segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Comerciante reclama de condições da BR-364: ‘Tive que trocar o carro pelo ônibus, absurdo’

30/09/2017 - G1 AC, Cruzeiro do Sul 

Empresário de Cruzeiro do Sul afirma que condições da BR-364 são precárias e inviáveis. 

Superintendente do DNIT no Acre rebate e fala que órgão está trabalhando para resolver situação.

Por Luan Cesar

Comerciante reclama de condições da BR-364 (Foto: André Luiz Gonçalves/Arquivo Pessoal)
Comerciante reclama de situação da BR-364 entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco

Quem precisa de sair de Cruzeiro do Sul para Rio Branco por via terrestre não anda muito satisfeito com as condições da BR-364. É o caso do comerciante André Luiz Pinheiro Gonçalves, de 38 anos, que gravou um vídeo para mostrar as condições da via.

Ele conta que pelo menos uma vez por semana vem à capital acreana para comprar diversos produtos. e reclama que foi obrigado a trocar o carro pelo ônibus porque as condições da rodovia são precárias e inviáveis.

Ao G1, Tiago Caetano, superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), garantiu que a rodovia está trafegável e que alguns pontos estão bem cuidados e mantidos. De acordo com ele, apenas os trechos que estão em obras causam transtornos aos motoristas. Ele disse ainda que a situação ocorre somente quando chove nos locais que estão em manutenção.

Gonçalves, que há sete anos mantém a rotina de percorrer as duas maiores cidades do Acre, afirma que já chegou a desembolsar mais de R$ 3 mil para arrumar o carro que é danificado pelos buracos e atoleiros ao longo da BR. “A estrada está se acabando. Existem muitos declives no trajeto e os carros chegam a cair fora da estrada. Isso traz muito medo para quem precisa usar a via”, reclama.

O superintendente do Dnit rebate e explica que os declínios são causados por erosões. “Quando começamos o trabalho [de recuperação] existiam cerca de 130 delas. Como o problema é grande e não resolvemos do dia para a noite, priorizamos os pontos mais graves. Mais de 60 erosões foram executadas. Ainda existe um número alto, mas as maiores e mais graves já foram recuperadas ou estão nesse processo”, afirma Caetano.

O comerciante fala que a situação piora a cada dia e diz que a estrada nunca esteve em boas condições. "Em algumas ocasiões, a gente conseguiu trafegar com tranquilidade. Geralmente isso dura, no máximo, três meses depois que as obras terminam. Esse é o tempo para que os buracos comecem a aparecer de novo”, relata Gonçalves.

Comerciante diz que ônibus atolam constantemente na rodovia (Foto: André Luiz Gonçalves/Arquivo Pessoal)
Comerciante diz que ônibus atolam constantemente na rodovia (Foto: André Luiz Gonçalves/Arquivo Pessoal)

Tiago afirma que os pontos críticos que estavam programados para serem restaurados já foram executados pelo DNIT. Ele fala ainda que mais de 100 quilômetros da BR estão em boas condições de trafegabilidade. A previsão é de que nos próximos em 15 dias mais 125 quilômetros sejam restaurados pelo órgão federal. “O trabalho é contínuo e não para”, assegura.

Gonçalves afirma que este ano apenas alguns trechos da BR passaram por manutenção e foram asfaltados pelo Dnit. Ele chega a dizer que em seis meses as frentes de serviço não chegaram a asfaltar nem 30 quilômetros. “Na situação de hoje você sai de Cruzeiro às 10h e chega em Rio Branco meia-noite”, enfatiza o comerciante.

O superintende do Dnit rebate a acusação e diz que mais de 75 quilômetros de rodovia foram recuperados na segunda quinzena de julho, período em que os trabalhos começaram. “A maior parte deles, inclusive, está com revestimento [asfáltico]. Hoje dá para ir de Sena Madureira até a altura do Rio Jurupari com o trecho praticamente todo restaurado”, finalizou.

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