapiraca até a BR-101, em São Miguel dos Campos. O processo de concorrência com apresentação das propostas será realizado em sessão pública no dia 12 de setembro, às 10 horas.

A publicação já está disponível com maiores detalhes no Diário Oficial do Estado e da União. Aobra de duplicação da rodovia AL-220: Maceió-Arapiraca será realizada em duas fases. A primeira etapa dos serviços conecta a capital alagoana ao município de São Miguel dos Campos, na região Agreste, e já foi iniciada.

No total, serão realizados trabalhos ao longo dos 81,7 km de extensão, sendo 18,3 quilômetros no primeiro trecho e 64 km na segunda etapa. O projeto terá um investimento em torno de R$ 170 milhões. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Goiás na Frente: inaugurada rodovia que liga Luziânia a Novo Gama

08/08/2017 - Goiás Agora

Inauguração GO 520 Luziânia a Novo Gama foto Humberto Silva (6)
Inauguração GO 520 Luziânia a Novo Gama foto Humberto Silva 

Nas primeiras inaugurações das obras estruturantes com recursos do programa Goiás na Frente, o governador Marconi Perillo e o vice-governador José Eliton entregaram nesta terça-feira, dia 8, a pavimentação da GO-520, trecho que liga Luziânia a Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal.

A rodovia, construída integralmente com recursos do tesouro estadual, tem extensão total de 19,4 quilômetros e custou aos cofres do Estado 19 milhões. É dotada de sinalização vertical e horizontal completas, inclusive com balizamento noturno. “É mais uma importante via para interligar municípios do Entorno do Distrito Federal, impactando positivamente na oferta de novas vias de deslocamento por terra, desafogando a BR-040 e criando nova rota de acesso à BR-060, sem necessidade de tráfego pelo perímetro urbano de Brasília”, observou Marconi.

Ele também assinou, por meio da Agehab, ordem de serviço para construção 468 apartamentos e 166 casas populares, em parceria com a Caixa Econômica Federal, com investimento total de R$ 29,4 milhões.

Marconi destacou ainda, na solenidade de inauguração da nova rodovia estadual, que trata-se de uma via com padrão de “primeiro-mundo”. Ele convidou as autoridades para descerramento da placa de inauguração e ressaltou que é mais uma obra importante para ao Entorno do DF.

Em entrevista coletiva, logo após o descerramento da placa de inauguração da rodovia, Marconi assinalou que recentemente o governo inaugurou a ligação dos distritos de Osfaia e ABC e, agora, com entrega da GO-520, haverá uma redução no tráfego da BR-040, beneficiando moradores da região que se dirigem todos os dias para trabalhar em Brasília.

Segundo ele, a rodovia é um “novo vetor” de desenvolvimento para a região, uma vez que descongestiona a BR-040 e integra os municípios do Entorno do Distrito Federal. Destacou também os investimentos recentes do governo estadual em Luziânia – R$ 10 milhões na rubrica do programa Goiás na Frente – e estruturação da Segurança Pública, com a instalação de um batalhão da Rotam na cidade.

Emoção

Na entrada do Distrito de Lago Azul, município de Novo Gama, o governador Marconi Perillo, o coordenador do programa Goiás na Frente e vice-governador, José Eliton, além de prefeitos, deputados federais e estaduais e secretários de Estado, comandaram no início da tarde desta terça-feira (8) a segunda etapa da inauguração da pavimentação da GO-520, trecho de 28 quilômetros que liga o município à cidade de Luziânia.

Marconi reafirmou sua emoção ao entregar uma obra sonhada há 30 anos, quando esteve na região com o então governador Henrique Santillo e seu vice Joaquim Roriz. Naquela época, os dois líderes sonhavam com a rodovia que diminuiria a distância entre as duas cidades e tirava um pouco do tráfego da BR-040, hoje uma das vias federais mais congestionadas do País.

Foi com Roriz que Marconi também sonhou o reservatório de Corumbá IV, uma obra definitiva para alimentar de água tratada todo o Entorno Sul e parte do Distrito Federal. A obra, em fase final de construção, está orçada em mais de R$ 500 milhões, recursos provenientes dos governos estadual e federal.

A GO-520 totalmente pavimentada e dotada de taxas refletivas, para a proteção do trânsito noturno, complementa a forte presença do governo do Estado em Novo Gama. Em seu discurso, o governador recordou outras duas obras marcantes realizadas por seus governos na cidade.

Bastante reivindicada pela população, a duplicação do perímetro urbano da GO-520, com mais de três quilômetros de extensão, com iluminação e tachas reflexivas para facilitar o trânsito noturno, trouxe segurança para os motoristas e as famílias que residem nas imediações. Paralelamente, o governo de Marconi patrocinou a pavimentação de todo o bairro Pedregal, obra que igualmente vinha sendo solicitada pelos moradores.

Como que realizando uma prestação de contas, Marconi informou que está marcado para o dia 22 o recebimento, em doação, do projeto do Hospital da Região do Entorno Sul a ser edificado na cidade de Valparaíso de Goiás. “A Prefeitura já fez a doação do terreno e nós, no orçamento deste ano, já disponibilizamos R$ 40 milhões para o início da obra”, declarou.

Ainda noticiando o que seu governo pretende para a região, disse que tem trabalhado com a prefeita Sônia Chaves para a definição e posterior aquisição de um terreno para a instalação do Distrito Industrial de Novo Gama, este também um projeto que tem sido estudado há muitos anos.

Antes de descerrar a placa de inauguração, o governador comentou que a GO-520 significará uma maior integração de toda a região, encurtando a distância dos moradores de Novo Gama para Luziânia, Caldas Novas e outras cidades e, dos moradores de Luziânia para Novo Gama, Gama e outras cidades do Entorno, como Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas. “Esta é uma obra para encurtar distâncias e facilitar a vida dos moradores do Entorno do DF”, complementou Marconi.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Marcha lenta: Duplicação da BR-381 começa a sair do papel

09/08/2017 - Estado de Minas

Primeiros sete quilômetros da duplicação da rodovia serão em parte liberados este mês. Lideranças políticas de Minas querem aproveitar para trazer Temer ao estado e pressionar por mais verba

Marcelo da Fonseca

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

Trechos que serão entregues têm cerca de sete quilômetros e estão localizados entre o município de Barão de Cocais e o trevo de Itabira (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Sete anos depois de anunciada pelo governo federal e mais de três anos após o início das obras, a BR-381 terá seus primeiros trechos liberados para motoristas nas próximas semanas.

Serão entregues cerca de sete quilômetros entre o município de Barão de Cocais e o trevo de Itabira – pouco mais de 2% do total de 303 quilômetros previstos para serem duplicados entre Belo Horizonte e Governador Valadares.

A liberação, mesmo que a conta-gotas, é vista como avanço por empresários e lideranças da região, que assistiram nos últimos três anos a vários cortes de verbas e a adiamentos na obra.

A Empresa Construtora Brasil (ECB), responsável pelos únicos dois lotes com obras em andamento na Rodovia da Morte – outros seis lotes estão totalmente paralisados –, prevê a liberação de trechos não contínuos da nova pista com o novo piso de concreto enquanto trabalha na restauração da pista atual. Os operários trabalham nesta semana em ações de drenagem para finalizar os trechos que serão entregues. Veja também: Rodovia da Morte chega a ter tráfego até 13 vezes maior do que o limite de segurança 

A rodovia continuará como mão dupla até a conclusão na reforma da pista existente.

Lideranças políticas mineiras estão organizando junto ao Palácio do Planalto e ao Ministério dos Transportes uma cerimônia para a inauguração dos primeiros quilômetros da BR-381.

A data prevista é 21 de agosto, no entanto, não está confirmada e dependerá da conclusão das obras e da agenda dos ministros. A presença do presidente Michel Temer (PMDB) também não foi confirmada pelo Planalto.

Desde que assumiu a Presidência da República, em maio de 2016, Temer nunca visitou Minas Gerais.

Somada à falta de nomeações de políticos mineiros para chefiar ministérios ou cargos de destaque no governo federal, muitos parlamentares e lideranças políticas locais reclamam do desprestígio ao estado demonstrado pelo peemedebista.

Durante reunião do diretório estadual do PMDB, o ex-governador Newton Cardoso (PMDB) chegou a afirmar que Temer era “inimigo” de Minas Gerais.

Com grande apoio da bancada mineira na votação que arquivou a denúncia contra Temer – 33 dos 53 deputados mineiros apoiaram o presidente –, cresceu a cobrança dos parlamentares em troca da fidelidade demonstrada ao Planalto.

“Vou convidar o presidente para acompanhar a abertura dos primeiros trechos. Ele comentou que queria vir a Minas, ou para ver as obras da BR-381 ou da BR-367 (no Vale do Jequitinhonha).

A ideia é fazer um evento suprapartidário, independentemente de quem apoiou o presidente na votação da Câmara”, disse o vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (PMDB).
Justiça

Desde a assinatura da ordem de serviço para o início da duplicação da Rodovia da Morte, em 12 de maio de 2014, as obras passaram por vários obstáculos até que os primeiros quilômetros de asfalto ficassem prontos.

A previsão inicial era que cinco lotes seriam concluídos até 2016 e mais da metade da rodovia já estaria duplicada para os motoristas que atravessam Minas Gerais por essa estrada.

O agravamento da crise econômica e a queda na arrecadação a partir do segundo semestre de 2014 fizeram com que o planejamento inicial começasse a sofrer atrasos logo no primeiro ano das obras.

No início de 2015, a construtora espanhola Isolux-Corsán começou a abandonar vários lotes em que ela era responsável – 133 quilômetros da duplicação foram completamente abandonados.

Foi o início de uma disputa judicial e um jogo de empurra entre a empreiteira e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que durou até o ano passado.

Com poucas verbas para a retomada da maior parte da duplicação, a bancada mineira e empresários que se organizaram em defesa da duplicação pressionaram o governo federal para liberar recursos e finalizar os trechos em que as obras começaram.

O objetivo era evitar que terraplanagens e túneis concluídos ficassem abandonados, gerando prejuízo aos cofres públicos. Para 2017, foram reservados R$ 340 milhões para a conclusão do lote 7, entre o trevo de Itabira e o município de Caeté, e as obras de ligação nos túneis entre Nova Era e Antônio Dias.

Ao final do primeiro semestre deste ano, o Ministério dos Transportes ultrapassou a marca de meio bilhão desembolsado para a obra de duplicação – foram R$ 528 milhões gastos entre maio de 2014 e julho de 2017, sem contar os gastos com desapropriações às margens da rodovia.

Para a conclusão dos 303 quilômetros que ligam a capital mineira até Valadares – com pista duplicada e separadas por canteiros centrais – serão necessários mais R$ 2 bilhões. O governo federal não tem previsão de quando a obra será finalizada.

domingo, 6 de agosto de 2017

MT: Duplicação BR-364

06/08/2017 - Domingão do Caminhão

Obras de duplicação da Rodovia BR-364 com Concreto Armado .

VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=Wi5ury6qu50


sábado, 5 de agosto de 2017

BR-319 poderá ser estrada-parque

04/08/2017 - Diário da Amazônia

O processo de licenciamento ambiental está sendo retomado para a reconstrução da rodovia federal, que poderá ser transformada na primeira estrada-parque da Amazônia

A retomada das obras de manutenção da BR-319 reacende o sonho da repavimentação do trecho do meião da rodovia, que está abandonado há quase 30 anos. A discussão agora é sobre a retomada do processo de licenciamento ambiental para a reconstrução da rodovia, que poderá se transformar na primeira estrada-parque da Amazônia.

Enquanto para alguns não haveria necessidade de licenciamento ambiental, visto que trata-se da recuperação de uma rodovia já existente, para ambientalistas e representantes dos órgãos ambientais do Governo Federal, o licenciamento é imprescindível para assegurar a proteção da floresta amazônica e o uso apropriado da rodovia.

“É preciso que sejam respondidas todas as questões do termo de referência elaborado especialmente para a reconstrução dessa rodovia, o que está em andamento através de estudos contratados pelo Dnit, sendo que temos alguns impasses relacionados às questões indígenas, de fiscalização e controle das unidades de conservação, mas caminhamos para a implantação do modelo de estrada-parque”, relata Larissa Amorim, diretora de licenciamento ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).

Ela defende a obrigatoriedade do licenciamento por considerar que trata-se da reconstrução de uma rodovia num ambiente frágil e de grande biodiversidade. “Para este caso precisamos de soluções inovadoras para mitigar os impactos ambientais e evitar o avanço da pecuária e da agricultura sobre a floresta”, ressalta.

Estudos ambientais em fase de conclusão

O diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Halpher Luiggi Mônico Rosa, assegura que os estudos ambientais estão em fase de conclusão e faltam apenas os estudos sobre o componente indígena. “O que estamos fazendo agora é a manutenção da rodovia, numa atuação restrita e obediente ao que foi pactuado com o Ibama. Estamos concluindo os estudos do componente ambiental e iniciando os estudos do componente indígena, que, do ponto de vista legal não seria necessário, visto que não há reservas indígenas na faixa de domínio da rodovia, mesmo assim será realizado”, salienta Rosa.

Nos últimos 12 anos, desde que o ex-presidente Lula autorizou a elaboração do projeto para reconstrução da BR-319, em 2005, já foram gastos mais de R$ 100 milhões nos estudos ambientais para o processo de licenciamento da obra, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). Além disso, foram investidos outros R$ 64 milhões na criação de 27 unidades de conservação ao longo da rodovia.

Para Jônatas Souza da Trindade, diretor do Ibama, esse procedimentos são necessários por conta da complexidade das medidas mitigadoras de controle que o Dnit vai ter que implementar na rodovia. “Estamos caminhando para o modelo de estrada-parque, para que possamos fazer a regularização e a estruturação das unidades de conservação transpassadas por essa rodovia”, detalha Trindade.

A possibilidade de implantação do modelo de estrada-parque, com controle ambiental e de cargas, pedágio, utilização de novas tecnologias e materiais reciclados na mistura asfáltica, além de um programa de gestão ambiental permanente estão sendo discutidos no processo de licenciamento ambiental da obra.

O diretor executivo do Dnit, Halpher Rosa, acredita que até o final de 2017 esse modelo será apresentado em edital de licitação para a obra. “Vamos compatibilizar o uso econômico da rodovia com a preservação dos ecossistemas locais, a valorização

da paisagem e dos valores culturais, fomentando a educação ambiental, o turismo, o lazer e o desenvolvimento socioeconômico da região onde está inserida”, detalha Rosa.

ENTENDA A NOVELA DA RECONSTRUÇÃO DA RODOVIA

A BR-319 começou a ser construída em 1973 e foi inaugurada em 1976, durante o regime militar , dentro do contexto de colonização e integração da Amazônia.

O abandono da rodovia se deu a partir de 1985 quando foram interrompidos todos os contratos de manutenção da rodovia. Há relatos de que ela foi destruída propositalmente por ordem do governo do Amazonas.

Em 2005, o governo federal anunciou a intenção de reconstruir a BR-319.

Em 2007, o presidente Lula ordenou a execução do projeto para reconstrução da rodovia e o Ibama exigiu a realização de Estudo de Impacto Ambiental (Eia/Rima) para o trecho do meião da floresta.

As obras de reconstrução iniciaram em 21 de novembro de 2008, com duas frentes de trabalho partindo dos extremos da rodovia – Porto Velho e Humaitá.

Em 12 de fevereiro de 2009 a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) entregou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) para as obras de recuperação da rodovia BR-319 (Porto Velho-Manaus).

Em outubro de 2009, as obras no trecho central da rodovia, que vai de Igapó-açu (km 250) até Humaitá (km 655), foi interditado pelo Ibama antes mesmo das obras começarem por falta de informações complementares no Estudo de Impacto Ambiental (Eia/Rima). Esse trecho não recebeu investimentos por não possuir o licenciamento ambiental.

Segundo o Ibama, diversas falhas foram encontradas no Eia/Rima, elaborado pela Ufam, o que é contestado até hoje pela universidade.

Um dos problemas identificados no estudo era a não existência de justificativas econômicas para reativação da rodovia.

Segundo comunicado do Ibama, os estudos foram devolvidos 3 vezes para o Dnit fazer a adequação.

Depois de todas as adequações feitas, o Ibama solicitou uma quarta versão incluindo um novo diagnóstico do meio biótico, e, segundo o Ibama, esta última versão apresentada pelo Dnit também não reunia subsídios para verificar a viabilidade ambiental do empreendimento.

De 2007 até o final de 2014 foram gastos cerca R$ 100 milhões nos estudos de impacto ambiental sobre a BR-319.

No início de 2013, o Dnit contratou, pela quinta vez, estudos complementares de impacto ambiental para, se aprovados, iniciar as obras reconstrução da BR 319. O Consórcio Engespro Engenharia foi contratado por R$ 8 milhões para realizar o estudo no prazo de 1 ano, nos períodos da seca e das chuvas.

Este estudo foi paralisado em novembro do ano passado (2014) por recomendação da diretoria de Planejamento e Pesquisa do Dnit Nacional para o Dnit do Amazonas, com orientação do Tribunal de Contas da União (TCU), porque o Ibama não teria se manifestado sobre a necessidade de incluir ou não no processo de licenciamento o estudo antropológico, ambiental e social em 34 Terras Indígenas que se encontram ao longo da rodovia. Este pedido tinha sido feito pela Funai ao Dnit em 24 de novembro de 2011 e até hoje não há resposta do Ibama sobre sua necessidade ou não.

O detalhe que chama a atenção é que as 34 terras indígenas estão fora da área de abrangência da rodovia, ou seja, estão distantes além de 40 quilômetros da rodovia, conforme define portaria federal para rodovias localizadas na Amazônia Legal. Portanto, do ponto de vista legal, não haveria necessidade de se realizar os estudos ambientais, antropológicos e sociais nestas 34 terras indígenas. Mas como o Ibama não se manifestou sobre isso resolveram parar tudo.

Marx Beltrão participa da entrega da BR-101 duplicada entre Messias e Rio Largo

04/08/2017 - Aqui Acontece (Alagoas)

Fotos: Assessoria
Etapa da duplicação conta com cerca de R$ 60 milhões em investimentos

Os ministros do Turismo, Marx Beltrão e dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, inauguraram nesta terça-feira (4) a duplicação BR- 101, trecho de Messias a Rio Largo, com investimentos da ordem de R$ 60 milhões. A obra entregue faz parte do lote 3 e integra um total 46 km de pavimentação.

O ministro Marx destacou a integração dos ministérios para promover o desenvolvimento turístico e melhorar toda a mobilidade do estado. “Entregar infraestrutura é gerar grandes oportunidades e integrar as nossas regiões. Garantir mais vias para os turistas e facilitar acesso aos alagoanos que trafegam pela região também. Quintella tem sido muito importante para buscarmos avanços na pasta. Mais obras de infraestrutura estão sendo tocadas para alavancar o turismo em Alagoas e no Nordeste”, disse Marx.

De acordo com Maurício Quintella, serão investidos R$ 110 milhões, ainda este ano, em obras de manutenção da malha rodoviária federal em todo o Estado. Na oportunidade, ele reforçou diversas obras que estão sendo executadas em Alagoas, a exemplo do anuncio recente da obra do viaduto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a BR-316. “Estamos com dois ministros em Brasília trabalhando para garantir a continuidade das obras já em andamento e também novos investimentos. O ministro Marx tem sido grande articulador para destravar recursos, não apenas na pasta do turismo, mas em outras áreas em prol dos alagoanos”, afirmou.

Quintella ainda ressaltou em discurso a sintonia entre as pastas para promover e alavancar o turismo, a segunda atividade que mais emprega no estado. A solenidade contou com as presenças do governador Renan Filho; dos senadores Renan Calheiros e Benedito de Lira, de deputados estaduais, prefeitos, vereadores, dentre outras autoridades.

por Ascom Marx Beltrão

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Taques entrega rodovia até final do ano

02/08/2017 - Folha Max

taques-rodovia.jpg

O governador Pedro Taques assumiu o compromisso, nesta terça-feira (01.08), de entregar a obra de pavimentação da rodovia estadual MT-100, no trecho de Alto Araguaia a Araguainha, até o final de 2017. O comprimisso assumido pelo governador animou aos moradores do pequeno município.

A assistente social Stelamares Barreto disse que ficou surpresa ao ver a obra avançar tão rapidamente. "Eu moro a vida inteira aqui e achava que o asfalto não iria sair. Eu imaginava que eu ia morrer sem ver esse asfalto. Eu tenho a maior felicidade de ver que estamos sendo beneficiados. Fico feliz e agradeço pelo asfalto". 

Taques liderou a Expedição Pró-Estradas que tem percorrido a região do Araguaia nesta semana conferindo de perto as obras que estão sendo executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Acompanhado de secretários, deputados e lideranças, Taques vistoriou as obras que seguem em ritmo acelerado. 

"Quero voltar ao Araguaia e inaugurar esta obra até a primeira quinzena de dezembro. Temos o compromisso de não deixar nenhum mato-grossense para trás", declarou o governador, fazendo referência a Araguainha, que é o menor município de Mato Grosso com pouco mais de mil habitantes.

O secretário da Sinfra, Marcelo Duarte, lembrou a primeira viagem que fez ao Araguaia, assim que assumiu o comando da secretaria. "Em 2015 a cidade de Araguainha estava esquecida e não havia nenhuma máquina sequer neste trecho da MT-100. Hoje a realidade é outra. Os maquinários trabalham todos os dias para entregar uma obra de qualidade para os cidadãos", destacou. 

Na segunda-feira, o governador também confirmou que o programa Pró-Estradas irá executar a recuperação da rodovia MT-100 no perímetro urbano de Alto Araguaia e também concluirá todas as obras ao longo da rodovia, no trecho da divisa com Mato Grosso do Sul até Barra do Garças.

BR-101 mais perto da requalificação

02/08/2017 - Diário de Pernambuco

Trabalho de recuperação de trecho urbano, que teve verba liberada pelo governo federal em 2012, deve começar na segunda quinzena deste mês

Não tem sido fácil trafegar pela principal rodovia de acesso às cidades da Região Metropolitana. Buracos, desníveis e lama causam problemas em diferentes pontos da BR-101, especialmente no chamado Contorno do Recife, de Abreu e Lima a Jaboatão. Os transtornos foram potencializados pelas chuvas. Motoristas relatam que percursos que até março eram feitos em meia hora estão levando duas horas. Mas a promessa de recuperação do trecho urbano está mais perto de sair do papel. A recuperação da rodovia, que teve recursos liberados pelo governo federal em 2012, deve começar na segunda quinzena deste mês. A obra deve durar dois anos. 

A ordem de serviço voltada para o contorno foi assinada em maio. A empresa que venceu a licitação está elaborando os projetos básico e executivo da intervenção, que será contemplada com R$ 192 milhões em investimentos, se gundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PE). “A BR-101 é uma rodovia muito importante para a região. Nela (no contorno do Recife), circulam 60 mil veículos por dia”, pontuou o engenheiro e professor da UFPE, Maurício Pina, em palestra sobre a urgência da requalificação da rodovia no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE).

Para a obra na BR-101, foi escolhido Regime Diferenciado de Contratações. Elaborado para agilizar e modernizar os processos licitatórios, o RDC foi criado pelo governo federal em 2011 para dar celeridade às obras da Copa do Mundo e da Olimpíada. 
Enquanto as mudanças não chegam, motoristas, caminhoneiros e passageiros de ônibus que circulam pela BR-101 na RMR se queixam. “Moro em Jaboatão e vou todos os dias a Paulista. Eu fazia esse caminho em 20 ou 30 minutos. Agora, saio de casa com duas horas de antecedência. Dois pneus já se rasgaram”, criticou o vendedor Amaro Vieira, 63.

Os acostamentos também carecem de manutenção. O aposentado Osias Freitas, 72, disse que é um desafio diário desviar dos buracos cheios de água. “Os carros passam e molham os pedestres. Dentro dos ônibus, a gente chacoalha o caminho inteiro.” 

Ações emergenciais

O DER-PE informou que concluiu no último dia 14 os serviços emergenciais de conservação nos pontos mais críticos da BR-101: em Abreu e Lima, da Karne Keijo aos Milagres, e em Jaboatão dos Guararapes, do Padre Cícero à fábrica da Coca-Cola. 

“As ações estão garantindo mais fluidez ao tráfego de veículos nesses trechos da rodovia”, respondeu o órgão por nota. O DER informou ainda que continua realizando trabalhos de conservação ao longo dos 30,4 quilômetros do contorno do Recife da BR-101, “de acordo com as condições climáticas na região.”

Último trecho duplicado será entregue 

Fora do perímetro urbano, os trechos Norte e Sul da BR-101 em Pernambuco também apresentam problemas de conservação, ainda que menos graves. Ao contrário do contorno do Recife, que é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE), a manutenção dessas extensões fica a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O principal desafio nos trechos de responsabilidade do Dnit, porém, não é a conservação da rodovia, mas a conclusão da duplicação da BR-101 no estado.

De acordo com previsões do governo federal, o último trecho de duplicação da rodovia em Pernambuco deve ser entregue, após sete anos em obra e paralisações, ainda neste mês. No estado, só falta duplicar uma extensão de 15 km entre Palmares, na Mata Sul, e a divisa com o estado de Alagoas. “Em abril deste ano, as obras de duplicação e restauração da BR-101 no trecho que vai do quilômetro 189,3, em Palmares, ao quilômetro 198,3 foram concluídas, liberando o tráfego regular de veículos, estando o trecho restante, que vai do quilômetro 198,3 até a divisa com o estado de Alagoas, em andamento”, esclareceu o Dnit. 

Sobre a BR-101 Norte, o órgão informou que os serviços de recuperação do trecho entre Igarassu e Paulista (do quilômetro 41,40 ao 51,60) iniciado em setembro de 2016 foi concluído este ano. A obra contou com a substituição de placas de concreto, reposição de dispositivos de drenagem, aplicação de revestimento no asfalto e implantação de nova sinalização horizontal. “No mais, os contratos de manutenção básica da BR-101 encontram-se regularmente em vigor em toda a sua extensão”, respondeu o Dnit. 

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2017/08/02/interna_vidaurbana,715762/br-101-mais-perto-da-requalificacao.shtml

Estado realiza obras de duplicação em 15 trechos de rodovias

01/08/2017 - Diário do Estado

Frente de trabalho atua na duplicação da GO-080. Foto: Eduardo Ferreira

As 39 obras rodoviárias e de aeródromos realizadas pela Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), com recursos do Programa Goiás na Frente, estão em ritmo acelerado por todo o Estado. O investimento nessas obras é de R$ 651.963.522,10.

São 15 obras de duplicação: GO-070 (quatro intervenções), GO-010, GO-080 (seis intervenções), GO-139, GO-206, GO-213, e GO-207. As obras na GO-070 terão quase R$ 100 milhões em investimentos, e as da GO-080, aproximadamente R$ 70 milhões.

GO-070

A duplicação da GO-070 está na etapa final. São 150 quilômetros de extensão, de Goiânia até a cidade de Goiás. A Agetop trabalha na finalização do trevo de Mossâmedes até Goiás, e na conclusão do encabeçamento da ponte sobre o Rio Uru, na GO-070. Nesta semana, o governador Marconi Perillo vistoriou as obras.

GO-080

Outra rodovia que está sendo duplicada é a GO-080, de Nerópolis até a BR-153, com 90 quilômetros de extensão. A Agetop constrói, ainda, a ponte entre o trecho de Nerópolis e a BR-153, que está em fase de concretagem. As três pontes e o viaduto sobre a ferrovia Norte-Sul também estão em obras e integram a duplicação da GO-080, que passa também pelas cidades de Petrolina e São Francisco de Goiás. A duplicação irá até o entroncamento da BR-153, entre São Francisco de Goiás e Jaraguá.

Entorno do Distrito Federal

No Entorno do Distrito Federal, a Agetop trabalha na reconstrução da GO-436, e na construção da rodovia que liga Abadiânia ao Lago do Corumbá. As máquinas operam na terraplenagem no trecho de 23 quilômetros. Ainda no Entorno, a GO-520, que liga Luziânia a Lago Azul, está em fase final da construção. A Agetop realiza os serviços de sinalização, com padrões modernos de tachos refletivos.

Região Sudoeste

Na Região Sudoeste, máquinas trabalham na reconstrução da GO-174, que liga Rio Verde a Montividiu. São 40 quilômetros de pavimento reconstruídos. Na Região Norte, a Agetop faz a pavimentação da GO-239, de São Jorge a Colinas do Sul.

Grande Goiânia

Na Região Metropolitana, realiza a reconstrução da GO-210, entre Goianira e Catalão, com 16 quilômetros. Em Goiânia, a Agetop trabalha na construção de duas passarelas no Setor Garavelo, perímetro urbano da GO-040.

O Goiás na Frente prevê R$ 9 bilhões de investimentos em obras e serviços em todas as regiões do Estado. Do montante, R$ 6 bilhões são provenientes do Tesouro Estadual e R$ 3 bilhões de recursos privados, dentre eles 600 milhões de dólares da privatização da Celg D/Enel. O programa está dividido em quatro setores de investimentos: obras rodoviárias, obras civis, e nas áreas da Saúde e Educação.

Contrato com Eco 101 previa 80 km duplicados na BR até o fim de 2017. Veja histórico da concessão

01/08/2017 -  Folha Vitória

Com R$ 510 milhões arrecadados pela concessionária na cobrança de pedágio desde 2014, somente quatro trechos estão em obras

Integrante da terceira etapa de Concessões Rodoviárias do Governo Federal, a duplicação da BR 101 no Espírito Santo parece cada vez mais distante de virar uma realidade para os capixabas. Após quatro anos de concessão, somente 16 quilômetros de obras de duplicação foram iniciadas. O contrato de concessão assinado entre o Agência Nacional dos Transportes Terrestres  (ANTT) e a concessionária Eco 101, previa que quase 80 quilômetros estivessem duplicados até o final deste ano. 

Na última semana, a concessionária anunciou que enviou à ANTT um pedido de repactuação do contrato de concessão da Rodovia. Pela nova proposta da empresa, a duplicação de todo o trecho capixaba, prevista pelo contrato assinado em 2013, seria substituída por uma composição entre a construção de contornos, que terão pistas duplicadas, trechos de duplicação propriamente dita e construção de terceiras faixas. 

Nesta segunda-feira (31), durante visita ao Espírito Santo, o ministro dos Transportes Maurício Quintela, garantiu a realização das obras de duplicação da BR 101. 


http://novo.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2017/08/contrato-com-eco-101-previa-80-km-duplicados-na-br-ate-o-fim-de-2017--veja-historico-da-concessao.html

Começam as obras de duplicação da BR-010 em Imperatriz-MA

01/08/2017 - Folha do Bico

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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Governo Federal garante duplicação da BR-101 no Espírito Santo, mas admite ampliação de prazo

31/07/2017 - G1

Informação foi dada durante reunião na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Espírito Santo, na manhã desta segunda (31).

Por Daniela Carla, TV Gazeta

Ministro dos Transportes se reúne com bancada capixaba (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
Ministro dos Transportes se reúne com bancada capixaba (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Jorge bastos, e o ministro dos Transportes, Mauricío Quintela, garantiram a duplicação da BR-101, mas admitiram que o prazo para a conclusão será ampliado. A informação foi dada durante reunião na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Espírito Santo, na manhã desta segunda-feira (31).

“Nosso objetivo é conversar com a bancada, mostrar como estão os contratos, o andamento das discussões na ANTT e dizer que a duplicação da BR-101 é uma exigência contratual, não há outro plano do governo, a não ser duplicar a rodovia. Todos nós sabemos que a BR-101, no Espírito Santo, está num contexto nacional”, disse o ministro.

Quintela explicou que a mudança no planejamento aconteceu por causa do cenário econômico, não só no estado, mas em todo o Brasil.

“Foram concessões feitas num momento que não é o atual. Havia perspectiva de crescimento no país na ordem de 3,5% ao ano e o que se viu foi uma recessão muito grande. Isso afetou a demanda, afetou o financiamento. Então o governo federal e o Congresso Nacional já aprovaram um instrumento de concessões, que permite repactuações, devolução amigável de concessão, reequilíbrio”, falou.

A possibilidade de mudança no contrato entre o governo federal e a concessionária que administra a BR-101 está sendo discutida com representantes da bancada capixaba no congresso.

“A repactuação não vai prejudicar o usuário capixaba. A obra vai continuar, vai ser recomeçada imediatamente e a duplicação é uma garantia do governo, porque isso está contratualizado. A comissão ficará vigilante e nós não vamos abrir mão, de jeito nenhum, da duplicação e da manutenção das tarifas sem impacto em relação à reprogramação dos prazos para as obras”, afirmou o deputado federal Marcus Vicente.

BR-381 recebe meio bilhão de reais, mas obras não avançam

31/07/2017 - Estado de Minas

De maio de 2014 até o mês passado, foram liberados R$ 528,2 milhões para duplicação da BR-381 sem que a obra avançasse. Promessa de entrega do trecho em Minas em 2016 não se concretizou

Marcelo da Fonseca

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Próximo a Caeté, previsão inicial para a conclusão da obra era este mês, o que novamente não se confirmou (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

A duplicação da BR-381 ultrapassou em junho a marca de meio bilhão de reais em investimentos públicos. De maio de 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff assinou a ordem de serviço da obra, até o mês passado foram desembolsados R$ 528,2 milhões com a obra viária mais importante de Minas Gerais.

O valor seria motivo de comemoração não fosse um detalhe que chama a atenção: três anos após as máquinas começarem a trabalhar, nenhum metro de asfalto foi entregue aos usuários da rodovia.

Segundo informações do Ministério dos Transportes – obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação – o montante gasto com a execução das obras até agora foi de R$ 474,7 milhões, além de R$ 17,5 milhões gastos na gestão ambiental do empreendimento, R$ 17,4 milhões no gerenciamento e mais R$ 17,6 milhões na fiscalização das obras.

O valor total informado pelo ministério, que ultrapassou meio bilhão de reais, não inclui os gastos com desapropriações e reassentamentos de moradores das margens da rodovia.

De acordo com os editais lançados em 2014, em evento que reuniu em palanque centenas de ministros, deputados e prefeitos da região em Ipatinga, no Vale do Aço, pelo menos cinco trechos da Rodovia da Morte – dos oito trechos em que a obra nos 303 quilômetros entre a capital mineira e Governador Valadares foi dividida – já estariam entregues duplicados aos motoristas e passageiros.

Os trabalhos começaram a todo vapor em 2014, quando foram montados os canteiros de obras e espalhadas faixas anunciando a duplicação ao longo da rodovia.

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
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Trecho que leva a Barão de Cocais deve ficar pronto até o final do ano, segundo estimativa do Dnit em Minas (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

“Os projetos estão todos aprovados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e as empresas estão mobilizadas”, afirmou o então ministro dos Transportes César Borges, que prometeu inaugurar os primeiros trechos em 24 meses. “Eu vou olhar também o ritmo dessas obras junto às empresas responsáveis”, prometeu Dilma.

DEVOLTA À ESTACA ZERO Apenas em dois lotes as obras estão em andamento atualmente. Nos editais dos lotes 1 e 2, entre Governador Valadares e Jaguaraçu, o prazo determinado às empreiteiras para conclusão das obras era o segundo semestre de 2016.

Passado mais de um ano, as obras nos dois lotes voltaram à estaca zero e um novo edital para estudos técnicos será relançado em setembro. A mesma situação se observa em outros quatro lotes, que não têm previsão para início das obras.

As desapropriações às margens da BR também esbarram nas indefinições e falta de planejamento e de verbas. No final de 2014, os órgãos federais começaram um mapeamento das habitações próximas da pista e a previsão era que as desapropriações necessárias para a duplicação fossem feitas até este ano. No entanto, os moradores não têm mais notícia sobre os próximos passos da obra.

“No início de 2015, o pessoal do Dnit e da Justiça esteve aqui no bairro. Fizeram fotos das casas e nos avisaram que ainda naquele ano as desapropriações começariam. Mediram tudo e avisaram a gente para não construir mais nada, que tudo seria derrubado em breve e a rodovia passaria bem no meio do bairro.

Desde então, não voltaram. Acho que desistiram dessa obra”, conta Severino Roberto Ferreira, que mora no Bairro Bom Destino, em Santa Luzia, há mais de 30 anos.

Próximo ao Anel Rodoviário de BH, em trecho que deve ser desapropriado para a obra de duplicação, os moradores de bairros vizinhos à Rodovia da Morte já não contam mais com o seguimento da obra.

“Acho que neste lote, mais próximo de Belo Horizonte (lote 8), não deve ter obra tão cedo. Foi feito um projeto há alguns anos, quando a obra começou, mas ele foi cancelado e não tem previsão para refazê-lo porque o governo não tem mais dinheiro. Quem sabe daqui a 15 ou 20 anos”, diz Márcio Antônio Moreira, presidente da Associação dos Moradores do Bairro Borges.

1ª LIBERAÇÃO ATÉ DEZEMBRO  O trecho mais avançado da obra de duplicação está entre os municípios de Caeté e Itabira (lote 7). A previsão inicial para a conclusão da via nesse trecho era para este mês, mas, até agora, nenhum metro de asfalto ficou pronto.

No final do mês passado, após liberação de uma licença ambiental para o funcionamento de uma das usinas de concretagem, a pavimentação de trechos que foram terraplanados e a construção de um viaduto de 600 metros na altura em Roças Novas voltaram ao ritmo normal.

Em abril, o superintendente do Dnit em Minas, Fabiano Cunha, anunciou em reunião com comerciantes em João Monlevade que pretende entregar os primeiros trechos ainda este ano.

“Estamos verificando a liberação de 13 quilômetros de pista nova entre os trevos de Itabira e Barão de Cocais”, informou o superintendente. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a previsão de entregar os primeiros trechos até o final do ano está mantida.

Desde março, empresários e parlamentares mineiros aumentaram a pressão para que a obra não sofresse com mais paralisações.

Como alguns túneis e trechos terraplanados foram finalizados em 2015 sem que fossem feitas ligações com a rodovia, a preocupação era que parte das obras já entregues ficassem abandonadas ao longo da estrada e desperdiçassem milhões dos cofres públicos.

Com os R$ 340 milhões incluídos no orçamento deste ano, a expectativa é de que pelo menos os serviços já feitos não sejam perdidos.